thumb|direita|275px|Trecho da Avenida Tancredo Neves no bairro Bom Jesus, antigo trecho da BR-381 que foi municipalizado em 2010. A infraestrutura de Coronel Fabriciano se refere ao conjunto de serviços básicos prestados à população do município brasileiro supracitado, localizado no interior do estado de Minas Gerais, tais como saúde, educação, saneamento básico, segurança pública, comunicações e sistemas viários. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 havia um total de habitantes, que estavam distribuídos em domicílios particulares permanentes. Já no censo de 2021, de acordo com o IBGE, a população estimada do município subiu para 110 709 habitantes. No entanto, os dados quanto à distribuição em domicílios particulares ainda não foram atualizados.

Em 2010, 19,7% da população vivia em favelas, aproximadamente 21 mil habitantes, sendo a maior parcela de habitantes vivendo em aglomerados subnormais dentre os municípios mineiros. No entanto, boa parte das residências é atendida por uma infraestrutura básica, sendo que 88,02% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água, 98,35% das moradias possuíam coleta de lixo (seja por serviço de limpeza ou não) e 99,8% possuía acesso à rede elétrica. Em 2009, a população tinha acesso a 49 estabelecimentos de saúde, sendo 30 deles privados, 18 municipais e um estadual, e habitantes frequentavam creches e/ou escolas, cuja rede de ensino contava com 28 instituições de educação infantil, 42 de ensino fundamental e 12 de ensino médio, e resultava em 99,1% de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos alfabetizados.

O Terminal Rodoviário de Coronel Fabriciano é o maior de toda a Região Metropolitana do Vale do Aço, que tem fácil acesso a várias cidades do Brasil por rodovias como a BR-458 e BR-381, e o município conta com transportes ferroviário e aeroviário através da Estação Mário Carvalho, na cidade vizinha Timóteo, e do Aeroporto de Ipatinga. Mesmo sendo a sede do 58º Batalhão da Polícia Militar, implantado em 2013, os índices de violência estão entre os maiores do estado. Em 2011, havia cerca de 20 mil telefones fixos instalados, além das agências dos Correios.

Contexto demográfico Coronel Fabriciano é um município brasileiro situado no interior de Minas Gerais, na região leste de sua unidade federativa. Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,755, o 35° maior do estado mineiro, e a população foi estimada em habitantes segundo o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo que estavam situados no distrito Senador Melo Viana e habitavam o distrito-sede, ao mesmo tempo que pessoas residiam na zona urbana e os restantes habitavam a zona rural municipal. Em 2010, 19,7% da população vivia em favelas, aproximadamente 21 mil habitantes, sendo a maior parcela de habitantes vivendo em aglomerados subnormais dentre os municípios mineiros. thumb|center|750px|Vista panorâmica do Morro do Carmo, um dos 20 aglomerados subnormais da cidade.

Saúde thumb|esquerda|Vista do Hospital Doutor José Maria Morais, antigo Hospital Siderúrgica. A Secretaria de Saúde é o órgão em associação ao Poder Executivo municipal que visa a coordenar e executar projetos relacionados à área da saúde municipal. Dentre as ações, destaca-se o desenvolvimento de programas com atenção à saúde feminina, de adquirição de medicamentos e de atendimento prolongado (até às 22 horas) nas unidades básicas de saúde (UBS) da cidade. O município é a sede de uma Superintendência Regional de Saúde do governo estadual, que abrange 35 municípios. Coronel Fabriciano possuía, em 2009, 78 estabelecimentos de saúde, sendo 57 deles privados, 20 públicos municipais e um público estadual entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 143 leitos para internação, sendo 98 deles cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com 0,64 leitos para cada mil habitantes no município, esse índice está abaixo da média nacional, que era de 2,25 segundo o DATASUS em 2014. Havia, em 2010, 0,51 enfermeiros, 0,54 dentistas e 1,5 médicos para cada mil habitantes, frente a médias nacionais de 0,69, 0,54, e 1,5, respectivamente. Em 2012, foram registrados 674 óbitos, sendo que as doenças do sistema circulatório representaram a maior causa de mortes (31,3%), seguida pelos tumores (17,7%). Em 2014, 98,2% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia e foram registrados nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil neste ano foi de 12,6 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos. Em 2010, 1,3% das mulheres de 10 a 17 anos tiveram filhos, sendo a taxa de atividade em meninas de 10 a 14 anos de 4,24%. 78,3% das crianças foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 0,6% delas estavam desnutridas. Também em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da longevidade em Fabriciano era de 0,715. Segundo dados do Ministério da Saúde, 272 casos de AIDS foram registrados em Coronel Fabriciano entre 1991 e 2012 e, entre 2001 e 2011, foram notificados casos de doenças transmitidas por mosquitos, sendo de dengue, 99 de leishmaniose e dois de malária. thumb|direita|Vista parcial do Hospital Metropolitano Unimed Vale do Aço, que foi inaugurado em 2015.

