borda|miniaturadaimagem|246x246px|Em 1930 Plínio Alves Monteiro Tourinho (Curitiba, 8 de fevereiro de 1882 – Curitiba, 29 de agosto de 1950) foi oficial do exército brasileiro da arma de engenharia (1898-1938). Foi professor catedrático e diretor da Escola de Engenharia da Universidade do Paraná (1912-1950). Foi um dos fundadores da Universidade do Paraná (atual UFPR), dando amplo e integral apoio à criação das Escolas de Engenharia (1912) e Agronomia (1915) da mesma instituição. Foi deputado federal nas legislaturas de 1933/1934 (constituinte) e 1935/1937. Foi o principal expoente na fundação do Instituto de Engenharia do Paraná, IEP (1926), e seu presidente nas gestões 1929/1930 e 1938/1939. Foi líder e mentor do movimento revolucionário de 1930 no Paraná abrindo as portas para a instalação da Segunda República, parte da "Era Vargas", que impôs o fim da República Velha com a deposição do presidente Washington Luís.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Crônicas. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, Número 33, págs. 4, 97, 170. 1988.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Recordações de um Cosmógrafo de Cabeza de Vaca. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 37, p. 182, 1992.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Respingos. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 32, p. 15, 1988.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Toiro Passante III – Tempo de Província. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 34, págs. 464 e 585, 1990.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Porto, Ferrovia, Separatismo, etc.... Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 38, p. 209, 1992.

Biografia Oriundo de família com forte tradição militar e vocação acadêmica, observou e perpetuou valores que na época eram pautados pela fé em Deus, amor à pátria, o convívio familiar, o respeito mútuo e o cuidado com a coisa pública. Filho de Francisco Antonio Monteiro Tourinho e de Maria Leocádia Alves, casou-se aos 26 anos, em Curitiba, com Esther Ferreira Pereira (professora normalista) no dia 2 de maio de 1908. Tiveram 11 filhos: Maria Leocádia, Esther, Lúcia, Plínio Francisco, Luiz Carlos, Ayrton, Lasthênia, Enoê, Neusa, Elém e Neida.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Toiro Passante III – Tempo de Província. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 34, p. 26, 1990.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Toiro Passante IV – Tempo de República Getuliana. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 35, p. 40 1991.

Seu pai (Francisco Antonio Monteiro Tourinho, 1835-1885), irmão (Mário Alves Monteiro Tourinho, 1871-1964) e dois filhos (Luiz Carlos Pereira Tourinho, 1913-1998 e Ayrton Pereira Tourinho, 1915-2005), todos engenheiros-militares, foram conceituados representantes do clã Tourinho no Sul do Brasil que atuaram de maneira decisiva nos rumos e na história do Paraná.

Órfão de pai aos três anos de idade, sobreviveu a infância atribulada pela miséria, ao lado da mãe e 3 irmãos (Mário, Themira e Mercedes, os demais seis irmãos faleceram ainda na infância). Na juventude, cursou o tradicional Ginásio Paranaense de Curitiba. A mãe, Maria Leocádia Alves, veio a falecer em 1898, deixando Plínio Alves Monteiro Tourinho, com apenas 15 anos, desprovido e desamparado. No ano seguinte, aos dezesseis anos, assentou praça no 6° Regimento de Artilharia, em Curitiba. Logo chegou ao posto de cabo. Em maio do mesmo ano (1899) seguiu para o Rio Grande do Sul e matriculou-se na Escola Preparatória e de Tática de Rio Pardo onde foi colega de Getúlio Vargas.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Toiro Passante IV – Tempo de República Getuliana. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 35, págs. 68 e 100, 1991.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. et AL. Cinquentenário da Revolução de Trinta no Paraná. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 11, p. 50, 1980.TOURINHO, Niel Rebello. A Genealogia Paranaense da Família Tourinho. Curitiba, p. 48, 1974.

