Castro Pretorio é um dos vinte e dois riones de Roma, oficialmente numerado como Rione XVIII, localizado no Municipio I. Seu nome é uma referência ao Castro Pretório, o quartel da guarda pretoriana durante o período imperial, que ficava na região.

História esquerda|miniaturadaimagem|150x150px|Brasão de Castro Pretorio: Estandarte de Roma, a águia de asas abertas em fundo vermelho.

Durante o período imperial, o local era parte da Região VI - Alta Semita, um nome que deriva da via que cortava a região e que corresponde, grosso modo, à moderna Via XX Settembre. Na época, uma grande área do rione moderno, chamada de Campo Poluído (Campus Sceleratus), fora da Porta Colina, entre a Via XX Settembre e a Piazza della Independenza, era lúgubre e de má-reputação por ser o local onde se enterravam vivas as virgens vestais que desobedecessem seus votos de castidade. Era na Região VI também que ficava o Castro Pretório, depois incorporado na Muralha Aureliana. Ele consistia de alojamentos para a Guarda Pretoriana, criada por Tibério entre os anos 21 e 23. Posteriormente, entre 298 e 306, na área entre a Piazza della Repubblica, Piazza dei Cinquecento, via Volturno e Via XX Settembre foram construídas as gigantescas Termas de Diocleciano, cujas ruínas ainda são visíveis na via Cernaia e na Piazza dei Cinquecento, para servir à populosa área do monte Quirinal. As termas deixaram de funcionar em 537 por causa da interrupção dos aquedutos durante a Guerra Gótica.

A leste da Piazza dei Cinquecento está o "Áger Serviano", perto de onde ficava a Porta Viminal (destruída), cujos restos ainda estão visíveis à frente da Estação Termini. No rione ficavam duas outras portas de Roma demolidas, a Porta Colina e a Porta Nomentana, a primeira aparentemente ficava na Muralha Serviana e a segunda, na Muralha Aureliana.

Com a queda do Império Romano do Ocidente, a cidade começou a perder sua população e uma região periférica como Castro Pretorio, sem água corrente e insegura, foi uma das primeiras a serem abandonadas. Por séculos, a região manteve apenas as áreas residenciais perto das grandes igrejas, como Santa Prassede, Santa Pudenziana e Santa Maria Maggiore, graças aos mosteiros que abrigavam os monges e o clero que cuidavam delas.

O primeiro papa a voltar suas atenções para a região foi Pio IV, no , que abriu a Via Pia (moderna via XX Settembre - via Quirinale) e construiu a Porta Pia, no local onde a via se bifurcava. Depois, Michelangelo recebeu a encomenda do papa Paulo III Farnese para construir Santa Maria degli Angeli, reaproveitando, para a igreja e o convento, uma parte das ruínas das Termas de Diocleciano.

O verdadeiro promotor da urbanização do distrito, porém, foi o papa Sisto V Peretti, que construiu a strada Felice (moderna Via Sistina - via delle Quattro Fontane - Via de Pretis), uma via reta de dois quilômetros entre o obelisco de Trinità dei Monti, o Obelisco Esquilino, e Santa Croce in Gerusalemme, à qual deu seu próprio nome de batismo ( - "Félix").O mesmo aconteceu com o aqueduto Aqua Felice e a Fontana dell'Acqua Felice, perto de San Bernardo alle Terme, partes mais visíveis da obra que finalmente levou água corrente novamente às zonas altas da cidade (Esquilino, Monti, Quirinale e Capitólio). Como parte desta obra, Sisto V também construiu o famoso cruzamento conhecido como Quattro Fontane, onde a Via Sistina cruzava a Via Pia, criando um ponto de encontro onde os romanos se reuniam no verão (algo impensável atualmente) para aproveitar do "bom ar". Que a região era de grande interesse pessoal, o cardeal Peretti já havia demostrado antes de tornar-se papa, mandando construir uma grande villa no limite do Viminal, cujo jardim, decorado com fontes e portais, se estendia entre Santa Maria Maggiore e as modernas via Marsala e Via del Viminale.

