A Confederação do Desporto de Portugal é uma organização não governamental desportiva de Portugal. Foi estabelecida a 26 de janeiro de 1993 sob a designação Aliança do Desporto Federado, tendo como primeiro presidente Luís Fernando Almeida dos Santos. A 10 de agosto de 1993 é designada sob o nome atual.

Missão e Visão Missão: Intervir na política desportiva nacional e participar nas orientações estratégicas desportivas em geral, como parceiro social, junto do Estado, com base na defesa do direito ao Desporto como fator essencial de desenvolvimento integral da pessoa humana.

Visão: Contribuir para um desenvolvimento efetivo e sustentável dos índices de atividade física e de prática desportiva a nível nacional.

Órgãos Sociais

Assembleia Geral Presidente – Miguel Alexandre Cardoso Oliveira Teixeira

Vice-Presidente – João Pedro Alves da Silva

Secretário – José António do Carmo Jacinto Nunes

Direção Presidente – Daniel Alexandre Pires Monteiro

Vice-Presidente – Ana Cristina de Oliveira Vital Melo (*)

Secretário-Geral – Carlos André de Almeida Dias Ferreira

Vogal – Gonçalo Rodrigo Fernandes Saldanha

Vogal – Miguel Alexandre Ferreira Amaral Salema Garção (*)

Vogal – António José Ferreira Branco

Vogal – Eugénio Franco Brito de Almeida e Silva

Conselho Fiscal Presidente – Luís Miguel Gouveia Ferreira

Vogal – Paulo Machado Arnaldo Pinto da Silva

Vogal – Carlos Manuel Rainho Dias

Vogal Suplente – João Pedro Pereira Marquês Maia

Vogal Suplente – Domingos Manuel Costa Massena

Conselho Jurídico Presidente – Luís Paulo Machado Ferreira Relógio

Relator – Matilde Bettencourt Reinhardt da Costa Dias

Relator – Bruno Silva Alves

Relator – Alexandra Rodrigues Pinto Coelho

Relator – Sabrina Ferreira de Amorim

(*) Renunciou ao cargo.

História Com a aprovação da Lei de Bases do Sistema Desportivo (1/90), em 13 de janeiro de 1990, abriu-se, em Portugal, uma nova etapa na evolução e desenvolvimento do sistema desportivo.

Com efeito, esta Lei veio revogar expressamente o Decreto N.º. 32.946. E tal circunstância não pode deixar de ser realçada em todo o seu simbolismo: por um lado, porque desta forma se pôs um ponto final oficial no velho estado de coisas do corporativismo; por outro, porque, ao fazê-lo, se demonstrava que o Estado se sentia capaz de propor um novo modelo de relacionamento com o Movimento Desportivo, modelo esse em tudo diverso do anterior e que colocasse Portugal na linha do que, nesta matéria, se passa nos outros Estados da Comunidade Europeia.

Com as alterações efetuadas, a Lei de Bases do sistema Desportivo apontou para a substituição do antigo sistema de relacionamento autoritário por um novo e moderno sistema de relacionamento contratual, em suma apontou para o reforço da autonomia do Movimento Desportivo.

Esta nova etapa da evolução global do sistema passou, no entender das Federações signatárias, pela criação, estruturação e dinamização da Confederação do Desporto de Portugal.

Tal projeto teve e tem, como modelos ideais de referência, organizações semelhantes existentes, designadamente, na Alemanha (Deutsche Sportbund – DSB), na Áustria (Bundessportorganisation – BSO), na Dinamarca (Dansk Idraets-Forbund – DIF), na Suécia (Sveriges Riksidrottsforbund – RF), na Suiça (Association Suisse du Sport – ASS), na Noruega (Norwegian Confederation of Sports – NIF) ou na Holanda (Nederlandse Sport Federatie – NSF).

Nesta ótica, a Confederação é a cúpula natural do Movimento Desportivo de raiz associativa e de qualquer que seja o âmbito de atuação em que se insira: desde o desporto universitário e escolar, até ao desporto para trabalhadores e de recreação; desde o desporto profissional e de alta competição, até ao desporto não-profissional e de mero lazer; desde as modalidades com expressão olímpica até às que não gozam de tal privilégio; desde o desporto para deficientes até ao desporto-aventura.

Isto, por um lado. Mas, por outro, a Confederação visou constituir-se como o natural interlocutor do Estado nos assuntos que interessam ao desenvolvimento desportivo do País, e como o seu colaborador institucional no que toca à implementação dos grandes desígnios de uma política desportiva que dê resposta às necessidades daquele desenvolvimento.

