As madalenas, ou madeleines, como são ainda hoje chamadas no Brasil, Madeleine com especiarias, no site Livro-de-Receitas.com são bolos de pequenas dimensões, caracterizados pela sua massa leve e fofa, preparada com ovos, açúcar, manteiga e farinha, tradicionalmente cozidos em moldes estriados, a fim de ficaram com o característico formato de concha de vieira. São originários da comuna de Commercy, na região da Lorena (em francês: Lorraine; em alemão: Lothringen), no nordeste de França. História da madeleine de Commercy

As receitas, com mais ou menos ingredientes (nozes, condimentos), mencionam a mistura de ovos, açúcar, farinha, fermento, manteiga derretida e raspa de limão, que depois é levada a forno brando, em formas que lembram a valva de uma concha de vieira (molusco marinho bivalve). Receita de madeleine no site TudoGostoso.com.br

História da madeleine

A madelana de Commercy nasceu (ou tornou-se famosa) nas cozinhas de Estanislau I da Polônia, por volta de 1750. Este deposto rei da Polônia, semiexilado no leste de França, viu de repente a sua filha Maria tornar-se rainha de França, pelo casamento com o Duque de Bourbon, que se tornou no rei Luís XV de França. Desta forma, Estanislau tornou-se facilmente duque da Lorena e melhorou a cidade de Nancy em termos arquitetônicos, estando aí sepultado. Biografia de Stanislas Leszczynski no site sobre este personagem, com abundantes fontes históricas

Desta forma, é muito possível que um simples doce regional se tivesse notabilizado, primeiro na corte do duque da Lorena, depois na do rei de França. O certo é que não se sabe se teria sido alguns dos cozinheiros do duque a inventar a iguaria, ou quem teria sido, como se queixava em 1843 o historiador Charles Dumont.

A origem Segundo historiadores, no século XVIII as freiras de um convento dedicado à Maria Madalena, vendiam bolinhos em formatos de concha para manter tanto o convento quanto suas creches. Quando os conventos e mosteiros foram abolidos da França durante a Revolução Francesa, as freiras venderam a receita aos confeiteiros da região, que passaram a produzir o doce e nomearam-no de madeleine em homenagem ao convento.

Há histórias do final do século XIX que dizem que, a cada vez que um trem parava na pequena localidade de Commercy, os passageiros eram abordados por vendedoras ambulantes que ofereciam as madeleines. Esse comércio repetiu-se desde a inauguração da estrada pelo imperador Napoleão III, em 1852, até 1939, durante a 2ª Guerra Mundial. A origem desse doce, no entanto, é bastante controversa, mas, para os estudiosos do assunto, uma coisa é certa: as madeleines surgiram para agradar Stanisław Leszczyński (1677-1766), soberano deposto da Polônia.

Segundo outras versões, o bolinho tornou-se conhecido em 1755, depois de oferecido num jantar da corte do rei polaco, Stanislaw Leszczyński. Como os bolinhos que agradaram tanto a Stanislaw ainda não possuíam nome, o genro, Luís XV de França, casado com a filha deste, Maria Leszczyńska, baptizou os bolinhos com o nome da assistente do chefe-pasteleiro do rei polaco, que os produzira: Madeleine Paulmier. Os bolinhos, agora denominados Madelanes de Commercy, eram originalmente confeccionados em forma de vieira e foram, posteriormente, levados para a corte francesa, em Versailles, por Luis XV e Maria, onde granjearam fama, tendo-se difundido por toda a França.

Ainda, de acordo com outras fontes, a madelena remota à origem da peregrinação a Santiago de Compostela (Saint-Jacques-de-Compostelle), onde uma jovem chamada Madelaine ofereceu aos peregrinos um bolo feito com ovos, moldado em formato de conchas Saint-Jacques, o emblema da peregrinação. Fazendo com que o doce ultrapassasse barreiras territoriais e chegasse até Espanha.

Marcel Proust Independentemente da versão original da história, as madeleines foram imortalizadas na obra de Marcel Proust — Em busca do tempo perdido. O autor utiliza os bolinhos para contrastar a memória involuntária com a voluntária, que designa aquelas recuperadas pela "inteligência". O mais famoso exemplo de memória involuntária por Proust é conhecido como o "episódio da madeleine":

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