Maria Ceratza/Ciritza da Bulgária (; ) era filha do tsar búlgaro João Alexandre e sua segunda esposa, uma judia convertida, Teodora (Sara). Ela foi a imperatriz-consorte de Andrônico IV Paleólogo durante seu breve reinado entre 1376 e 1379.

Casamento

Em 17 de agosto de 1355, Ceratza foi prometida ao futuro imperador bizantino Andrônico IV Paleólogo. O documento emitido pelo Patriarcado Ecumênico de Constantinopla afirma que "que ele seria bom para os cristãos: bizantinos e búlgaros; e pernicioso para os infiéis (os turcos otomanos)".

Em 1373, ainda como co-imperador com seu pai, o marido de Ceratza liderou uma fracassada revolta contra o sultão otomano . Como resultado, a imperatriz (e seu marido e filhos) foram aprisionados por três anos, até serem libertados através de uma intervenção dos genoveses. Em 12 de agosto de 1376, Andrônico depôs seu pai, João V Paleólogo, e tomou para si o trono imperial, tendo Ceratza como imperatriz-consorte. O novo casal imperial permaneceu no poder em Constantinopla até 1 de julho de 1379, quando João V conseguiu retomar o trono. Andrônico IV foi declarado co-imperador, mas o conflito entre pai e filho só terminaria com a morte de Andrônico em 1385.

Ceratza passou os últimos anos de sua vida como freira com o nome de Matissa e morreu em 1390.

Família Ceratza e Andrônico tiveram três filhos, um menino e duas meninas. O rapaz viria a se tornar o imperador João VII Paleólogo, que reinaria por cinco meses em 1390.

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