Natércia Ribeiro de Oliveira Freire GOIH (Benavente, Boletim Municipal de Lisboa nº 1045, 1º Suplemento - Lisboa, ), conhecida por Natércia Freire, foi uma poetisa e escritora portuguesa.
Biografia
Natércia Freire nasceu em Benavente no dia 28 de Outubro de 1919. Era filha de João Ribeiro de Oliveira Freire (? - Cascais, Parede, 1930) e de sua mulher Maria Emília Freire (? - 1958).
Estudou música e tirou o curso do Magistério Primário, tendo-se tornado professora primária em 1944.
Entre 1954 e 1974, coordenada da página "Artes e letras" do "Diário de Notícias" até 1974.
Em 1971, torna-se membro da comissão de leitura da Fundação Calouste Gulbenkian até 1974.
Faleceu a 17 de dezembro de 2004 em Lisboa. O seu corpo esteve em câmara-ardente no Mosteiro dos Jerónimos e encontra-se no cemitério da Ajuda.
O seu nome consta da lista de colaboradores da revista Panorama (1941-1949) e também da revista luso-brasileira Atlântico.
Prémios e reconhecimento Foi distinguida com os prémios:
1947 - Prémio Antero de Quental com Rio infindável 1952 - Prémio Antero de Quental, com Anel de sete pedras
1955 - Prémio Ricardo Malheiros com Infância de que nasci.
1971- Prémio Nacional de Poesia com Os intrusos, ex aequo com David Mourão Ferreira.
Desde 2014, o seu nome está consagrado na toponímia de Lisboa, através da Rua Natércia Freire, inaugurada em janeiro de 2016 na Urbanização Benfica Stadium, na freguesia de São Domingos de Benfica.
A 28 de outubro de 2019, data do centenário do seu nascimento, foi agraciada, a título póstumo, com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Obras literárias Entre as suas obras encontram-se:
Poesia 1935 - Castelos de sonho 1939 - Meu caminho de luz 1941 - Estátua 1942 - Horizonte fechado 1947 - Rio infindável 1952 - Anel de sete pedras 1957 - Poemas? 1964 - Liberta em pedra 1971 - Os intrusos 1978 - Liberdade solar Prosa 1945 - A alma da velha casa (Contos) 1955 - Infância de que nasci 1957 - Não vás, minha gazela 1961 - Solidão sobre as searas
Ligações externas
Arquivos RTP | Programa Vultos da Cultura Portuguesa: Natércia Freire (1989)
Un poema pacifista de Natércia Freire, por Llorenç Vidal
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