Carreira Militar Concluiu a Escola Preparatória de Rio Pardo e transferiu-se para a Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, em 1902. Em 1904, embora não tenha participado do movimento da Revolta da Vacina obrigatória, foi preso e desligado da Escola Militar que aderiu ao movimento sob a chefia do general Lauro Travassos. Em 1905, o governo federal concedeu anistia ampla a todos envolvidos no movimento da vacina obrigatória. Plínio Tourinho voltou para a Escola Militar no Rio de Janeiro. Completou o curso das 3 armas (Artilharia, Cavalaria e Infantaria). Recebeu a patente de alferes-aluno no dia 14 de março de 1906. Na sequência, foi classificado no 6° Regimento de Artilharia, o mesmo em que assentara praça em 1899. Em 1910, aos 28 anos, matriculou-se na Escola de Engenharia Militar do Realengo. Recebeu o diploma de Bacharel em Ciências Físicas e Matemáticas e os diplomas de Engenheiro Militar e Oficial do Estado Maior, em 1912, quando transferiu-se da arma de Artilharia para Engenharia.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Crônicas. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, Número 33, p. 142, 1988.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Toiro Passante III – Tempo de Província. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 34, págs. 28 e 301. 1990.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Toiro Passante IV – Tempo de República Getuliana. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 35, págs. 68-71, 1991.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. et AL. Cinquentenário da Revolução de Trinta no Paraná. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 11, p. 52, 1980.TOURINHO, Niel Rebello. A Genealogia Paranaense da Família Tourinho. Curitiba, p. 48-50, 1974.

Em 1913, ao deixar a Escola de Engenharia, foi classificado no 2º Batalhão de Engenharia, sediado em Paranaguá, no Colégio dos Jesuítas. Em 1914, sob o comando do general Frederico de Mesquita, participou do episódio da Luta do Contestado. Nomeado para proceder um Inquérito Policial Militar (IPM), Plínio Tourinho foi logo substituído por não concordar com as autoridades e superiores em acobertar abusos e atrocidades cometidas contra camponeses e caboclos que resultou na perda de 5 mil a 8 mil vidas.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Crônicas. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, Número 33, p. 87, 1988.TOURINHO, Niel Rebello. A Genealogia Paranaense da Família Tourinho. Curitiba, p. 49, 1974.

Em novembro de 1918, por ocasião da 1ª Guerra Mundial, foi encarregado de proceder rigorosa inspeção nas fortificações do litoral paranaense e catarinense propondo medidas que julgava urgentes para o pleno funcionamento dessas guarnições militares em caso de envolvimento do Brasil na 1ª Grande Guerra.

Em junho de 1919, foi designado como auxiliar do Serviço de Engenharia, em São Paulo, com a missão de construir o quartel do 5º B.C. (Batalhão de Caçadores) na cidade de Rio Claro

Na noite de 21 de abril de 1922, Plínio Tourinho, capitão e professor de Astronomia da Faculdade de Engenharia da Universidade do Paraná, rebelou o 5º Batalhão de Engenharia com a finalidade de depor o presidente Artur Bernardes. Como não houve adesão dos demais corpos da guarnição no território nacional, o movimento fracassou sem surtir efeito.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Crônicas. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, Número 33, p. 198, 1988.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Recordações de um Cosmógrafo de Cabeza de Vaca. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 37, p. 269, 1992.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Toiro Passante III – Tempo de Província. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 34, p. 522, 1990.

Em 1924, foi transferido para o quadro suplementar da arma, afim de chefiar a comissão fiscalizadora dos quarteis localizados na região do Paraná e Santa Catarina. Embora não tenha participado da Revolta Paulista, foi preso e recolhido ao Rio de Janeiro em 1924 acusado de simpatizar com o movimento de ‘5 de julho’ na revolução promovida pelo general Isidoro Dias Lopes em São Paulo.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Toiro Passante IV – Tempo de República Getuliana. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 35, p. 198, 1991.

Em 1926, passou a servir no Serviço de Engenharia da Região. Ao se aproximar o ano de 1930, Plínio Tourinho era major e seu prestígio era admirado e respeitado por todos no meio militar. Como homem público, tornou-se influente no meio civil pelos seus escrúpulos, talento pessoal, senso diplomático e notáveis contribuições em prol da sociedade. Por toda parte sua figura simpática e amiga passou e mereceu, justamente, grande respeito e grande acatamento de todos. Seus atributos e seu vínculo com Getúlio Vargas, na época da Escola Preparatória de Rio Pardo (1899), o fez o homem ideal para chefiar o comando das Forças Revolucionárias no estado do Paraná.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. Respingos. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 32, p. 128, 1988.TOURINHO, Luiz Carlos Pereira. et AL. Cinquentenário da Revolução de Trinta no Paraná. Estante Paranista do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Curitiba, número 11, p. 53 e 311, 1980.