João Taronita () foi um aristocrata bizantino que serviu como governador provincial nos Bálcãs sob seu tio, o imperador .

Vida

O pai de João, o panipersebasto Miguel Taronita, pertenceu à aristocrática família Taronita, um clã de origem principesca armênia de Taraunitis. Em ca. 1061-1063, ele casou-se com Maria Comnena, a filha mais velha do grande doméstico João Comneno e Ana Dalassena e irmã mais velha de . João foi o filho mais velho do casal e provavelmente nasceu em ca. 1067. É desconhecido se ele casou-se ou se teve filhos.

Em data desconhecida, provavelmente ca. 1092/1093, João foi governador militar (duque) de Escópia, como indicado por sua correspondência com Teofilacto de Ócrida. No verão de 1094, seu pai foi demitido e banido por seu envolvimento na conspiração de Nicéforo Diógenes contra Aleixo, mas a questão não parece ter afetado a posição e carreira de João. No outono daquele ano, quando Aleixo fez campanha contra os cumanos na Trácia, a ele foi confiada a defesa de Beroia e seu entorno junto com Nicéforo Melisseno e Jorge Paleólogo. Em 1094/1095, participou no sínodo de Blaquerna, onde Leão da Calcedônia foi condenado. Ele aparece na lista dos frequentadores em quinto lugar com o alto título de sebasto. João aparece novamente em um documento de 1102 retendo a posição de governador civil (pretor) e oficial fiscal chefe (anagrafeu) dos temas combinados da Trácia, Macedônia, Bolero, Estrimão e Salonica.

Em 1104, seu primo paterno, Gregório Taronita, governador da Cáldia, rebelou-se contra Aleixo em Trebizonda. O imperador enviou muitas cartas para persuadi-lo a se submeter, mas o último respondeu com insultos. Assim, em 1105/1106, Aleixo enviou João como chefe de um exército para lidar com ele. Ciente disso, Gregório marchou em direção ao interior para , de onde tentou concluir uma aliança com os danismêndidas de Sebasteia. João enviou seus mercenários francos contra o rebelde, e conseguiu capturá-lo antes que alcançasse a cidade. João levou seu primo cativo de volta para Constantinopla. Lá, Aleixo pretendeu cegá-lo — a punição costumeira para rebelião — mas foi dissuadido por João, que suplicou por clemência por seu primo. Em vez disso, o cabelo e barba de Gregório foram raspadas e ele foi exibido nas ruas da capital antes de ser enviado para a Prisão de Anemas. João desaparece das fontes depois disso, mas é possível que ele pode ser identificado com o pansebasto sebasto, diceódota e eparca de Constantinopla homônimo que frequentou um sínodo em 1147.

Bibliografia

Categoria:Bizantinos do século XI Categoria:Bizantinos do século XII Categoria:Família Taronita Categoria:Oficiais de Aleixo I Comneno Categoria:Generais de Aleixo I Comneno Categoria:Duques de Salonica Categoria:Família Comneno Categoria:Duques do Império Bizantino Categoria:Pretores bizantinos Categoria:Sebastos Categoria:Prefeitos urbanos de Constantinopla Categoria:Concílio de Constantinopla (1094)