Com a criação e existência da Confederação, ganham as Federações Desportivas e ganha o Estado. As Federações, porque nela encontram o meio natural de união e conjugação de esforços; o Estado porque deixará de ter, no terreno, uma multiplicidade e diversidade de Federações Desportivas, agindo isoladamente, e passará a ter um órgão através do qual e por intermédio do qual deverá, privilegiadamente, agir no campo da política desportiva.

A Confederação criada é, por tudo isto, e necessariamente, um projeto eminentemente privado, no sentido em que só pode ter origem nos esforços das Federações Desportivas interessadas e não num ato de criação do poder político. Não há, por definição, confederações públicas, mas apenas confederações criadas por iniciativa, vontade e dinamismo das Federações Desportivas nacionais. A Confederação é, portanto, por natureza, a “Federação das Federações Nacionais”.

Cronologia de Acontecimentos 26-01-1993

Procede-se à eleição e imediato auto de posse da Direção da Aliança do Desporto Federado, então composta por sete elementos, a saber: Luís Santos (Andebol), presidente; Fernando Boquinhas (Atletismo), Vice-Presidente; António Roquette (Vela), Vice-Presidente; Manuel Pedro dos Santos (Lutas Amadoras), Vice-Presidente; Manuel Lima Correia (Futebol de Salão), Secretário-Geral; e Orlando Daniel Neves (Ciclismo), Financeiro.

10-08-1993

A Aliança do Desporto Federado passa a denominar-se Confederação do Desporto de Portugal por escritura pública lavrada nesse dia, realizando-se logo a tomada de posse da nova Direção, constituída da seguinte forma: Luís Santos (Andebol), Presidente; Fernando Boquinhas (Atletismo), Vice-Presidente; António Roquette (Vela), Vice-Presidente; Manuel Pedro Santos (Lutas Amadoras), Vice-Presidente; José Augusto Rodrigues (Voleibol), Vice-Presidente; Mário Alberto Marques Pinto (Golfe), Vice-Presidente; Vitor Manuel Ferreira (Futebol), Vice-Presidente; Manuel Lima Correia (Futebol de Salão), Secretário-Geral; Manuel Orlando Neves (Ciclismo), Financeiro

12-03-1995

Pede a demissão o Vice-Presidente da Direção, Fernando Boquinhas

17-10-1995

Abandonam a Direção, António Roquette, José Augusto Rodrigues, Manuel Pedro Santos, Mário Marques Pinto e Orlando Neves, o que fez cair a Direção por falta de quórum.

11-12-1995

As demissões atrás referidas obrigaram à reestruturação da Direção, tendo tomado posse em Assembleia Geral, nesta data, os vice-presidentes António Faím, Nuno Vilarinho e Abraham Levy Lima e o diretor administrativo/financeiro Adriano Viana Baptista. A Direção presidida por Luís Santos passou a ser constituída por: Luis Santos (Andebol), Presidente; Vítor Ferreira (Futebol), Vice-Presidente; António Faím (Rugby), Vice-Presidente; Levy Lima (Cultura Física), Vice-Presidente; Nuno Vilarinho (Automobilismo), Vice-Presidente; Manuel Lima Correia (Futebol de Salão), Secretário-Geral; Adriano Faro Viana Baptista (Ciclismo), Financeiro.

06-02-1996

Toma posse, como Vice-Presidente, António César Queimada (voo Livre).

22-02-1996

Toma posse, como Vice-Presidente, Rolando Martins (Artes Marciais Chinesas), completando-se, assim, o elenco diretivo com nove elementos, de acordo com os Estatutos.

12-04-1997

Toma posse para o ciclo normal de 1997/2000 uma nova Direção composta por: Luís Santos (Andebol), Presidente; Gilberto Parca Madaíl (Futebol), Vice-Presidente; António Faím (Rugby), Vice-Presidente; Nuno Vilarinho (Automobilismo), Vice-Presidente; Levy Lima (Cultura Física), Vice-Presidente; César Queimada (Voo Livre), Vice-Presidente; Rolando Martins (Artes Marciais Chinesas), Vice-Presidente; Manuel Lima Correia (Futebol de Salão, Secretário-Geral; Adriano Faro Viana Baptista (Ciclismo), Administrativo/Financeiro.

