Surena foi general e nobre sassânida de origem parta do , ativo no reinado do xá . Teve importante papel no combate dos invasores romanos ao Império Sassânida e nas negociações de paz que se seguem.
Nome
Surena é a forma latina do parta, persa médio e siríaco Surém (Sūrēn), que derivou do iraniano antigo Suraina (*Sūr-aina-; de *sūra-, "forte, heroico"). Essas formas podem ter se originado da junção de *sūra- com a partícula sufixal -ēn. Foi registrado em bactrio como Soreno (), em grego como Surenas (; Sourénās) e em armênio como Surém (, Surēn). Nos Períodos Arsácida e Sassânida, em geral tratava-se de um sobrenome de uma das grandes famílias de origem parta que governavam o planalto Iraniano.
Vida
thumb|upright=1.05|Dinar de thumb|upright=1.05|Soldo de Valente
Surena era membro da Casa de Surena, um dos 7 clãs partas do Império Sassânida. Aparece pela primeira vez em 24 de abril de 363, quando emboscou uma força de patrulha liderada por Hormisda, um dos generais do imperador . Um dia após a queda de Perisapora (29 de abril) aos romanos, emboscou 3 esquadrões de cavalaria, matou alguns deles, incluindo um dos tribunos, e capturou um estandarte. Em ca. 10 de maio, quando os romanos se preparavam para cercar Maiozamalca, atacou-os, mas foi pego de surpresa pelas coortes inimigas e teve que se retirar.
Em 29 de maio, durante o Cerco de Ctesifonte, Pigranes, Narseu e Surena foram derrotados pelos romanos e se retiraram ao interior das muralhas da cidade. Após a morte de Juliano em 23 de junho, Surena, que à época estava na Persarmênia, foi enviado com outros magistrado de nome desconhecido por Sapor para negociar a paz com os romanos. Ao chegarem no acampamento romano, foram recebidos pelo recém-elevado Joviano que nomeou Arinteu como responsável pela conclusão de acordo de paz.
Na primavera de 378, foi enviado a negociar com o imperador Valente a questão da Armênia e Ibéria no Cáucaso, que estavam sob disputa entre o Império Romano e Império Sassânida. Quando as negociações falharam, Sapor ordena que Surena vá à Armênia e a conquiste. Segundo Fausto, o Bizantino, os armênios receberam Surena após a rainha-mãe Zarmanducte e Manuel Mamicônio, o regente de e , enviarem presentes a Sapor numa tentativa de aproximar-se da Pérsia. Surena chega ao país na condição de marzobã com 10 mil homens. Confrontou Manuel quando este rebelou-se contra os persas, mas foi derrotado e seu exército destruído. Apesar disso, Manuel permitiu que fugisse.
Bibliografia
Categoria:Iranianos do século IV Categoria:Generais de Sapor II Categoria:Sassânidas envolvidos na Expedição Persa de Juliano Categoria:Casa de Surena