miniaturadaimagem|upright=1.05|Dinar de ouro do califa Almutadide

Maomé ibne Amade Axaibani () foi um governante semiautônomo de Diar Becre em 898-899, após o que foi deposto pelo Califado Abássida.

Vida Maomé foi filho de Amade ibne Issa Axaibani e neto de Issa ibne Axeique Axaibani. Explorando a fraqueza do Califado Abássida após os tumultos da "Anarquia de Samarra", Issa e Amade estabeleceram-se como governantes virtualmente independentes de Diar Becre na Jazira (Alta Mesopotâmia). Amade também foi capaz de expandir seu controle ao sul da Armênia e por um curto tempo também controlou Moçul, antes do califa abássida Almutadide expulsá-lo da cidade e forçá-lo a reconhecer a suserania abássida em 893. Amade permaneceu em controle de Diar Becre e seu ganhos armênios, mas foi mais adiante cuidadoso para apaziguar o califa e parecer leal a ele.

Quando Amade morreu em 898, Maomé sucedeu-o em Diar Becre, mas Almutadide resolveu completar a submissão da Jazira inteira ao controle califal direto. Em 899, ele realizou campanha contra Maomé e sitiou-o em sua capital Amida de abril/maio até junho, quando Maomé rendeu-se em troca de clemência para ele e seus apoiantes. O califa tratou Maomé bem, e após instalar seu próprio filho, Almoctafi, como governador da Jazira, levou o emir cativo com ele para Baguedade. Lá, Maomé recebeu o antigo palácio dos taíridas como sua residência. Em janeiro de 900, contudo, o vizir Ubaide Alá ibne Solimão soube que Maomé estava planejando escapar, e ele foi preso. Nada mais se sabe sobre ele depois disso. Um monumento conhecido atribuído a Maomé sobreviveu, o minarete da principal mesquita de Maiafarquim (atual Silvane).

Bibliografia

Categoria:Governadores do Califado Abássida Categoria:Xaibanitas Categoria:Prisioneiros do Califado Abássida