Vidisco – Comércio e Indústria de Som S.A. é um grupo empresarial português de produção e distribuição de música, criado em 1986 na Pontinha, Portugal. Detentor da editora discográfica independente Vidisco, Enter Records e da Road Records.

História

Editora fundada em 1986, apesar de existir anteriormente, quando adquiriu essa designação após a compra por parte dos irmãos João Pedro e José Manuel Jadauji.

A confirmação da editora discográfica Vidisco no mercado nacional aconteceu em 1993, um ano após ter aderido à Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), conseguindo, nesse mesmo ano, ser a editora que mais galardões conquistou no âmbito dos filiados dessa associação. Aproveitando o boom do novo estilo musical, no início da década de 1990, denominado música pimba — uma fusão de música popular, pop e folclórica — a Vidisco conseguiu fidelizar o público consumidor através de fortes campanhas promocionais com grande notoriedade nos seus lançamentos, levadas a cabo pelo diretor Carlos Nazir.

A Vidisco era responsável por cerca de 20% das vendas da música portuguesa, sendo líder no segmento das compilações sobretudo de dança. Em 1995 foi mesmo criada a modalidade "Compilações de vários artistas" na tabela de vendas da AFP após o grande sucesso comercial da Vidisco na área da dance music com várias edições das colectâneas "Top, com o contributo de António Lopes, Diretor de Produção da editora.

A Vidisco iniciou em 1997 o projeto "Heróis do Rock" tendo sido ainda realizados dois concertos nos Coliseus do Porto e Lisboa, com parte das receitas a reverteram para a Liga Portuguesa Contra a Sida. Nos anos mais recentes continuou a apostar na edição de compilações.

Os artistas mais relevantes na história da editora são José Alberto Reis, Iran Costa, Emanuel, Anjos, Santamaria e IRIS, que lançaram na editora os seus discos de maior sucesso e que foram discos marcantes em termos de vendas no mercado nacional

A música africana também foi desde sempre uma aposta forte da editora. A Vidisco Moçambique Lda era em 2001 a maior editora de música no país, com mais de oito dezenas de álbuns editados, muitos dos quais receberam discos de ouro e de prata. Em 2011, as instalações da empresa em Maputo foram atingidas por um incêndio de grandes dimensões, que levaram à destruição de grande parte do património.

A Vidisco foi desde sempre aliada da editora de dança Kaos de quem tratava da distribuição e das promoção no Midem onde tinham stands em conjunto com outras editoras. Através da Road Records, para um mercado mais jovem, lançaram vários álbuns de banda com IRIS, UHF, Pedro e os Apóstolos ou o segundo álbum a solo de António Manuel Ribeiro.

O dinamismo da editora foi sempre salientado estando a editora direcionada para a música portuguesa mais popular (vulgo pimba) e para a música de dança sobretudo de origem europeia mas também música do tipo "Caribe" ou mais recentemente "Kizomba". Destacam-se nos últimos anos as várias produções relativas ao Brasil (com lançamentos em Portugal de lançamentos de editoras como a Slap ou a MZA e das bandas sonoras das novelas brasileiras).

Em 2000, o administrador da Vidisco, João Pedro Jadauji, foi entrevistado pelo jornal Público em conjunto com outras figuras de relevo no panorama musical português, tendo revelado que tinha sido um ano «excelente» para a Vidisco, e que tinha sido alcançado um passo importante, «motivar as camadas jovens direccionadas sobretudo para música americana e inglesa para a música portuguesa». Explicou este sucesso com a apresentação dos artistas em programas televisivos dedicados a vídeos de música, como o Top+. No entanto, criticou a falta da passagem de música portuguesa nas estações de rádio nacionais, e alertou para a crescente concorrência da pirataria de música em CDs graváveis. No auge de sucesso da editora focava-se a falta de nomes importantes da música nacional, como Dulce Pontes que nunca se chegou a concretizar, mas nos últimos anos a editora tem conseguido (muito devido à diminuição de importância das outras editoras e das parcerias feitas com os artistas) lançar discos ao vivo de nomes importantes da música nacional como Delfins ("25 Anos 25 Êxitos 1 Abraço" de 2010) e Resistência ("Ao Vivo Em Lisboa" de 2016). Nos princípios de 2002, a Vidisco editou o álbum Gregorian Chants, do grupo dinamarquês Avscvltate, que alcançou mais de 16 mil vendas em território nacional, recebendo assim o disco de prata, e previa publicar ainda nesse ano o álbum de estreia da banda portuguesa Misticos, acompanhando desta forma a forte procura que então se fazia sentir no mercado nacional pela música gregoriana. Em 2004, o jornal Público noticiou sobre a situação de crise que então se encontrava a indústria fonográfica devido ao descarregamento ilegal de música pela Internet, apontando que também tinha atingido as casas portuguesas, como a Vidisco. Em Agosto de 2007, os principais artistas da empresa eram Mickael Carreira e Mónica Sintra.

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