Palace II é um curta-metragem de 2001 produzido por Globo Filmes e O2 Filmes e dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund. Foi uma espécie de laboratório para a equipe de produção e os atores não-profissionais que trabalharam no filme Cidade de Deus, os possibilitando dimensionar diversas áreas da produção com o que trabalhariam e como executariam o projeto. Inicialmente, foi gravado em forma de episódio para a série de televisão Brava Gente da Rede Globo.

O curta conta a história de dois meninos de uma favela carioca que aplicam um golpe ao instalar um portão na casa de uma mulher, e enfrentam problemas com os traficantes de drogas que dominam o morro. Em fevereiro de 2002, foi premiado na mostra Paronama, do Festival de Berlim. Na justificativa do prêmio, os jurados destacaram "o roteiro forte, o desempenho excelente dos dois jovens protagonistas, o excepcional trabalho de câmera e a trilha sonora contagiante". O filme de Meirelles também já tinha sido premiado no Festival de Brasília, em novembro de 2001.

Ainda em 2002, o curta deu origem a série Cidade dos Homens,"Cidade dos Homens" aumenta em 16% a audiência da Globo no horário Folha de S.Paulo que por sua vez gerou o filme de mesmo nome, lançado em 2007.dos Homens Estadão

Produção Quando estava se preparando para os estágios iniciais das filmagens de Cidade de Deus, Fernando Meirelles recebeu uma proposta de Guel Arraes — diretor de núcleo da Rede Globo —, para dirigir um dos episódios da série Brava Gente. De imediato, Meirelles recusa o convite, porém, depois de repensar, aceita com a condição de que pudesse desenvolver na série uma história ligada a uma das fragmentações de pequenas histórias que há no livro e o uso dos jovens de sua oficina de atores. Arraes assentiu e Meirelles e Kátia Lund dirigiram juntos o episódio Palace II que serviu como uma espécie de ensaio para o filme. O episódio foi filmado na própria comunidade Cidade de Deus e acabou se tornando um curta-metragem apresentado e premiado em Berlim.

Palace II resultou em aprendizados que favoreceram a equipe como um laboratório de testes para Cidade de Deus. Em primeira instancia, Meirelles concluiu que não poderia filmar na própria Cidade de Deus. Na época, a comunidade estava em grandes conflitos e dividida em três áreas, cada uma comandada por um traficante diferente. "A gente percebeu que era uma coisa muito instável, nunca estava falando com a pessoa certa" contou Meirelles à Revista Trip que acabou em busca de outras locações.

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