No , os jesuítas que, voltando de missões no oriente, se assentaram na região deram-lhe o nome de Macao, uma denominação que perdurou até depois da Segunda Guerra Mundial e é hoje relembrada por uma rua no rione.

Com a chegada dos piemonteses, Castro Pretorio, assim como outros distritos surgidos depois da queda de Roma, foi durante atingido pela febre de novas construções no final do : surgiram imensos canteiros de obras para a construção de palácios ministeriais de estilo humbertino ao longo da via XX Settembre, como os ministérios do Tesouro e da Defesa, abriram-se grandes artérias viárias, como a Via Nazionale e a via Cavour, além da vasta Piazza dell'Indipendenza, com jardins no centro, a monumental Piazza della Repubblica, com sua Fontana delle Naiadi, e dois grandes palácios de pórticos saboiardo seguindo o formato das Termas, sobre a qual a praça foi construída. O objetivo foi também criar um núcleo original (o atual data de uma reconstrução completa no ) da Estação Termini.

São também deste período importantes e luxuosos hotéis, como o Hotel Quirinale e o Grand Hotel, e também o elegante Teatro Costanzi, hoje conhecido como Teatro dell'Opera. Na área onde ficava a demolida Villa Peretti Massimo foi construída, entre 1883 e 1886, o Palazzo Massimo alle Terme, na época para abrigar o Collegio Massimo e atualmente uma das sedes do Museu Nacional Romano. No local onde ficava o Castro Pretório romano, atualmente está o quartel "Castro Pretorio", sede do "Agrupamento Logístico Central do Exército Italiano", que pode se gabar de ser atualmente o quartel mais antigo do mundo em uso contínuo.

Vias e monumentos

Água Feliz Estação Termini Fontana dell'Acqua Felice Obelisco de Dogali Piazza dei Cinquecento Piazza dell'Indipendenza Piazza della Repubblica (Piazza Esedra) Fontana delle Naiadi Porta Colina Porta Pia Porta Nomentana Via Cavour Via Nazionale Via delle Quattro Fontane Via XX Settembre

Antiguidades romanas Castro Pretório Termas de Diocleciano

Edifícios Palácios e villas

Palazzo Albani Del Drago Palazzo Baracchini Palazzo Bourbon Artom Palazzo Calabresi Palazzo Caprara Palazzo della Cassa Depositi e Prestiti Palazzo del Corriere dello Sport Palazzo Esercito, sede do Ministério da Defesa Palazzo della Federconsorzi Palazzo delle Finanze Palazzo Giolitti Palazzo dei Marescialli Palazzo Massimo alle Terme Palazzo Nathan Villa Costaguti Torlonia (demolida) Villa Gentili Villa Montalto Peretti (demolida) Villino Centurini Villino Semiradski

Outros edifícios

Arco de Sisto V Biblioteca Nazionale Centrale di Roma‎ Embaixada do Reino Unido em Roma Granário Clementino Granários Papais (Piazza della Repubblica e Via Parigi) Hotel San Remo Liceo Classico Pilo Albertelli Liceo Scientifico Statale Plinio Seniore Museu Nacional Romano das Termas de Diocleciano Museu Nacional Romano do Palazzo Massimo Teatro dell'Opera

Igrejas

San Bernardo alle Terme Santa Maria degli Angeli e dei Martiri Sacro Cuore di Gesù a Castro Pretorio Santissimo Rosario di Pompei

Igrejas demolidas San Caio San Ciriaco alle Terme di Diocleziano Sacra Famiglia a Via Sommacampagna Sant'Isidoro alle Terme San Norberto all'Esquilino Santa Teresa alle Quattro Fontane Santissima Incarnazione del Verbo Divino

Templos não-católicos Chiesa evangelica metodista San Nicola Taumaturgo (Ortodoxa russa) San Paolo dentro le Mura (Anglicana)

Notas

Bibliografia

Ligações externas

Categoria:Rioni de Roma