thumb|upright=1.05|Áspro traqueia de
O imposto germânico () foi um imposto cobrado pelo imperador bizantino em 1197 de modo a pagar um tributo de quilos de ouro para o sacro imperador romano-germânico Henrique IV . Henrique havia demandado originalmente quilos de Aleixo após ele usurpar o trono de seu irmão em 1195. Henrique, contudo, após sua conquista do Reino da Sicília, tomou custódia da irmã de Isaque, Irene Angelina, viúva de Rogério III da Sicília . Ele casou-a com seu irmão mais jovem Filipe da Suábia e proclamou-se defensor dos direitos de seu irmão no Império Bizantino através de sua esposa. Ele ameaçou invadir os domínios de Aleixo caso não recebesse tributo.
thumb|esquerda|Iluminura do sacro imperador Henrique IV
De modo a ganhar apoio em tributar Constantinopla, Aleixo convocou uma reunião do senado, o clero (principalmente proveniente da classe burocrática) e membros das guildas comerciais (a classe profissional). Ele propôs uma avaliação da propriedade das classes reunidas, mas eles rejeitaram-a como sendo contrário ao costume. A assembleia tornou-se turbulenta, acusando o imperador de gastar dinheiro público e impor suas relações incompetentes, incluindo homens que tinham sido cegados, como governadores das províncias.
Após abandonar o tributo planejado, Aleixo tentou coletar os objetos de ouro e prata das igreja que não eram utilizados em serviços. Os clérigos continuaram a resistir, esta sendo a única ocasião durante o reinado de Aleixo que eles opuseram-se a ele. Aleixo finalmente abandonou a ideia de um tribuno na capital e tomou o ouro e prata dos túmulos de seus predecessores. Apenas o de foi poupado.
Embora a capital tenha se isentado, o imposto germânico continuou a ser coletado nas províncias. A coleta total chegou a quilos de prata e o mesmo em ouro, mas devido a morte de Henrique VI em 28 de setembro de 1197, o tributo nunca foi enviado. Embora cronistas posteriores, como Nicetas Coniates, alegam que a cruzada de Henrique era, na verdade, uma tentativa de subjugar o Império Bizantino, não há nenhuma evidência contemporânea que sugira isso.
Bibliografia
Categoria:Aleixo III Ângelo Categoria:Impostos do Império Bizantino Categoria:Século XI no Império Bizantino