miniaturadaimagem|Gravura que representa o feminismo e a força da mulher na sociedade Feminismo liberal também conhecido como Feminismo UniversalistaDanielle Tega (2010). Mulheres em foco: construções cinematográficas brasileiras da participação política feminina. SciELO - Editora UNESP. p. 42. ISBN 978-85-7983-123-2. é uma forma individualista da teoria feminista, que incide sobre a capacidade das mulheres em manter a sua igualdade através de suas próprias ações e escolhas, e propõem mudanças nos sistemas jurídicos mas não mudanças nas estruturas sociais. As feministas liberais argumentam que a sociedade detém a falsa crença de que as mulheres são, por natureza, menos capazes intelectualmente e fisicamente do que os homens; assim, tendendo a discriminar as mulheres nas instituições acadêmicas, no fórum e no mercado; as feministas liberais acreditam que "a subordinação feminina está enraizada em um conjunto de restrições habituais e legais que bloqueiam a entrada das mulheres para o sucesso e na chamada esfera pública" e se esforçam para enfatizar a igualdade entre homens e mulheres através de uma reforma política e jurídica; ou seja, uma reforma no sistema capitalista já seria suficiente para atingir seus objetivos.

A agenda política do feminismo liberal aborda as desigualdades do momento, as primeiras feministas liberais lutaram pelo direito ao voto e à igualdade de acesso à educação, enquanto as contemporâneas visam garantir a igualdade de oportunidades sociais, políticas econômicas, a igualdade de direitos civis e à liberdade sexual.Michael Bruce; Steven Barbone (2014). 100 Argumentos Mais Importantes da Filosofia Ocidental, Os. Editora Cultrix. p. 320. ISBN 978-85-316-1266-4.

Origens O feminismo liberal teve origem no Iluminismo cuja premissa central era que a sociedade justa é aquela que resulta das livres opções de indivíduos educados e conscientes ou "iluminados".

Nos Estados Unidos, o feminismo liberal ficou quieto por quatro décadas depois de ganhar o voto em 1920. Na década de 1960, durante o movimento dos direitos civis, as feministas liberais traçaram paralelos entre a discriminação racial sistemática e discriminação sexual. Grupos como o "National Organization for Women", o "National Women's Political Caucus", e o "Women's Equity Action League" foram todos criados na época para promover os direitos das mulheres. Nos EUA, esses grupos têm trabalhado para a ratificação da Emenda de Direitos Iguais ou "Constitutional Equity Amendment", na esperança de que ela irá assegurar que homens e mulheres sejam tratados como iguais sob as leis democráticas que também influenciam esferas importantes da vida das mulheres, incluindo a reprodução, trabalho e questões de igualdade salarial. Outras questões importantes para as feministas liberais incluem, mas não estão limitadas a direitos reprodutivos e ao aborto, o assédio sexual, o voo, a educação, uma compensação justa para o trabalho, a preços módicos, os cuidados de saúde a preços acessíveis e trazer à luz a frequência da violência sexual e doméstica contra a mulher.bell hooks (2014). Feminist Theory: From Margin to Center. Routledge. ISBN 978-1-317-58834-4.

Visões Do ponto de vista liberal, a desigualdade de sexos tem origem em uma socialização com base em ideias distorcidas sobre homens e mulheres e ideias culturais que limitam a liberdade do indivíduo em viver como quiser. As soluções propostas em geral focam-se em mudar ideias e práticas culturais, a reescrita de livros usados nas escolas, reforma das leis e tornar ilegal a discriminação.

Principais feministas liberais Século XVIII Mary Wollstonecraft Século XIX Harriet Taylor Harriet Tubman Século XX Bertha Lutz Betty Friedan Hillary Clinton Gloria Steinem Rebecca Walker Naomi Wolf Martha Nussbaum Eleanor Roosevelt BeyoncéBeyonce and the Politics of Cultural Dominance

Críticas O feminismo liberal carece de qualquer análise histórica que explique as origens da desigualdade dos sexos ou de uma análise sociológica que a relacione com o contextos institucional mais amplo. Em vez disso, o enfoque liberal aceita os aspectos da sociedade: o capitalismo, o militarismo, os sistemas jurídicos, a competição e a hierarquia, criticando a falta de acesso das mulheres às posições neles existentes.

Bibliografia

Pode o subalterno falar? La invencion de las mujeres

Categoria:Feminismo e história Categoria:Liberalismo Categoria:Correntes do feminismo