O Vapor de Guerra Comandante Freitas, classe Ita, ex paquete "Itapeva" da Companhia Nacional de Navegação Costeira, adaptado para construção de faróis, foi o capitânia da Flotilha do Amazonas de 1908 a 1915.
Lançado em primeiro de junho de 1881 teve sua incorporação à frota da Marinha do Brasil em quatro de fevereiro de 1898 sendo sua baixa em 1915.
Origem do nome Esta foi a única embarcação da Marinha do Brasil a ostentar este nome. Homenagem ao Capitão de Fragata José de Freitas.NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS Características Deslocamento: 450 ton (padrão) e 750 ton (carregado).
Propulsão: mista vela e vapor; com um motor tipo, C2cyl, (23&50x30in), 100nhp, 1- Screw acoplada a um eixo, e duas velas latinas e uma bujarrona, cada uma delas com um pau de carga.
Dimensões:
Comprimento: 67,65 m. Boca: 9,95 m Pontal 4,45 m. Calado: 3,15 m.
Velocidade: oito nós.
Equipamentos: dois paus de carga, dois guinchos e uma oficina mecânica.
Tripulação: 86 homens, sendo 12 oficiais e 74 Sargentos, Cabos e Marinheiros.
História Antecedentes Construído em 1881 pela Scott & Co, Cartsdyke, Greenock, Yard Nº 202, Escócia recebeu o nome de SS (steamship) Cavour e foi entregue ao primeiro proprietário a Liverpool, Brazil & River Plate S.N. Co, de Liverpool, Inglaterra, para transporte de carga e passageiros na costa do Brasil e Argentina.
Em 1891 foi vendido aos Irmãos Lage, Rio de Janeiro.
Em 1896 foi um dos quatro primeirosNavios e Portos, Os Primeiros Anos da Costeira 1891-1894 "Ita" da recém criada Cia Nacional de Navegação Costeira onde recebeu o nome de Itapeva.
Marinha de Guerra do Brasil Foi adquirido da Companhia Nacional de Navegação Costeira e submetido à Mostra de Armamento pelo Aviso de quatro de fevereiro de 1898, publicado na Ordem do Dia nº 31, de oito de abril de 1898.
Seu primeiro comandante foi o Tenente Eduardo Augusto Veríssimo de Mattos Durante seu período ativo na Marinha participou da construção, reparo e inauguração de vários faróis:
22 de abril de 1899, construção do farol da Ponta Boi, inaugurado em 1º de abril de 1900.
8 de março de 1902, cerimônia de inauguração do Farol de Macaé, na Ilha de Santana. Ainda em 1902, deu inicio a construção do Farol de Itajaí (Cabeçudas), inaugurado em 15 de novembro.
Construiu o Farol da Ilha da Paz, inaugurado em 20 de abril 1906.
Em 31 de agosto, concluiu a transferência do farolete da Ponta de João Dias para a Ponta do Sumidouro, ambos na barra de São Francisco do Sul.
Realizou a transferência do Farol de Belmonte da margem esquerda para margem direita da foz do rio Jequitinhonha.
Em 7 de novembro de 1907, foi elevado a categoria de navio de 2ª classe, que significava ser comandado por um Capitão de Fragata,Marinha do Brasil pelo Aviso n.º 2.508.
No ultimo trimestre de 1907 e durante o ano de 1908, realizou levantamento hidrográfico na baía da Ilha Grande, apoiou os faróis da costa leste até Pernambuco, esteve em Fernando de Noronha, e nas Rocas para escolher locais para construção de um farol. Na escala em Recife-PE houve a transferência de comando do Comandante Rodolfo Ramos Fontes para o Comandante Manuel Ferreira de Lamare. De Recife, partiu Manaus fundeando em 20 de maio de 1908, sete meses depois de ter suspendido do Rio de Janeiro.
Em 23 de maio de 1908, a Ordem do Dia n.º 43 do Comando da Flotilha do Amazonas o incorporou àquela Flotilha e o fez Capitânia.
Em 26 de maio de 1908, o 1º Tenente Brás de Aguiar assumiu a Imediatice e deu início à sua comissão volante, para estabelecimento de estações meteorológicos termo-pluviométricos na região.
Em 8 de outubro de 1910 as 05h30, por ordem do Capitão-de-Corveta Francisco da Costa Mendes, Comandante desde a véspera, a Flotilha abriu fogo contra a cidade de Manaus, no golpe fracassado dado pelo vice-governador, contra o governador. Houve mortos e feridos, casas destruídas. O Palácio do Governo; o Teatro Amazonas; a Igreja dos Remédios; o Quartel Geral da Policia; o Ginásio (hoje Colégio Estadual D. Pedro II); o Hospital da Beneficente Português; o Hospital Militar; o Mercado Municipal entre outros, foram alvejados. O incidente ficou conhecido como o bombardeio de Manaus.
Deu baixa do serviço ativo em 1915.
O Vapor Comandante Freitas, mesmo depois de dado baixa continuou servindo a sinalização náutica na costa brasileira, tendo sido convertido em Navio-farol para o baixio do Bragança no Pará. A conversão foi realizada em Belém sob a orientação do Capitão-Tenente Amaury Sadock de Freitas.
Em 1931 é rebatizado com o nome Pedro II pela empresa S.A. Bitar Irmãos, de Belém do Pará.The Clyde Shipping & Shipbuilding Site
Em 1953 seu nome foi retirado dos registros dos navios em atividade.
Ver também Lista de navios descomissionados da Marinha do Brasil
Bibliografia
Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.72.
Andréa, Júlio. A Marinha Brasileira: florões de glórias e de epopeias memoráveis. Rio de Janeiro, SDGM, 1955.
Comandante Freitas Categoria:Navios de 1881