A Batalha de Burdígala, conhecida também como Batalha de Agen (uma referência ao nome local do campo de batalha), foi uma batalha travada em entre as forças dos helvécios tigurinos, comandadas por Divico, e as forças da República Romana, sob o comando do cônsul Lúcio Cássio Longino e com apoio dos generais Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino e Caio Popílio Lenas no contexto da Guerra Cimbria. Longino e Cesonino foram mortos nesta vitória dos tigurinos.

Contexto Em , as tribos germânicas dos cimbros e teutões invadiram o território dos tauriscos, aliados dos romanos, e derrotaram um exército sob o comando do cônsul Cneu Papírio Carbão na Batalha de Noreia. Os germânicos exigiam o direito de residir no território Romano e, quando ouviram que não poderiam, marcharam para a Gália Narbonense, onde derrotaram outro exército romano, sob o comando de Marco Júnio Silano em um local desconhecido. Cientes das sucessivas vitórias sobre os romanos, os tigurinos se juntaram aos cimbros e teutões. Os romanos se prepararam para uma invasão da península Itálica, que não aconteceu.

A batalha Em , o Senado Romano lançou outra campanha, sob o comando do cônsul Lúcio Cássio Longino e do generais Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino, cônsul em 112 a.C., e Caio Popílio Lenas, filho de Públio Popílio Lenas, cônsul em 132 a.C., para defender uma de suas tribos aliadas. Porém, os tigurinos emboscaram os romanos e Longino foi mortos em combate juntamente com a maioria de suas tropas, incluindo Cesonino. Os sobreviventes foram salvos por Lenas, que foi forçado a entregar a maioria dos suprimentos do exército romano aos tigurinos em troca da permissão para retirar-se do campo de batalha passando pela grande humilhação de passar "sob o jugo".

Consequências Quando a notícia da derrota romana se espalhou entre os gauleses, diversas cidades se levantaram em revolta, incluindo Tolosa. No ano seguinte, outro cônsul, Quinto Servílio Cepião, marchou sobre as forças rebeldes gaulesas e capturou a cidade, famosa por causa do chamado "Ouro de Tolosa" (), parte do saque. Grande parte desses despojos "desapareceram" durante o transporte para Massília. Em , as forças germânicas e os tigurinos derrotaram decisivamente os romanos na desastrosa Batalha de Aráusio.

Bibliografia

Caio Salústio Crispo, Jugarta, cap. 32. Lívio, Epítome Ab Urbe Condita, cap. LXV Paulo Orósio, Historias. V, cap. 15. Júlio César, Comentários sobre as Guerras Gálicas, I.7 Tácito, Germania, cap. 37.

Categoria:Batalhas da Guerra Cimbria Categoria:Batalhas do século II a.C.