Luiz Ângelo da Silva (Salvador, 21 de junho de 1919 – Rio de Janeiro, 15 de fevereiro de 2026), conhecido como Ogã Bangbala ou simplesmente Bangbala, foi o ogã mais velho em atividade no Brasil.MOÇÃO Nº 2631/2013. Câmara de Vereadores do Rio de JaneiroQuatro Mestres do Carnaval Irão Homenagear o Mestre do Candomblé. Mulheres de ZéAQUINO, Patricia de. La mort défaite. Rites funéraires du candomblé. L'Homme, Année 1998, Volume 38, Numéro 147, pp. 81-104 (em francês)

Vida Ainda jovem mudou-se para o estado do Rio de Janeiro, tendo se estabelecido na Baixada Fluminense, mais especificamente em Belford Roxo, onde viveu por mais de 70 anos e é um dos mantenedores do terreiro Asé Shangrilá. Bangbala foi iniciado como ogã aos 14 anos de idade no terreiro de Lili De Oxum, da nação efom na Bahia.O Jovem Guardião Ajudará em Família. Extra, 23 de dezembro de 2012

Luiz Ângelo foi um dos mais velhos ogãs alabês em exercício no Brasil, e, em seu nome de terreiro, Bangbala tem significado em iorubá de “ajude-me a receber riqueza”. Foi partindo dessa riqueza dos conhecimentos, agregada ao longo da vida, que o centenário ogã em 2024 ganhou uma exposição para celebrar sua trajetória e o filme documentário Bangbala, que eu receba riqueza, dirigido por Tânia Amorin e Marcio Nobre, foi exibido no 16.º Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul: Brasil, África, Caribe & Outras Diásporas, no Museu de Arte Moderna (MAM-RJ) em 2023.

Mais tarde, em julho de 2024, Luiz também ganhou uma exposição no Centro Cultural dos Correios intitulada "Vida na Fé – Matriz Africana – edição Bangbala". Sua curadoria foi assinada conjuntamente pela historiadora Elaine Marcelina e o babalorixá Anderson Bangbose. A exposição foca em detalhes de Bangbala enquanto ainda residia na Bahia, destacando alguns momentos como quando foi diretor do afoxé Filhos de Gandhy, o auxílio na fundação de diversas casas de santo no Rio de Janeiro e na Bahia, além de sua participação em outros tantos ritos fúnebres.

Ao longo de sua vida Bangbala recebeu diversas homenagens, ressaltando a importância de que reconheçamos nossos ícones ainda em vida. Recebeu a Camélia da Liberdade em 2007 e, em 2014, a medalha de Comendador pelas mãos da presidenta Dilma Rousseff através da Ordem do Mérito Cultural. Em 2020, foi homenageado pela escola de samba Unidos do Cabuçu, com o enredo "A Cabuçu canta pra subir no Centenário de Bángbalà".

Bangbala morreu aos 106 anos de idade, no Rio de Janeiro.

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