Alaxa () ou Maimune ibne Caice Alaxa (Maymun Ibn Qays al-A'sha; Manfuha, Négede, ? — Manfuha, 629) foi um poeta pré-islâmico árabe de Iamama, na Arábia. Ele alegou ter recebido inspiração de um gênio chamado Misḥal.Eddisford, D. (2019). Proceedings of the Seminar for Arabian Studies Volume 49 2019: Papers from the fifty-second meeting of the Seminar for Arabian Studies held at the British Museum, Londres, de 3 a 5 de agosto de 2018, pp. 297–298 Embora não fosse cristão, seus poemas demonstram familiaridade com o cristianismo.Jones, Alan. “Early Arabic poetry: select poems.” (2011). pp. 443–444
Biografia Alaxa nasceu antes de Maomé, e viveu o tempo suficiente para aceitar a missão do profeta. Nasceu em Manfuha, uma aldeia em Iamama, um antigo distrito situado a leste do planalto do Négede, na atual Arábia Saudita. Tornou-se um cantor errante, viajando por toda a Arábia, desde Hadramaute, no sul, até Hira, ao norte, e, naturalmente, frequentando a feira anual em Taife. Recebeu o apelido de Alaxa, que significa “míope” ou “cego noturno” depois que perdeu a visão. Ele continuou a viajar mesmo após ficar cego, especialmente ao longo da costa oeste da península arábica. Foi então que ele se voltou para a escrita de panegíricos como meio de sustento. Seu estilo, dependente de efeitos sonoros e palavras estrangeiras encorpadas, tende a ser artificial.
Seus poemas de amor são dedicados ao louvor de Huraira, uma escrava negra. Diz-se que ele acreditava nos temas escatológicos cristãos da Ressurreição e do Juízo Final, e era monoteísta. Essas crenças podem ter sido devidas a suas interações com o bispo de Najrã e os ibaditas (cristãos) de Hira. Seus poemas foram elogiados por suas descrições do asno selvagem, pelo louvor ao vinho, por sua habilidade em louvar e satirizar, e pela variedade de métricas empregadas. Seus poemas mais conhecidos são os de louvor a Maomé.
Philip F. Kennedy escreve sobre o amor de Alaxa pelo vinho: “Diz-se que ele quase se converteu ao islamismo em 629, mas não chegou a fazê-lo, dissuadido no último minuto ao descobrir, já a caminho da visita a Maomé, sobre a proibição islâmica do vinho”Philip F. Kennedy, Abu Nuwas: A Genius of Poetry (2005) e “Alaxa se ocupava muito com o vinho, tanto que isso foi considerado o motivo de sua recusa em se converter ao Islã”.Nader Masarwah, The Development of Tropes in Arabic Wine Poetry up to the 12th Century AD (2019)
Uma de suas cássidas ou odes às vezes é incluída no Mu'allaqat, uma coleção antiga de poesia árabe.
Edições Seus poemas foram reunidos de várias fontes no Les Poètes arabes chrétiens, de Louis Cheikho (Editora jesuíta, Beirute, 1890), páginas 357–399. Seu elogio a Maomé foi editado por H. Thorbecke, em Al Aša's Lobgedicht auf Muhammad (Leipzig, 1875).
Bibliografia Les dix grandes odes arabes de l'Anté-Islam, Les Mu'allaquât traduites et présentées par Jacques Berque, La bibliothèque arabe, Éditions Sindbad (1979) Le Guetteur de mirages. Cinq poèmes préislamiques d'al-A‘shâ Maymûn, ‘Abîd b. al-Abras et al-Nâbigha al-Dhubyânî traduits de l'arabe et commentés par Pierre Larcher, Petite bibliothèque de Sindbad. Paris et Arles: Sindbad/Actes Sud (2004). Abu Alfaraje Alisfaani, Kitāb al-aghānī (O Livro de Canções), Beirute, Dār al-kutub al-ʿilmiyya, 1986, vol. 8, pp. 127–151. Francesco Gabrieli, La letteratura araba, Florença, Sansoni, 1967, pp. 44 e 54–56. Régis Blachère, Histoire de la littérature arabe, Paris, Adrien Maisonneuve, 1952, II, pp. 321–323. Rudolf Geyer, “Zwei Gedichte von Al-’A‘šâ. 1. Mâ bukâ’u”, Viena 1905 (Sitzungsberichte der Kais. Akademie der Wissenschaften in Wien — Philosophisch-historische Klasse volume 149.6 (225 pp.) Rudolf Geyer, “Zwei Gedichte von Al-’A‘šâ. 2. Waddi‘ Hurairata”, Viena 1919 (Sitzungsberichte der Akademie der Wissenschaften in Wien — Philosophisch-historische Klasse volume 192.3 (306 pp.)
Ligações externas
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