Operação Sangaris () foi uma intervenção militar das Forças Armadas da França na República Centro-Africana do final de 2013 até 2016. Foi a 7.ª intervenção militar francesa desde a independência do país em 1960. La Centrafrique dans le chaos - France Inter, 14 de dezembro de 2013 Em 30 de outubro de 2016, a França anunciou o termino oficial da Operação Sangaris.

Contexto No final de 2012, o presidente François Bozizé solicitou assistência internacional da França e dos Estados Unidos para afastar o Séléka, um movimento rebelde que avançou para os arredores da capital de Bangui. Le président centrafricain appelle la France et les Etats-Unis à l'aide - Libération - 27 de dezembro de 2012En Centrafrique, la capitale redoute une entrée des rebelles, La Croix, 27 de dezembro de 2012Central African Republic's Bozize in US-France appeal - BBC - 27 de dezembro de 2012 O Séléka é um movimento nortista muçulmano lutando contra os sulistas católicos.Agonie silencieuse de la Centrafrique - por Vincent Munié, outubro de 2013, Le Monde Diplomatique Em março de 2013, Michel Djotodia depôs Bozize do poder e tornou-se o primeiro presidente muçulmano do país.Agonie silencieuse de la Centrafrique - Une histoire violente - Le Monde Diplomatique, outubro de 2013Mystery Shrouds Rise and Aims of Rebel at Helm of Central African Republic, SCOTT SAYARE, 13 de abril de 2013, The New York Times

Em outubro de 2013, começaram os combates entre os elementos de Séléka e as milícias cristãs chamadas anti-balakas e o Estado perdeu sua capacidade de manter a ordem. La Centrafrique à l’heure du chaos, 25 de setembro de 2013, Le MondeUne cinquantaine de morts dans des affrontements en Centrafrique, 08 de outubro de 2013, Le Monde

As Nações Unidas e o governo francês começaram a expressar preocupações sobre um potencial genocídio.La Centrafrique « au bord du génocide » ? - La Presse, 21 de novembro de 2013Laurent Fabius : la Centrafrique est «au bord du génocide», publicddo em 21 de novembro de 2013, Le ParisienDéclaration du Conseiller spécial pour la prévention du génocide sur le dialogue inter-communautaires et la prévention des crimes en République centrafricaine, au Conseil de sécurité - ONUCentrafrique : l'ONU appelle à agir pour éviter un génocide - Le Monde

Em 5 de dezembro de 2013, a Resolução 2127 foi unanimemente votada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para permitir que uma Missão Internacional Africana de Apoio a República Centro-Africana (MISCA) fosse implantada por 12 meses para restaurar a ordem e acabar com as tensões religiosas. L'ONU autorise une intervention française en Centrafrique, La Tribune de Genève, 05 de dezembro de 2013.Le Conseil de sécurité autorise une intervention militaire de la France en République centrafricaine, Alexandra Geneste, Le Monde, 05 de dezembro de 2013. O MISCA foi apoiado por forças francesas autorizadas a utilizar os meios necessários.

Controvérsias

Reações internacionais A opinião pública e os meios de comunicação ficaram divididos sobre a operação. O jornal argelino Liberté denunciou a Sangaris como uma nova instância da política Françafrique e descreveu a operação como percebida "na África e em outros lugares como uma manobra da França para se afirmar no cenário mundial". O britânico The Times, por outro lado, declarou a França "admirável" por sua vontade de intervir e prevenir uma catástrofe humanitária.France Shows the Way, The Times, 27 de novembro de 2013 Para o jornal burquinense L'Observateur paalga a França seria acusada de "neocolonialismo e de imperialismo" ao se comprometer e de "não assistência às pessoas em perigo" caso permanecesse neutra, mas foi finalmente forçada a agir como a "polícia da África" pela falta de implicação dos Estados da região.

Alegações de abuso sexual Em abril de 2015, um relatório vazado da ONU revelou que os investigadores dos direitos humanos receberam reclamações de crianças de nove anos, que vivam em campos de deslocados internos, que haviam sido exploradas sexualmente, inclusive por estupro e sodomia, por soldados franceses em troca de comida. Outras reivindicações surgiram em março de 2016, incluindo alegações de que um comandante francês tinha amarrado quatro meninas, despidas, em um acampamento, e as forçado a fazer sexo com cães.

Ver também Guerra Civil na República Centro-Africana (2012–presente)

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