Comcast Cable Communications, LLC, que comercializa seus serviços sob a marca Xfinity, é a divisão de telecomunicações da Comcast. A marca reúne os serviços de televisão a cabo, internet, telefonia fixa e telefonia móvel oferecidos pela empresa a consumidores. Foi lançada em 2010. Antes disso, esses serviços eram vendidos principalmente com o nome Comcast.

Desde 1º de janeiro de 2026, Steven Croney chefia a divisão Connectivity & Platforms da Comcast, que abrange Xfinity, Comcast Business e Sky. Ele sucedeu Dave Watson, que passou a vice-presidente do conselho da Comcast Corporation. Timothy Nester é o diretor financeiro da divisão. A receita da Xfinity passou de US$ 23,7 bilhões em 2007 para US$ 50,04 bilhões em 2016. Em 2017, o segmento Cable Communications registrou receita de US$ 52,519 bilhões.

Marca

Em 3 de fevereiro de 2010, a Comcast começou a adotar o nome Xfinity em seus pacotes de serviços convergentes para consumidores. Comcast Digital Cable passou a se chamar "Xfinity TV", Comcast Digital Voice tornou-se "Xfinity Voice" e Comcast High-Speed Internet recebeu o nome "Xfinity Internet". A mudança de marca e a campanha publicitária foram programadas para coincidir com os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010.

A imprensa interpretou a mudança como uma tentativa de afastar a marca de sua reputação negativa. A revista Time incluiu Xfinity entre as piores mudanças de nome empresarial e perguntou: "A mudança de nome vai funcionar? Provavelmente não, mas ao menos soará um pouco mais ousado quando deixarem você esperando ao telefone... com a Xfinity".

Serviço de internet

Disponibilidade da internet da Comcast por estado miniaturadaimagem|Disponibilidade da Xfinity por código ZIP em 2016

Estado Área potencial total de cobertura Washington, D.C. 97,9% Massachusetts 85,4% Utah 78,5% Illinois 75,9% Colorado 75,9% Washington 73,1% Pensilvânia 69,1% Maryland 69% Nova Hampshire 68,8% Michigan 60,3% Óregon 57,9% Indiana 57,7% Geórgia 56,4% Tennessee 56,0% Novo México 55,4% Flórida 52,7% Connecticut 50,6% Minnesota 45,6% Virgínia 41,5% Mississippi 31,9% Califórnia 31,8% Em 2011, a Comcast era a maior provedora de acesso à internet por cabo dos Estados Unidos e atendia 40% desse mercado. Em 26 de julho de 2018, tinha 26,5 milhões de clientes de internet de alta velocidade. O total de clientes de banda larga nos Estados Unidos chegou a 31,255 milhões no fim de 2025. Desse grupo, 28,719 milhões eram clientes residenciais.

A Comcast começou a oferecer internet no fim de 1996, quando participou da criação da @Home Network, que vendia acesso pelas linhas de TV a cabo da Comcast. O acordo prosseguiu depois da fusão da @Home com o portal Excite. Quando a empresa resultante, Excite@Home, pediu falência em 2002, a Comcast transferiu cerca de 950 mil clientes de internet para sua própria rede.

Em 2014, a Comcast cobrava US$ 15 por mês pelo aluguel de um modem a cabo. A tarifa recebeu críticas, e não era cobrada de quem comprava o próprio modem. A empresa também cobrava pela instalação profissional, enquanto kits de auto-instalação eram oferecidos sem a mesma tarifa em alguns endereços. Os novos planos nacionais lançados em junho de 2025 passaram a incluir dados ilimitados e o gateway Wi-Fi no preço.

Em 2011, a Comcast lançou o programa "Internet Essentials", que oferecia internet de baixo custo a famílias com crianças aptas a receber refeições escolares gratuitas ou com preço reduzido. A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos exigiu esse serviço como condição para aprovar a compra da NBCUniversal pela Comcast em janeiro de 2011. Dos cerca de 2,6 milhões de domicílios que podiam participar, 220 mil estavam inscritos em junho de 2013. Outros provedores participavam de um programa parecido por meio da organização sem fins lucrativos Connect2Compete. A Comcast pretendia aceitar novos clientes por três anos, mas, em março de 2014, o vice-presidente David Cohen anunciou que o programa seria prorrogado por tempo indeterminado. Em 2025, Internet Essentials e Internet Essentials Plus ofereciam velocidades de até 75 e 100 Mbit/s, respectivamente.

