thumb|400px| Scota (à esquerda) com Catelo (à direita) viajando do Egito, como descrito em um manuscrito do Scotichronicon de Walter Bower Scota, na mitologia irlandesa, mitologia escocesa, e pseudo-história, é o nome dado a duas filhas diferentes de dois diferentes faraós egípcios a quem os gaélicos traçam sua ancestralidade. Explicando o nome Scoti (Escotos), dado pelos romanos para os salteadores irlandeses, e mais tarde aos invasores irlandeses de Argyll e da Caledônia que ficou conhecida como Scotland (Escócia) .

História sobre a lenda de Scota Fontes antigas Edward J. Cowan traçou a primeira aparição de Scota na literatura do Dauvit Broun The Irish Identity of the Kingdom of the Scots in the Twelfth and Thirteenth Centuries Boydell & Brewer Ltd, 1999 p. 120 ISBN 9780851153759. Scota aparece na crônica irlandesa Livro de Leinster (que esta contido no Lebor Gabála Érenn) Lebor Gabála Érenn: Book of the Taking of Ireland Part 1. R. A. S. Macalister. Dublin: Irish Texts Society, 1941. in Celtic Litterature Collective página visitada em 10/03/2015Lebor Gabála Part 1 of Book of Leinster (em ) University College Cork (UCC) on line parágrafo 240 página visitada em 10/03/2014. No entanto, numa compilação manuscritos do - Historia Brittonum foi encontrada uma referência mais antiga de Scota Broun The Irish Identity p. 78. As fontes do indicam que Scota era filha de um faraó egípcio, um contemporâneo de Moisés , que se casou com Catelo (Goídel Glas) e tornaram-se ancestrais dos escoceses e gaélicos após serem exilados do Egito Lisa Hopkins The Cultural Uses of the Caesars on the English Renaissance Stage Ashgate Publishing, Ltd., 2013 p. 100 ISBN 9781409489962.

As primeiras fontes escocesas afirmam que Catelo foi "um certo rei da Grécia que atendia pelo nome de Neolus, ou Heolaus", enquanto o Lebor Gabála Érenn redatado por Leinster em contraste descreve-o como uma cita . Outros manuscritos do Lebor Gabála Érenn contém uma lenda variante que o marido de Scota, não seria Catelo, mas Míle Espáine e conecta-o a antiga Hispânia James MacKillop A dictionary of Celtic mythology, Oxford University Press, 2004, p. 330 ISBN 9780198609674.

Outro mito variante dentro do Lebor Gabála Érenn afirma que Scota era filha de um faraó egípcio chamado Cingris, um nome encontrado apenas nas lendas irlandesas. Ela se casou com Niul, filho de Fénius Farsaid, um babilônio que viajou para a Cítia, após o colapso da Torre de Babel. Niul era um estudioso de línguas, e foi convidado pelo faraó ao Egito e dado a mão de Scota em casamento. Eles tiveram um filho, Catelo (Goídel Glas), o ancestral dos gaélicos, que criou a língua gaélica, quando ocorreu o episódio do desmembramento dos 72 idiomas no colapso da Torre de Babel. Embora essas lendas variem, todas afirmam que Scota foi a ancestral homônima dos escoceses e que também deu seu nome à Escócia .

Scota e a Pedra da Coroação thumb|240px|Abadia de Scone com uma réplica da Pedra da Coroação na frente Baldred Bisset foi o primeiro a fundir a lenda de Scota com a da Pedra da Coroação em seu Processus (1301), foi também o primeiro a argumentar que foi na Escócia e não na Irlanda que Scota desembarcou originalmente .

Bisset fazia questão de legitimar um escocês (em oposição a um inglês) na ascensão ao trono depois que Alexandre III da Escócia morreu em 1286. O próprio Alexandre III em sua coroação em 1249 ouviu sua genealogia real recitada voltando as 56 gerações até Scota Broun The Irish Identity pp. 183-185. Bisset, portanto, tentou legitimar uma sucessão escocessa fazendo Scota expressar um conteúdo significativo, como tendo transportado a Pedra da Coroação desde o Egito durante o Êxodo de Moisés para a Escócia. Em 1296 a própria Pedra foi capturada por Eduardo I e levada para Abadia de Westminster . O rei Robert the Bruce em 1323 usou a mesma lenda descrita por Bisset que ligava Scota à Pedra na tentativa de que a pedra fosse devolvida para a Adadia de Scone na Escócia Gordon McMullan, David Matthews, Reading the medieval in early modern England, Cambridge University Press, 2007, p. 109 ISBN 9780521868433..

John Hardyng um cronista Inglês do tentou desmentir as afirmações de Bisset James P. Carley, Glastonbury Abbey and the Arthurian tradition, Boydell & Brewer, 2001, p. 275 ISBN 9780859915724.

Fontes posteriores De Orygynale Cronykil of Scotland de Andrew de Wyntoun e Chronica Gentis Scotorum (1385) de João de Fordun são consideradas as principais fontes sobre as lendas Scota, ao lado de Scalacronica (1362) de Thomas Gray. Scotichronicon de Walter Bower no incluiu as primeiras figuras sobre as lendas. Hector Boece em sua Historia Gentis Scotorum ("História dos Escoceses") no também menciona Scota e o mito da fundação.

O Túmulo de Scota thumb|240px|A Sepultura de Scota, um caminho que sai do riacho Finglas às pedras De acordo com várias referências na mitologia irlandesa medieval Scota, foi morta em batalha contra os lendáriosTuatha Dé Danann próximo as Montanhas Slieve Mish. Scota veio para a Irlanda para vingar a morte de seu marido, que tinha sido ferido em uma emboscada anterior T J Barrington; Discovering Kerry: Its History, Heritage & Topography, Blackwater, 1976, p 237 ISBN 9780905471006.

O Túmulo de Scota fica num vale, ao sul da cidade de Tralee, no Condado de Kerry, Irlanda. A área é conhecida como Glenn Scoithin (Vale da pequena flor), mais conhecido como Glen de Foley. Uma trilha a partir da estrada leva ao longo de um riacho até uma clareira onde um círculo de grandes pedras marca o local da sepultura Maeve Friel Here Lies: A Guide to Irish Graves, Poolbeg, 1997 p. 156 ISBN 9781853717130.

Ver também Scotia

Categoria:História da Escócia Categoria:Princesas do Antigo Egito