thumb|direita|400px|Inscrição na parede de um edifício bombardeado, "Obra dos libertadores!", em Roma em 1944. Os Bombardeios de Roma na Segunda Guerra Mundial ocorreram em diversas ocasiões entre 1943 e 1944, primordialmente pelos Aliados e, em menor escala, pelo Eixo, antes da cidade ser invadida e tomada pelos aliados em 4 de junho de 1944. O papa Pio XII tentou, inicialmente sem sucesso, declarar Roma uma cidade aberta, através das negociações com Franklin D. Roosevelt via o cardeal Francis Spellman. Roma foi finalmente declarada cidade aberta em 14 de agosto de 1943 — um dia depois do último bombardeio aliado — pelas forças defensoras.Döge, p. 651–678
Nas missões que compuseram a campanha aérea aliada, 600 aeronaves foram abatidas e pilotos e tripulantes foram mortos; toneladas de bombas foram jogadas nos 78 dias anteriores à captura de Roma.Lytton, p. 55 & 57
Correspondência entre Pio XII e Roosevelt Depois do primeiro bombardeio aliado de Roma em 16 de maio de 1943 (três meses antes do exército alemão ocupar a cidade, o papa Pio XII escreveu a Roosevelt pedindo que Roma "fosse poupada tanto quanto possível de mais dor e devastação, e seus muitos adorados santuários...de irreparável ruína".Roosevelt et al., p. 90
Em 16 de junho de 1943, Roosevelt respondeu:
O bombardeio de Roma era controverso e o general Henry H. Arnold descreveu a Cidade do Vaticano como uma "batata quente" por causa da importância dos católicos para as forças armadas norte-americanas.Murphy and Arlington, p. 210 A opinião pública britânica, porém, estava mais disposta a bombardear a cidade, principalmente por causa da participação de aviões italianos na Blitz sobre Londres. H. G. Wells era um dos mais ativos defensores desta estratégia.
Raides notáveis 19 de julho de 1943 Em 19 de julho de 1943, dia em que Hitler e Mussolini se encontraram secretamente perto de Feltre, no norte de Itália, Roma foi bombardeada novamente, desta vez com mais força, por 521 aviões aliados que tinham três alvos principais, provocando baixas civis. Depois do raide, o papa Pio XII, juntamente com o monsenhor Montini (futuro papa Paulo VI), viajaram até San Lorenzo fuori le Mura, que havia sido duramente atingida e distribuíram 2 milhões de liras ao povo.Murphy and Arlington, p. 212–214Trevelyan, p. 11 Entre onze da manhã e meio-dia, 150 B-17 Flying Fortress atacaram a siderúrgica e o pátio de carga em San Lorenzo. À tarde, um segundo raide atacou o "Scalo del Littorio", do lado norte de Roma. O terceiro alvo foi o aeroporto de Ciampino, a sudeste de Roma.
13 de agosto de 1943 Três semanas depois, em 13 de agosto, aviões aliados novamente bombardearam a cidade, principalmente San Lorenzo e Scalo del Littorio.Murphy and Arlington, p. 214–215
Vaticano O Vaticano manteve uma política oficial de neutralidade durante a guerra. Bombardeiros aliados e do Eixo se esforçaram para não atacar o Vaticano em seus ataques a Roma. Porém, ainda assim, o Vaticano foi bombardeado pelo menos duas vezes, uma pelos britânicos e outra pelos alemães.
5 de novembro de 1943 Em 5 de novembro de 1943, um único avião jogou quatro bombas sobre o Vaticano, destruindo um estúdio de mosaicos perto da estação de trem do Vaticano, quebrando as janelas da cúpula da Basílica de São Pedro e quase destruindo a Rádio Vaticano.Murphy and Arlington, p. 222 Ninguém morreu. Danos deste raide ainda são visíveis.
1 de março de 1944 Em 1 de março de 1944, aviões alemães jogaram seis bombas sobre o Vaticano, enchendo a praça de São Dâmaso de entulho.
Ver também Vaticano durante a Segunda Guerra Mundial
Bibliografia
Döge, F.U. (2004) "Die militärische und innenpolitische Entwicklung in Italien 1943-1944", Chapter 11, in: Pro- und antifaschistischer Neorealismus. PhD Thesis, Free University, Berlin. 960 p. Jackson, W.G.F. (1969) The Battle for Rome. London: Batsford. ISBN 0-7134-1152-X Katz, R. (2003) The Battle for Rome: The Germans, the Allies, the Partisans, and the Pope, September 1943 – June 1944. New York : Simon & Schuster. ISBN 0-7432-1642-3 Kurzman, D. (1975) The Race for Rome. Garden City, New York: Doubleday & Company. ISBN 0-385-06555-8 Lytton, H.D. (1983) "Bombing Policy in the Rome and Pre-Normandy Invasion Aerial Campaigns of World War II: Bridge-Bombing Strategy Vindicated – and Railyard-Bombing Strategy Invalidated". Military Affairs. 47 (2: April). p. 53–58 Murphy, P.I. and Arlington, R.R. (1983) La Popessa: The Controversial Biography of Sister Pasqualina, the Most Powerful Woman in Vatican History. New York: Warner Books Inc. ISBN 0-446-51258-3 Roosevelt, F.D. Pius XII, Pope and Taylor, M.C. (ed.) (2005) Wartime Correspondence Between President Roosevelt and Pope Pius XII. Whitefish, MT: Kessinger. ISBN 1-4191-6654-9 Trevelyan, R. 1982. Rome '44: The Battle for the Eternal City. New York: Viking. ISBN 0-670-60604-9
Ligações externas
Categoria:Itália na Segunda Guerra Mundial Categoria:História de Roma Categoria:Papa Pio XII e Segunda Guerra Mundial Categoria:Século XX na Itália Categoria:Século XX no Vaticano Categoria:1943 Categoria:1944