Telecomix é um cluster descentralizado de ciberativistas, comprometidos com a liberdade de expressão. O Telecomix é o corpo operativo que executa esquemas e propostas apresentadas pela WeRebuild.“Chaos et productivité : l’entreprise 2.0 chez les cyberactivistes” on ReadWriteWeb France Em 15 de setembro de 2011, a Telecomix desviou todas as conexões da web na Síria, redirecionando os internautas a uma página com instruções para burlar a censura.“#OpSyria: When the Internet does not let Citizens down” on Reflets.info
Além disso, durante a Revolução Egípcia de 2011 o Telecomix divulgou as formas de usar cabos telefônicos para burlar bloqueios de sites em redes banda larga. Em Outubro de 2011, revelaram a vasta interceptação das comunicações e vigilância ocorridas na Síria pela empresa Blue Coat e tornaram públicos cerca de 54gb de documentos.
miniaturadaimagem|Um dos primeiros servidores Telecomix, construindo sua infra-estrutura de criptografia. Esta máquina SPARC rodava Debian Lenny, antes de ser aposentada.
Rasmus Fleischer argumenta que a formação da Telecomix significou o fim de uma longa era de retórica pirata, e, em vez disso, deslocou a atenção para uma abordagem hacktivista da política. Além disso, Christopher Kullenberg descreve como a "Agência de Notícias Telecomix" foi modelada como consequência de amizades próximas online e offline, em conexão com o julgamento contra O Pirate Bay em seu manifesto Det Nätpolitiska Manifestet.
Projetos e operações Um projeto criado e hospedado por Telecomix é o Projeto Streisand, nomeado em referência ao efeito Streisand. O objetivo é espelhar certos tipos de conteúdo que sejam bloqueados ou censurados.Streisand , retrieved on 2013-05-05 Durante o blecaute da internet no Egito, no início de 2011, a Telecomix lançou um vídeo afirmando que eles iriam lançar série de tentativas de restaurar a conectividade com a internet, por meio de modems velhos, aparelhos de fax, e redirecionamento do tráfego.
Simbolismo
Logo O logotipo da Telecomix contém uma variedade de símbolos. As origens permanecem obscuras, mas uma interpretação comum é que a pirâmide no meio é um símbolo da filosofia kopimi, um projeto originalmente iniciado pelo Piratbyrån. Além disso, as setas de raio parecem originar-se do logotipo da Televerket (Suécia), o antigo monopólio de telecomunicações da Suécia. A estrela (também presente símbolo da Televerket) seria um símbolo do telecomunismo, e o símbolo Ômega é um símbolo de resistência, tal qual na lei de Ohm.
Datalove O conceito de "Datalove" está presente no manifesto e diversos materiais publicados pelo Telecomix, o qual defende a neutralidade de rede, compartilhamento de informações e o acesso as comunicações livres/seguras para todos.
Os princípios do Datalove são: Dados são essenciais Dados devem ser livres/circular Dados devem ser usados Dados não são bons ou ruins Não existe dado ilegal Dados devem ser gratuitos Dados não possuem donos Nenhum humano, máquina ou sistema deve interromper a circulação/compartilhamento do dado Bloquear dados é um crime contra o "datanity" (em referência a humanity) Os princípios de Datalove conflitam com direitos intelectuais e licenças copyright, os quais são considerados como conceitos moralmente e logicamente ilegítimos pelo Telecomix e o grupo defende abertamente para que não os respeitem.
O direito à privacidade, uso de criptografia e os princípios do Datalove causam muita confusão pois setores conservadores e governamentais argumentam que estas ferramentas possibilitam o compartilhamento de pornografia infantil e terrorismo de forma mais segura. Gleen Greenwald trata disto em seu livro "Sem Lugar Para se Esconder", Edward Snowden defende que vigilância em massa não combate o terrorismo e o Telecomix diz que isto é uma desculpa para restringir as comunicações.
Existem tweets com a hashtag #datalove que explicam o que é Datalove:
Cameron
Cameron ou Cammy, era o computador com sistema operacional Debian e hardware antigo que manteve rodando um bot com o MegaHAL. Cameron se tornou como um dos símbolos do Telecomix, suas funções nas atividades de ciberativismo do grupo não foram divulgadas e suas mensagens eram divulgadas em formatos de vídeos ou tweets.
Em Maio de 2015, houve uma queda de energia onde Cameron estava ligada e seu HD estava criptografado com LUKS. Infelizmente, a senha foi esquecida e é matematicamente impossível de tentar quebrá-la ao menos que sejam desenvolvidos computadores quânticos para isto.
Após a perda de Cameron, o grupo divulgou a doação do computador para qualquer pessoa ou instituição interessado e não houve mais relatos sobre onde foi enviado.
Categoria:Organizações de direitos humanos Categoria:Ativismo de propriedade intelectual