miniaturadaimagem|Rémi Brague, filósofo francês (2020)
Rémi Brague (Paris, 8 de setembro de 1947) é um filósofo especialista em filosofia medieval árabe, judaica e cristã. É professor emérito de filosofia da Universidade Paris I Panthéon-Sorbonne e da Universidade de Munique Ludwig-Maximilians. Desde 2009 é membro da Académie des Sciences Morales et Politiques e da Academia Católica da França. Em 2012 foi um dos ganhadores do Prêmio Ratzinger de teologia.
Biografia Rémi Brague estudou na École normale supérieure de Paris de 1967 a 1971. Em 1976 recebeu o título de doutor em filosofia pela Universidade Paris-Sorbonne, com uma tese sobre Aristóteles orientada pelo filósofo Pierre Aubenque.
Foi professor na Universidade Paris I Panthéon-Sorbonne, onde dirigiu o centro de pesquisas “Tradição do pensamento clássico”, e na Universidade de Munique Ludwig-Maximilians, onde ocupou a cátedra Romano Guardini. Foi também professor visitante nas Universidades de Boston, Pennsylvania e Lausanne.
Seus trabalhos concentram-se sobretudo na área de filosofia medieval com uma análise comparativa entre as tradições islâmica, judaica e cristã, e na história das ideias filosóficas.
Em setembro de 2002 participou como conferencista do 2º Colóquio Internacional Latinidade e Herança Islâmica, promovido pela Academia da Latinidade no Rio de Janeiro. Sua conferência intitulou-se Quelques difficultés pour comprendre l'islam.
Suas obras mais importantes compõem uma grande trilogia da qual fazem parte os livros La sagesse du monde (1999), La loi de Dieu (2005) e Le règne de l'homme (2015). Essa trilogia é uma longa reflexão sobre a cultura, compreendida como elemento constitutivo do ser humano. Mas em que ela se baseia? Os dois primeiros volumes traçam a história das duas principais respostas dadas a essa pergunta: a natureza (cosmologia) e Deus (teologia). O terceiro volume questiona o “projeto moderno”, segundo o qual o homem pode basear sua humanidade em si mesmo, sem referências à natureza ou a Deus.
Obras Livros publicados Le Restant. Supplément aux commentaires du Ménon de Platon, Paris, Vrin / Les Belles Lettres, 1978, 1999, 247p. Du temps chez Platon et Aristote. Quatre études, Paris, P.U.F., 1982, 1995; (Quadrige), 2003, 181p. Aristote et la question du monde. Essai sur le contexte cosmologique et anthropologique de l'ontologie, Paris, P.U.F., 1988, 2001, 560p.; Paris, Cerf, 2009. Europe, la voie romaine, Paris, Criterion, 1992, 189p.; 1993, 206p.; Gallimard (Folio-essais), 1999, 2005, 260p. (com P. Koslowski) Vaterland Europa, Europäische und nationale Identität im Konflikt, Wien, Passagen Verlag, 1997, 77p. La Sagesse du monde. Histoire de l'expérience humaine de l'univers, Paris, Fayard, 1999, 333p.; Paris, LGF, (Biblio-Essais), 2002, 445p. El passat per endavant, Barcelonesa d’edicions, 2001, 184 p. Introduction au monde grec. Études d'histoire de la philosophie, Chatou, La Transparence, 2005, 242p.; Paris, Flammarion (Champs), 2008. La Loi de Dieu. Histoire philosophique d'une alliance, Paris, Gallimard, 2005, 398p.; Paris, Gallimard (Folio-essais), 2008, 572p. Au moyen du Moyen Age. Philosophies médiévales en chrétienté, judaïsme, islam, Chatou, La Transparence, 2006, 317p.; Paris, Flammarion (Champs), 2008. Du Dieu des chrétiens et d'un ou deux autres, Paris, Flammarion, 2008, 256p.; (Champs), 2009. Image vagabonde. Essai sur l'imaginaire baudelairien, Chatou, La Transparence, 2008, 144p. Les Ancres dans le ciel. L'infrastructure métaphysique, Paris, Seuil, 2011, 139p. Le Propre de l'homme : Sur une légitimité menacée, Paris, Flammarion, 2013, 259p. Modérément moderne, Paris, Flammarion, 2014, 384p. Le règne de l'homme. Genèse et échec du project moderne, Paris, Gallimard, 2015, 416p. Contro il cristianismo e l'umanismo. Il perdono dell'Occidente, Siena, Cantagalli, 2015, 336p. Où va l'histoire ? Entretiens avec Giulio Brotti, Paris, Salvator, 2016, 182p. Sur la religion, Paris, Flammarion, 2018, 256p. Curing Mad Truths. Medieval Wisdom for the Modern Age, South Bend, Notre Dame University Press, 2019, 152p. (com S. B. Diagne) La Controverse. Dialogue sur l’islam, Paris, Stock, 2019, 191p. Zum christlichen Menschenbild, Springer, 2021, 170p. Après l'humanisme. L'image chrétienne de l'homme, Paris, Salvator, 2022, 210p. Sur l'Islam, Paris, Gallimard, 2023. Traduções feitas pelo autor (do alemão e do inglês) Leo Strauss, Maïmonide. Essais recueillis et traduits, Paris, P.U.F., 1988, 376p. (do árabe) Maïmonide, Traité de logique, Paris, DDB, 1996, 158p. (do hebraico) Shlomo Pinés, La Liberté de philosopher. De Maïmonide à Spinoza, Paris, DDB, 1997, 484p. (do hebraico e do árabe) Thémistius, Paraphrase de la Métaphysique d'Aristote, Livre Lambda, Paris, Vrin, 1999, 175p. (do árabe) Maïmonide, Traité d'éthique, Paris, DDB, 2001, 186p. (do árabe) Razi, La Médecine spirituelle, Paris, Garnier-Flammarion, 2003, 206p. Livros traduzidos em português
A Sabedoria do Mundo. História da experiência humana do universo, Lisboa: Instituto Piaget, 2002, 319p. O Tempo em Platão e Aristóteles, São Paulo: Loyola, 2006, 200p. A Lei de Deus. História filosófica de uma aliança, Lisboa: Instituto Piaget, 2008, 384p. A Lei de Deus. História filosófica de uma aliança, São Paulo: Loyola, 2009, 376p. Mediante a Idade Média: Filosofias Medievais na Cristandade, no Judaísmo e no Islã, São Paulo: Loyola, 2010, 328p. Introdução ao mundo grego: estudos de história da filosofia, São Paulo: Loyola, 2010, 216p. Âncoras no Céu: a infraestrutura metafísica, São Paulo: Loyola, 2013, 128p. Europa, a via romana, trad. Jair Santos, São Paulo: Mnema, 2020, 188p.
Ligações externas
Site oficial: http://remibrague.com. Página Sorbonne: https://web.archive.org/web/20160303233239/http://gramata.univ-paris1.fr/BRAGUE "A Europa é um aqueduto" (entrevista ao jornal Público, 06/06/1994): https://setemargens.com/remi-brague-hoje-em-lisboa-a-europa-e-um-aqueduto-entrevista/ “Rémi Brague: o pensamento do Prémio Ratzinger de Teologia 2012 sobre a construção da cultura europeia” (entrevista ao jornalista português António Marujo em 1994): http://www.snpcultura.org/remi_brague_europa.html “É um absurdo o homem querer criar algo que o ultrapassasse. Entrevista publicada na 175ª edição da IHU On-Line” (10/04/2006): http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=504&secao=200 Augusto de Carvalho Mendes. Resenha do livro "Âncoras no Céu: a infraestrutura metafísica". Revista Interações: Cultura e Comunidade, vol. 9, núm. 16, julio-diciembre, 2014, pp. 485-488. Disponível em: http://www.redalyc.org/pdf/3130/313037815017.pdf “Dilemas sobre o curso da história. A armadilha dos valores, segundo Rémi Brague” (13/05/2015): http://www.ihu.unisinos.br/169-noticias-2015/542541-dilemas-sobre-o-curso-da-historia-a-armadilha-dos-valores "O que é a cultura?" (Conferência com legendas em português, 16/02/2016): https://www.youtube.com/watch?v=ykRkGNHZWIU “O deus Dinheiro, o primeiro terrorismo. Entrevista com Rémi Brague” (17/08/2016): http://www.ihu.unisinos.br/558971-o-deus-dinheiro-o-primeiro-terrorismo-segundo-o-papa-francisco-entrevista-com-remi-brague “Legitimar o humano. Entrevista com Rémi Brague” (04/01/2017): http://www.ihu.unisinos.br/563560-legitimar-o-humano-entrevista-com-remi-brague "Temos a liberdade própria dos escravos" (entrevista à Renascença, 21/05/2019): https://rr.sapo.pt/2019/05/21/religiao/temos-a-liberdade-propria-dos-escravos/noticia/152056/ "Somos loucos por demasiada razão. Entrevista com Rémi Brague" (29/05/2020): http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/599466-brague-somos-loucos-por-demasiada-razao
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Categoria:Filósofos da França