Na Consumer Electronics Show de 2017, a Comcast apresentou uma plataforma de software para os modems Arris 1682G e Cisco 3941T/3939. Ela trazia uma nova interface de configuração, instalação e gerenciamento remotos por meio de um aplicativo da Xfinity e integração de aparelhos de casa inteligente com outros serviços da marca, como Xfinity TV. A plataforma chegou ao mercado com o nome xFi em maio de 2017. A empresa também apresentou o xFi Advanced Gateway, roteador compatível com IEEE 802.11ac Wave 2, Bluetooth Low Energy, Thread e Zigbee. Esses recursos permitiam integrar aparelhos da internet das coisas e usar uma linha de extensores Wi-Fi fabricada pela Plume.

Em dezembro de 2022, a Comcast anunciou um teste de serviço simétrico de 10 gigabits com DOCSIS 4.0. Em junho de 2023, o serviço foi instalado para um grupo de clientes empresariais do Gigabit Pro por fibra.

Xfinity WiFi A Comcast opera uma rede de pontos públicos de Wi-Fi para assinantes da internet Xfinity chamada Xfinity WiFi. Ela reúne pontos instalados em locais públicos e empresas e pontos criados por gateways domésticos compatíveis, dos quais o cliente pode optar por sair. Assinantes do plano "Performance" ou superior tinham uso ilimitado desses pontos após entrarem com a conta Xfinity. Por padrão, os gateways domésticos de banda dupla operavam uma rede privada e outra pública, com o SSID "xfinitywifi". Cada ponto aceitava até cinco usuários simultâneos. Era possível desativar o ponto público no site da Comcast ou instalar um roteador de outra empresa.

O sistema recebeu críticas de pessoas que viam abuso dos recursos dos clientes, como banda e eletricidade, para atender a outros usuários. Também houve dúvidas sobre segurança e sobre a responsabilidade por atos praticados por quem se conectasse a esses pontos domésticos. Em 2014, clientes pediram que uma ação coletiva fosse aceita na Califórnia, com alegações de violações da Computer Fraud and Abuse Act e de leis estaduais semelhantes. A Comcast afirmou que o Wi-Fi público era isolado dos aparelhos da rede doméstica por um firewall, consumia pouca banda e não transferia ao cliente a responsabilidade pelos atos de terceiros. Usuários abusivos poderiam ser rastreados pela conta Xfinity usada para entrar na rede. O processo foi enviado à arbitragem.

Depois do furacão Irma, todos os pontos Xfinity WiFi da Flórida foram abertos a pessoas que não assinavam a Comcast.

Limite de dados No início, a Comcast encerrava o contrato de clientes de banda larga que usassem "banda excessiva". A empresa não definia a expressão nos termos de serviço, que diziam apenas que o uso não deveria "representar, a critério exclusivo da Comcast, uma carga excessivamente grande sobre a rede". Respostas da empresa à imprensa apontavam para um limite de algumas centenas de gigabytes por mês. Em setembro de 2007, o porta-voz Charlie Douglas equiparou o "uso excessivo" a 30 mil músicas, 250 mil fotografias ou 13 milhões de mensagens de correio eletrônico em um mês.

Em 1º de outubro de 2008, a Comcast adotou um limite de dados mensal de 250 GB para a banda larga. Envios e recebimentos de dados entravam nessa conta. Se o cliente ultrapassasse o limite três vezes em seis meses, o serviço residencial poderia ser cortado por um ano. Um porta-voz disse que a política já existia, mas aquela era a primeira vez que a empresa divulgava um valor específico.

A reação negativa de parte dos clientes levou a Comcast a mudar a política em 2012. O limite virou uma franquia de 300 GB em certos mercados. Quem a ultrapassasse pagava US$ 10 por cada bloco adicional de 50 GB. Havia uma opção de dados "ilimitados" por mais US$ 30 mensais. Num memorando vazado, funcionários receberam a orientação de dizer que a política buscava "equidade e uma política mais flexível para nossos clientes", e não o controle do congestionamento da rede.