18-12-1997

João Bacalhau (Ténis de Mesa) substitui Manuel Lima Correia, no cargo de Secretário-Geral.

06-12-2000

Decorreu no Auditório do Centro Medicina Desportiva de Lisboa a eleição dos novos órgãos sociais, para o quadriénio 2000/2004, tendo-se apresentado a sufrágio uma única lista liderada por José Manuel Constantino.

06-12-2000

Toma posse para o quadriénio 2000/2004 a direção com a seguinte constituição: José Manuel Constantino (Judo), Presidente; Carlos Paula Cardoso (Natação), Vice-Presidente; Odete Graça (Patinagem), Vice-Presidente; Maria José Carvalho (Hóquei), Vice-Presidente; João Bacalhau (Ténis de Mesa), Vice-Presidente; Pedro Peixoto (Xadrez), Vice-Presidente; Nuno Vilarinho (Automobilismo), Vice-Presidente; Maria Angélica Santos (Pentatlo Moderno), Secretária Geral; Luis Caleia Rodrigues (Ciclismo), Director Financeiro.

17-07-2002

Foram aprovados em Assembleia-Geral, marcada para o efeito, os novos Estatutos da Confederação do Desporto de Portugal.

24-09-2002

O Presidente da Direção da Confederação do Desporto de Portugal, José Manuel Constantino, pede a demissão do cargo, para que possa assumir o cargo de Presidente do Instituto Nacional do Desporto.

03-10-2002

É deliberado em reunião de Direção da CDP que até ao próximo ato eleitoral seria o até então Vice-Presidente da CDP, Carlos Paula Cardoso, assumir o lugar de Presidente da Direção.

15-06-2003

Foram publicados em Diário da República – III Série n.º 130 do dia 05 de Junho de 2003, os novos Estatutos da Confederação do Desporto de Portugal, aprovados em Assembleia-Geral Extraordinária realizada no dia 17 de Julho de 2002.

16-07-2003

São eleitos para o quadriénio 2003/2007 os novos órgãos sociais da Confederação do Desporto de Portugal, tendo-se apresentado a sufrágio uma única lista liderada por Carlos Paula Cardoso.

29-07-2003

Numa Cerimónia que decorreu na Tribuna de Honra do Estádio Nacional, tomou posse a nova direção da CDP com a seguinte constituição: Carlos Paula Cardoso, Presidente; Vicente Araújo, Vice-Presidente; Carla Antunes, Secretária-geral; Luis Caleia Rodrigues, Director; Filipe Carvalho, Director; Nuno Vilarinho, Director; Isabel Fernandes, Diretora.

16-12-2004

Duarte Lopes, substitui Felipe Carvalho, no cargo de Diretor.

17-12-2007

Decorreu no Auditório do Teatro Amélia Rey Colaço, em Algés, a eleição dos novos órgãos sociais, para o quadriénio 2007/2011, tendo-se apresentado a sufrágio uma única lista liderada por Carlos Paula Cardoso.

09-01-2008

Numa cerimónia que decorreu em Casal de Paulos, tomou posse a nova direção da CDP com a seguinte constituição: Carlos Paula Cardoso, Presidente; Luis Caleia Rodrigues, Vice-Presidente; Ilídio Trindade, Secretário-geral; Duarte Lopes, Director; Ana Sofia Cabral, Diretora; Nuno Vilarinho, Director; Anabela Reis, Diretora.

Dezembro de 2009

Foi publicado em Diário da República, II série, o Estatuto de Utilidade Pública da Confederação do Desporto de Portugal.

28-06-2011

Decorreu na sede da Confederação do Desporto de Portugal, em Algés, a eleição dos novos órgãos sociais, para o quadriénio 2011/2015, tendo-se apresentado a sufrágio uma única lista liderada por Carlos Paula Cardoso.

04-07-2011

Numa Cerimónia que decorreu na Tribuna de Honra do Estádio Nacional, Complexo Desportivo do Jamor, tomou posse a nova direção da CDP com a seguinte constituição: Carlos Paula Cardoso, Presidente; Luis Caleia Rodrigues, Vice-Presidente; Ilídio Trindade, Secretário-geral; Duarte Lopes, Diretor; José Esteves, Diretor; Nuno Vilarinho, Director e Anabela Reis, Diretora.

Novembro de 2011

A CDP, no decorrer da 16ª Gala do Desporto, foi agraciada pelo Governo com a Medalha de Bons Serviços Desportivos.

02-07-2015