Aulo Cornélio Cosso () foi um político da gente Cornélia nos primeiros anos da República Romana eleito cônsul por duas vezes, em 428 e 413 a.C., com Tito Quíncio Peno Cincinato e Lúcio Fúrio Medulino respectivamente. Foi ainda tribuno consular em 426 a.C. e pontífice máximo em 431 a.C.
Na Batalha de Fidenas, Aulo matou em combate singular o rei de Veios, Tolúmnio, e por isso recebeu a spolia opimaPlutarco, Vidas Paralelas, Vida de Rômulo XVI, 7., a mais alta homenagem em Roma e que era realizada no Templo de Júpiter Ferétrio. Era reservada aos comandantes que matavam em batalha o comandante inimigo. Em toda a História de Roma, apenas três pessoas receberam a spolia opima: Rômulo, Cornélio Cosso e Marco Cláudio Marcelo, que matou em combate um rei dos gauleses.
Batalha de Fidenas
O próprio Lívio, em Ab urbe conditaLívio, Ab urbe condita IV 17-19, narra o episódio: .
Mas seu relato criou alguns problemas de interpretação, pois Cosso aparece como um tribuno militar. Contudo, o próprio Lívio discute a incongruência:
O próprio Lívio termina com seu veredito:
Primeiro consulado (428 a.C.) Aulo Cornélio Cosso foi cônsul em 428 a.C. com Tito Quíncio Peno Cincinato, já em seu segundo mandatoLívio, Ab urbe condita IV, 30..
Durante seu mandato, Roma sofreu novamente uma crise de abastecimento e a irrupção de uma epidemia, o que favoreceu toda a sorte de superstições pela cidade. Os veios se aproveitaram da situação e realizaram vários raides em território romano, uma ação que só seria vingada no ano seguinte.
Tribuno consular (426 a.C.)
Aulo Cornélio foi nomeado tribuno consular dois anos depois, novamente com Tito Quíncio e também com Marco Postúmio Albo Regilense e Caio Fúrio Pácilo FusoLívio, Ab urbe condita, IV, 31., com o objetivo de enfrentar a guerra contra Veios.
Depois do alistamento, enquanto os outros três tribunos conduziam o exército em território etrusco, Aulo Cornélio Cosso ficou encarregado de guardar Roma. O resultado do confronto foi negativo para Roma, sobretudo pela incapacidade dos três tribunos de coordenarem suas próprias ações.
Em Roma, a notícia da derrota foi recebida com grande temor, tanto que o Senado decidiu nomear um ditador, recorrendo pela terceira vez à experiência de Mamerco Emílio Mamercino. Tito Quíncio atuou como legado e Aulo como mestre da cavalaria na campanha do ditador.
Segundo consulado (413 a.C.) Segundo Lívio, Cornélio foi novamente cônsul em 413 a.C., desta vez com Lúcio Fúrio MedulinoLívio, Ab Urbe condita IV, 4, 51.. Diodoro Sículo e Cassiodoro indicaram como cônsul para aquele ano um Marco Cornélio Cosso, que pode ou não ser a mesma pessoa.
Os dois cônsules tiveram que lidar com os resultados do motim do ano anterior, que levou à morte o tribuno consular Marco Postúmio Regilense, declarando a pena capital a uns poucos soldados, que foram obrigados a se suicidar.
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Ligações externas
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