Em 27 de abril de 2016, a Comcast anunciou que elevaria a franquia dos mercados de teste para 1 TB até junho. A empresa afirmou que "mais de 99% de nossos clientes não chegam perto de usar um terabyte". A medida veio em meio à maior atenção da Comissão Federal de Comunicações. Ao aprovar a compra da Time Warner Cable pela Charter Communications, a comissão proibiu a Charter de impor limites. A Comcast manteve a cobrança de US$ 10 por cada 50 GB excedentes e elevou a opção ilimitada para US$ 50. Em outubro, a empresa anunciou que adotaria as franquias na maior parte dos mercados a partir de 1º de novembro, com exceção de Nova Iorque e do nordeste do país. O plano não abrangia Gigabit Pro, Business Internet, contratos Bulk Internet e internet pré-paga.

Em 23 de novembro de 2020, a Comcast anunciou um limite de 1,2 TB para as demais áreas do nordeste a partir de março de 2021. A empresa adiou a implantação depois da pressão do procurador-geral da Pensilvânia, que questionou os efeitos sobre clientes que trabalhavam em casa durante a pandemia de COVID-19. Os planos nacionais lançados em junho de 2025 incluem dados ilimitados. Clientes de planos anteriores ainda podem estar sujeitos à franquia de 1,2 TB, a menos que mudem de plano ou comprem uma opção ilimitada.

Gerenciamento de rede e peering Em setembro de 2007, blogs de tecnologia começaram a publicar que a Comcast reduzia a velocidade ou bloqueava o tráfego do protocolo BitTorrent. A empresa negou o bloqueio e declarou que "a Comcast não bloqueia, não bloqueou e não bloqueará sites ou aplicativos on-line, inclusive serviços entre pares" e que fazia um "gerenciamento razoável da rede". Depois que a redução do tráfego BitTorrent foi confirmada, a Comcast admitiu que às vezes atrasava esse tráfego para acelerar outros dados, mas não forneceu detalhes. Após a abertura de uma investigação pela comissão, a empresa encerrou voluntariamente a discriminação do tráfego. A investigação concluiu que a redução era ilegal.

A Comcast contestou a decisão em setembro de 2008. Em 2010, um tribunal anulou a decisão porque a comissão não tinha autoridade para impor a neutralidade da rede no regime regulatório em vigor. O tribunal apontou a classificação como operadora comum como uma possível base para essa autoridade. Em fevereiro de 2014, a comissão anunciou uma nova fundamentação, mas evitou a regulamentação mais ampla exigida pelo regime de operadora comum.

Em 2010, a Netflix contratou a Level 3 Communications para transportar seus dados. Pouco depois, a Level 3 e a Comcast discutiram se a primeira deveria pagar para interligar as redes das empresas num acordo de peering. O conflito prosseguiu quando a Cogent Communications, então responsável pelo tráfego da Netflix, culpou a Comcast e outros provedores pelos gargalos do serviço. Em fevereiro de 2014, depois de notícias sobre um acordo entre Comcast e Netflix, as empresas confirmaram que a Netflix pagava à Comcast para se conectar à rede. Os termos não foram divulgados. Analistas discordaram sobre se o acordo criava um precedente contra a neutralidade da rede ou seguia a prática normal de peering.

Telefonia a cabo Xfinity Voice, antes chamado Comcast Digital Voice, é um serviço de telefonia por cabo com voz sobre IP. Chegou a certos mercados em 2005 e a toda a área da Comcast no ano seguinte. O serviço anterior, Comcast Digital Phone, permaneceu disponível por pouco tempo e foi encerrado perto do fim de 2007. Depois de concluir a migração, a Comcast tinha 7,6 milhões de clientes de voz em 2009. O total chegou a 10,7 milhões no fim de 2013.

No início de 2012, a Comcast era a terceira maior provedora de linhas telefônicas residenciais dos Estados Unidos, com 9,34 milhões de linhas.