Gerson King Combo - Volume II é o terceiro álbum de estúdio do cantor brasileiro Gerson King Combo, lançado pela Polydor em 1978 - em LP - e relançado pela Universal Music Group em 2001 e 2023 - respectivamente em CD e novamente em LP.
Antecedentes Quando o movimento Black Rio ganhou a atenção da mídia e da indústria cultural brasileira, em 1976,CONCEIÇÃO RIBEIRO, 2010, p. 166 e seguintes. diversos artistas que tinham penetração naqueles bailes de periferia - que chegavam a concentrar de 500 mil a 1 milhão e meio de pessoas por fim de semanaPALOMBINI, 2008, p. 60. - passaram a assinar contratos com grandes gravadoras, na tentativa destas de vender a este imenso mercado consumidor. Foi assim, que Gérson conseguiu gravar o seu segundo álbum, em 1977. Este lançamento faz grande sucesso nos bailes, especialmente, com as canções "Mandamentos Black" e "God Save the King", garantindo um contrato para outro lançamento.
Gravação O álbum foi gravado juntamente com a banda Super Bacana, no estúdio Phonogram, da Polygram (dona do selo Polydor), com a produção de Ronaldo Corrêa, direção artística de Pedrinho da Luz, e arranjos da banda Super Bacana, de Pedrinho, Ronaldo e do maestro Hugo Bellard.Gérson King Combo - Dados artísticos. Publicado em Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira. Página visitada em 03 de março de 2016.O Rei combo ataca de novo!. Publicado em Revista Geração Pop, n. 68, junho de 1978. Editora Abril. Consultado em 03 de março de 2016.
Recepção A recepção na crítica especializada da época foi praticamente inexistente. A revista Geração Pop, entretanto, considerou o lançamento bom, dizendo que ele não ficava "devendo nada às bandas maravilhosas de soul lá de fora". Chamava Gérson de "líder absoluto da soul-music brasileira" e elogiava o caminho musical seguido pelo cantor que, segundo a revista, agora deixava de "copiar seu colega americano". As vendas também foram piores do que o seu álbum do ano anterior, apesar de chegar a emplacar dois hits menores: "Funk Brother Soul" e "Good Bye". Isto, combinado com o fracasso de outros lançamentos do movimento, leva as gravadoras a pararem de apostar tão fortemente na "onda black". Gérson, assim como outros autores,CONCEIÇÃO RIBEIRO, 2010, p. 170.PALOMBINI, 2008, p. 62. credita ao aparecimento da música disco - propagandeada através de um filme e de uma novela global - o esmorecimento do e a perda de interesse no movimento.
Atualmente, entretanto, juntamente com o lançamento do ano anterior, é considerado um dos grandes discos da música negra brasileira nos anos 70. Em 2001, a Universal Music Group relançaria este disco e o seu antecessor em CD. contando também, em novembro de 2023, com um relançamento do álbum em vinil colorido na cor branca, parte do clube de assinatura Clube do Vinil da Universal Music brasileira.
Faixas
Ficha Técnica Direção artística: Pedro da Luz (Pedrinho) Direção de produção: Ronaldo Corrêa Arranjos de base: Super Bacana, Pedrinho, Ronaldo Arranjos orquestrais: Hugo Bellard Técnicos de gravação: Vitor, Jairo Gualberto Auxiliares de estúdio: Aníbal, Rui, Rafael Técnico de mixagem: Jairo Gualberto Corte: Ivan Lisnik Capa: Aldo Luís Arte Final: Arthur Fróes
Bibliografia . Música dançante africana norte-americana, soul brasileiro e funk carioca: uma bibliografia. III Seminário Música, Ciência e Tecnologia, n. 3, São Paulo, 2008, pp. 59–68. ISSN: 1982-9604. . Errância e Exílio na Soul Music: do movimento Black-Rio nos anos 70 ao Quarteirão do Soul em Belo Horizonte, 2010. Tempo e Argumento: Revista do programa de pós-graduação em História, v. 2, n. 2, Florianópolis, jul-dez de 2010, pp. 154–181.
Categoria:Álbuns de funk Categoria:Álbuns de soul Categoria:Álbuns de 1978 Categoria:Álbuns lançados pela Polydor Records Categoria:Álbuns lançados pela Universal Music Group Categoria:Álbuns em língua portuguesa Categoria:Álbuns em língua inglesa