O antigo Hospital Siderúrgica, que está localizado no bairro Santa Helena, foi inaugurado em 1936 para conter uma epidemia de doenças tropicais que avançava pelo leste mineiro, sendo um dos hospitais mais antigos da região. Era regido pela Associação Beneficente de Saúde São Sebastião, mas por causa de problemas financeiros e pela falta de liberação do Certificado do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), que traz a regularização fiscal e tributária à entidade, foi fechado por tempo indeterminado em 15 de julho de 2011. A situação foi considerada calamidade pública e afetou os hospitais dos municípios vizinhos, ao elevar subitamente a demanda por atendimento público. Em maio de 2012, a secretaria estadual de saúde anunciou que o hospital seria reaberto após passar por reformas, passando a ser administrado pela Sociedade Beneficente São Camilo, sendo reinaugurado em 30 de agosto, adotando o nome de Hospital São Camilo. O contrato com a rede chegou ao fim em maio de 2017, quando a administração municipal anunciou assumir a gestão do hospital e alterou sua denominação para Hospital Doutor José Maria Morais. Durante a transição, no entanto, o hospital ficou fechado por mais de três semanas, elevando o atendimento nos hospitais das cidades vizinhas novamente.

O Hospital Metropolitano Unimed Vale do Aço, que está localizado próximo ao bairro Santa Terezinha II, é o outro grande hospital da cidade e está em funcionamento desde novembro de 2015, em substituição ao antigo Hospital Nossa Senhora do Carmo, que estava situado no Centro. A Unimed oferece atendimento emergencial e internação, mas não atende pelo SUS, servindo apenas à população que conte com planos de saúde conveniados ou aos que paguem pelo atendimento particular.

Educação Indicadores e atuação thumb|esquerda|EE Alberto Giovannini, primeira escola estadual da cidade. A Secretaria de Educação é a encarregada das áreas educacional e cultural de Coronel Fabriciano, em subordinação ao Poder Executivo, e dentre suas ações destacam-se a oferta de atividades artísticas, palestras, projeção de filmes, espetáculos musicais e teatrais e atividades de incentivo à leitura tanto aos estudantes do município quanto à população em geral, além dos núcleos de educação integral. A Escola Municipal Otávio Cupertino dos Reis, localizada no bairro Caladão e inaugurada em março de 2006, foi a primeira da região a ser planejada como núcleo integral. Ocasionalmente as escolas públicas são palco de projetos envolvendo dança, graffiti e brincadeiras.

Na área da educação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Coronel Fabriciano era, no ano de 2015, de 5,5 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano (antiga 4ª série) foi de 6,4 e do 9º ano (antiga 8ª série) foi de 4,6; o valor das escolas públicas de todo o Brasil era de 4,8. Em 2010, 1,86% das crianças com faixa etária entre seis e quatorze anos não estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 63,1% e o percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos era de 99,1%. Em 2015, a distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com idade superior à recomendada, era de 2,4% para os anos iniciais e 14,6% nos anos finais e, no ensino médio, a defasagem chegava a 19,8%. Dentre os habitantes de 18 anos ou mais, 58,57% tinham completado o ensino fundamental e 38,84% o ensino médio, sendo que a população tinha em média 9,29 anos esperados de estudo. O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação era de 0,696 no ano de 2010.

Rede de ensino thumb|direita|Escola Estadual Professor Pedro Calmon, primeiro prédio escolar do município. O primeiro prédio escolar construído em Coronel Fabriciano foi a sede da Escola Estadual Professor Pedro Calmon, inaugurada em 1952 e tombada como patrimônio cultural municipal em 1999. A Escola Estadual Alberto Giovannini foi a primeira escola estadual da região do Vale do Aço, fundada em 28 de junho de 1969, sob a presença do então governador de Minas Gerais Israel Pinheiro. A cidade sedia uma Superintendência Regional de Educação (SRE), que abrange os municípios de Antônio Dias, Belo Oriente, Braúnas, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Jaguaraçu, Joanésia, Mesquita, Santana do Paraíso e Timóteo.

Em 2010, de acordo com dados da amostra do censo demográfico, da população total, habitantes frequentavam creches e/ou escolas. Desse total, 474 frequentavam creches, estavam no ensino pré-escolar, na classe de alfabetização, 299 na alfabetização de jovens e adultos, no ensino fundamental, no ensino médio, 805 na educação de jovens e adultos do ensino fundamental, 896 na educação de jovens e adultos do ensino médio, 342 na especialização de nível superior, em cursos superiores de graduação e 86 em mestrado. pessoas não frequentavam unidades escolares, sendo que nunca haviam frequentado e haviam frequentado alguma vez. O município contava, em 2015, com matrículas nas instituições de educação infantil e ensinos fundamental e médio da cidade, sendo que dentre as 39 escolas que ofereciam ensino fundamental, 13 pertenciam à rede pública estadual, 15 à rede municipal e onze às redes particulares. Dentre as onze instituições de ensino médio, sete pertenciam à rede pública estadual e quatro eram escolas privadas. Educação de Coronel Fabriciano em números (2015) Nível Matrículas Docentes Escolas (total) Ensino pré-escolar 158 31 Ensino fundamental 684 39 Ensino médio 255 11

Ensino superior Em 2013, o município dispunha de quatro unidades de ensino técnico e sediava o campus principal do Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais (Unileste), um dos maiores centros universitários de Minas Gerais. Foi fundado em 1969 pela Congregação Padres do Trabalho e se desenvolveu até se estabelecer como o maior complexo educacional da Região Metropolitana do Vale do Aço. O Unileste disponibiliza dezenas de cursos de graduação e de pós-graduação e conta com um sistema de bibliotecas que abrange mais de 100 mil exemplares, além de um Centro Tecnológico com cerca de 200 computadores de livre navegação e mais de 120 laboratórios disponíveis para atividades acadêmicas. Em 2005, segundo dados do IBGE, Coronel Fabriciano contava com 486 docentes e matrículas em instituições de ensino superior do município. O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) também têm unidades em Coronel Fabriciano, fornecendo cursos técnicos, profissionalizantes e de pós-graduação.

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