Pseudocisto pancreático é uma coleção de fluido rico em enzimas pancreáticas, sangue e tecido necrótico, envolvida por uma cápsula fibrosa e tecido de granulação, normalmente é localizado no omento menor. Geralmente são uma complicação que aparece algumas semanas após uma pancreatite, mas em crianças frequentemente ocorrem após um traumatismo abdominal. Os pseudocistos pancreáticos representam aproximadamente 75% de todas as massas pancreáticas.
Sinais Nenhum dos sinais e sintomas é específico de pseudocisto pancreático. Pode haver desconforto abdominal, febre e indigestão. Também pode haver falta de apetite e pele amarelada (icterícia). Cistos grandes podem ser palpáveis e sensíveis. Sua ruptura pode causar peritonite e, em caso de estar infectado, pode causar sepse.Dr. Louis R Lambiase. Pancreatic Pseudocysts. http://emedicine.medscape.com/article/184237-overview
Causas O pseudocisto pancreático pode ocorrer devido a uma variedade de razões entre elas: Pancreatite Neoplasia pancreática Trauma.
Fisiopatologia Os pseudocistos pancreáticos são chamados de falsos cistos, porque eles não têm um revestimento epitelial. A parede do pseudocisto é vascular e fibrosa, encapsulada na área em torno do pâncreas. Pancreatite ou trauma abdominal podem causar a sua formação.
Geralmente o tratamento depende do mecanismo que o causou. Um pseudocisto leva até seis semanas para se formar completamente. Pancreatite aguda ou crônica podem causar pseudocistos.Dr Pravin Bhingare, Dr Ninad Sawant, Study of Surgical Complications of Pancreatitis, journal of medical science and clinical research Volume 05 Issue 01 January 2017. https://dx.doi.org/10.18535/jmscr/v5i1.157
O diagnóstico confirmatório de pseudocisto pancreático é baseado na análise do fluido do cisto. Antígeno carcino-embriônico (CEA) e o CEA-125 (é baixo em pseudocisto e elevado em tumores); Viscosidade do fluido (baixa em pseudocisto e elevada em tumores); Amilase (alta em pseudocisto e baixa em tumores). As mais úteis ferramentas de imagem: Ultrassonografia: O papel da ultrassonografia na imagem do pâncreas é limitado se o paciente é obeso, se falta experiência no operador ou se o estômago está dilatado e obscurece o pâncreas. Tomografia computadorizada: Este é o padrão ouro para avaliação inicial e para o seguimento. Colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM): para estabelecer a relação do pseudocisto do pâncreas com os condutos biliares, apesar de não ser rotineiramente usado.
Tratamento O tratamento deve ser destinado a evitar qualquer complicação, como ruptura ou infecção. Os pseudocistos maiores têm uma maior probabilidade de complicar e necessitar cirurgia. Se não houver sinais de infecção presente, o tratamento inicial pode incluir medidas conservadoras, tais como jejum (NPO), nutrição parenteral (NPT) e observação. Níveis séricos de amilase e lipase podem ser avaliados regularmente. Se os sintomas não melhorarem em seis semanas, a intervenção cirúrgica pode ser apropriada. Cistogastrostomia: este procedimento cirúrgico cria uma ligação entre a parte de trás da parede do estômago e o cisto, de tal forma que o cisto drene para o estômago. Cistojejunostomia: neste procedimento é criada uma ligação entre o cisto e o intestino delgado, para que o fluido do cisto drene para o jejuno. Cistoduodenostomia: neste procedimento é criada uma ligação entre o duodeno (primeira parte do intestino) e o cisto para permitir a drenagem do fluido do pseudocisto no duodeno.
O tipo de procedimento cirúrgico depende da localização do cisto. Para o pseudocisto que ocorre na cabeça do pâncreas, uma cistoduodenostomia geralmente é realizada.
Outras técnicas incluem a drenagem com cateter percutâneo, em caso de infecção, mas esta possui elevada recorrência.
Complicações Complicações do pseudocisto pancreático incluem infecção, hemorragia, obstrução e ruptura. A obstrução pode causar compressão do tubo gastrointestinal desde o estômago até o cólon ou dos conductos biliares ou de artérias e veias.
Referências
Categoria:Doenças do pâncreas