A Residência da Família Jafet, 825 é um edifício localizado no bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo. Junto com mais cinco imóveis na região, à época também da família Jafet, compõe parte do patrimônio histórico da cidade no processo de tombamento de número 1991 – 0.005.368-6, feito pelo DPH (Departamento do Patrimônio Histórico), órgão da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo.

Erguida em 1934 para ser a residência do engenheiro civil Eduardo Benjamin Jafet, a mansão, implantada em uma das extremidades do extenso lote arborizado, mantém suas fachadas e volumetria e é importante documento histórico e ambiental para a cidade de São Paulo, constituindo um conjunto arquitetônico singular com as demais construções tombadas no mesmo processo.

História

O edifício foi construído por Eduardo Benjamin Jafet em 1934. Engenheiro civil de profissão, Eduardo planejou e tirou do papel o projeto que foi, na época, sua própria moradia.

Características arquitetônicas direita|thumb|200px|Vista da esquina da Rua Bom Pastor e Rua dos Patriotas, onde se encontra a Residência Sem número até 1914, número 115 até 1929 e antigo 125 até 1941, o atual 825 da Rua Bom Pastor, esquina com a Rua Patriotas, mantém um importante monumento para a arquitetura da cidade de São Paulo. Aparentemente mantida até hoje, a residência possui a seguinte composição:

Parte externa Composta de porão alto, dois pavimentos (andares) e sótão. Com certa austeridade na ornamentação, é possível encontrar os seguintes elementos: bossagem contínua, cornija, balcões, colunas, entablamento, janelas de vergas reta e arco com ornatos em massa. A escadaria de acesso se encontra paralelamente ao edifício, culminando na varanda que resguarda a entrada composta de portão em ferro trabalhado. esquerda|thumb|200px|Detalhe da arquitetura da Residência

Parte interna Internamente, é visto colunas com vestígios do período clássico compondo o hall. A escadaria, centralizada no edifício, é revestida em mármore e o guarda-corpo é ornamentado em ferro – daí, tem-se o acesso aos pavimentos superiores. No primeiro pavimento, encontra-se as áreas de estar e de serviços. No superior ou segundo, as áreas íntimas. Destacam-se, na arquitetura da residência, os confortáveis vãos das janelas, que permitem a perfeita iluminação do prédio. No madeiramento do telhado, assim como no assoalho de tábuas, portas e batentes, foram utilizados caibros e ripas de peroba.

Significado histórico e cultural direita|thumb|200px|Fachada da Residência O edifício é um importante documento histórico e ambiental para a cidade de São Paulo, constituindo um conjunto arquitetônico singular com as demais construções tombadas no mesmo processo, todos imóveis construídos pela família Jafet: fora este em questão, mais três na Rua Bom Pastor, nos números 730, 798 e 801, e dois na Rua Costa Aguiar, localizados nos números 1013 e 1055.

Além dos exorbitantes tamanhos e variados estilos, os palacetes também formam, pela localização no tradicional bairro do Ipiranga, um importante espaço cultural para a cidade, uma vez que se encontram a praticamente 500m do Museu do Ipiranga. Outro motivo significatório é a ampla vegetação nessas mansões, até por serem implantadas em grandes lotes. Preserva-se ali, então, a história de uma das primeiras famílias de imigrantes em São Paulo que tiveram relevância no intenso progresso da cidade no começo do Século XX.

Tombamento Como sugestão da Associação Cultural Pró-Parque Modernista e da Sociedade de Preservação e Resgate de Paranapiacaba, em 26 de junho de 1990, para que a Rua Bom Pastor, 825 – juntamente com os edifícios localizados nos números 730, 798 e 801 da mesma rua, e dois na Rua Costa Aguiar, localizados nos números 1013 e 1055 – fosse tombada, teve, no ano seguinte, em 21 de junho de 1991, uma reunião no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) para avaliar o caso. Por decisão unânime, abriu-se o processo de tombamento dos seis imóveis. direita|thumb|200px|Vista traseira da Residência

A partir disso, então, um pesquisador de assuntos culturais do Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo (DPH) assumiu o caso. Novamente por decisão unânime dos conselheiros presentes na reunião, isso em julho de 2005, o processo de tombamento foi expedido e publicado em dezembro do mesmo ano.

esquerda|thumb|200px|Detalhe do brasão no portão da Residência Estado atual Devido ao processo de tombamento do edifício como patrimônio histórico da cidade – e talvez somente por isso –, ele ainda continua intacto. Ao visitar o endereço, descobre-se que não é possível registrar/documentar/ilustrar a situação interna por falta de permissão do proprietário. Atualmente, tem-se apenas um caseiro que zela pela mansão e barra a entrada de estranhos, a mando do dono. Fora isso, segue aparentemente inabitada. Por fora, pela rua, através do baixo muro que cerca a residência, é possível ver algumas características de deterioração: gramado mal carpido, janelas bem fechadas e protegidas com ferrugem nas extremidades e os portões, com tradicionais brasões da família, pichados.

Galeria

Ver também

Ipiranga Família Jafet Ricardo Jafet História de São Paulo (cidade)

Referências

Categoria:Residências do Brasil Categoria:Patrimônio histórico do estado de São Paulo Jafet Categoria:Palacetes do estado de São Paulo Categoria:Construções da cidade de São Paulo Categoria:Arquitetura do Brasil do século XX Residência da Família Jafet, 825 Categoria:Ipiranga (distrito de São Paulo)