Bátis ou Betis (; ; ; m. ) foi um nobre armênio (nacarar) da família Sarones do final do , ativo durante o reinado do rei Varasdates .

Nome

Bátis ou Betis (, Bátis) são as formas grega e latina do persa médio, parta (bʾty; Bāt ou Baʾāt) e armênio (, Bat) Bate, que segundo Hračʻya Ačaṙyan está ligado ao iraniano antigo wāta, "espírito do vento". N. Sims-Williams e J. Russell, seguindo W. B. Henning, sugeriram que Bate seja uma forma abreviada de Bagadates (Bagdāt; de *Baga-dāta, "dado por deus"), por meio de uma forma intermediária Baate (Baʾāt), que por vezes é registrada em grego ().

Vida

A parentela de Bátis é desconhecida e nasceu em data incerta ao longo do . Segundo Fausto, o Bizantino, era naapete (chefe) da família Sarones e atuou como tutor e pai adotivo (dayeak) do rei Varasdates . Pretendia adquirir a posição de asparapetes (comandante-em-chefe) da Armênia, então sob posse de , e incitou o rei contra ele, alegando que sua família desde o início estava arruinando os arsácidas por serem seus adversários:

Varasdates foi influenciado por essas palavras e organizou um banquete no qual Musel foi emboscado por 12 comparsas de Bátis, que cortou sua garganta com um sabre e então decepou sua cabeça, que foi carregada com seu corpo pelas pessoas presentes. O rei nomeou Bátis o novo asparapetes da Armênia, enquanto tornou-se o naapete e tanuter dos Mamicônios. Por essa época, no entanto, Manuel e Comes Mamicônio retornaram à Armênia após servirem como comandantes nos exércitos do Império Sassânida nas campanhas de Sapor II contra o Império Cuchana. Ao chegarem, foram recebidos por Vache I, que deu a Manuel o diadema principesco que lhe foi concedido por Varasdates, bem como as posições de naapete e tanuter, que lhe pertenciam dada sua senioridade dentro do clã. Por conseguinte, Manuel reivindicou a posição de asparapetes, sem autorização régia. Ele e o rei discutiram por intermédio de mensagens por algum tempo antes de decidirem se enfrentar no campo de batalha. Varasdates foi derrotado na Batalha de Carenitis de 378 e refugiou-se no Império Romano, enquanto Bátis e seu filho foram capturados. Manuel ordenou que Bátis assistisse seu filho ser degolado e então decapitado antes de sofrer o mesmo destino.

Bibliografia

Categoria:Armênios do século IV Categoria:Pessoas executadas por decapitação Categoria:Naapetes da família Sarones