O leopardo da Anatólia (Panthera pardus tulliana) é uma subespécie de leopardo, muito próxima da extinção, que habita a região da Anatólia, na Turquia.

Distribuição e habitat O leopardo da Anatólia foi descrito pela primeira vez, com base em um único espécime no extremo oeste da Ásia Menor, perto de Izmir, na Turquia. No leste da Turquia, verifica-se uma convergência entre a sua gama e a gama de leopardos caucasianos. Esta espécie de leopardos chegou a rondar os habitats florestais do Egeu, Mediterrâneo e as regiões do leste da Anatólia. Durante os levantamentos realizados entre 1993 e 2002, zoólogos descobriram evidências de leopardos na floresta superior e zonas alpinas das orientais Montanhas Pontic, onde a população humana é baixa. Nesta área, as suas presas selvagens consistem em ungulados, incluindo cervos, camurças, cabras selvagens, javalis, etc.

Dados com base em entrevistas e na população local, sugerem que as populações de leopardo sobrevivem no leste e em partes do oeste da Lícia. Desconhece-se se os leopardos ainda existem em estado selvagem na Anatólia e pensa-se que o seu declínio se deva a caças intensivas, por parte dos caçadores, que poderá ter provocado a extinção desta mesma espécie. Um caçador chamado Mantolu Hasan matou pelo menos 15 leopardos entre 1930 e 1950.

Pesquisa e avistamentos O último avistamento oficial do leopardo da Anatólia foi em 1974. O animal foi morto após um ataque a uma mulher na aldeia Bağözü, a 5 km de Beypazari. Alguns cientistas pensam que a subespécie foi extinta, enquanto outros relataram que 13 a 15 indivíduos ainda permanecem em estado selvagem. Em 2001, um exemplar foi descoberto numa localidade chamada Dandi, perto da cidade de Mut, nas Montanhas Taurus, na Região mediterrânica da Turquia, e outra em torno Muskili Brook, no Mar Negro. Em 2002, uma equipa de salvamento Big Cat Rescue começou uma expedição de inventário, a uma altitude de cerca de 2000 m. A expedição foi iniciada após o fotógrafo Cemal Gulas levar à equipa uma fotografia de uma pata, que parecia ser de um leopardo. Durante a expedição, os membros da equipa avistaram um leopardo e conseguiram tirar uma foto, confirmando a existência de leopardos na Anatólia.

Em 2003, foi capturado um leopardo macho adulto no Parque Nacional Vashlovani, na Geórgia. Esta espécie é mais provável que um leopardo branco. Outro avistamento foi relatado em 2004, em Pokut Planalto.

Atualmente, a Anatolian Leopard Fundation está a estudar a população do animal no Monte Taurus usando armadilhas fotográficas.

Leituras adicionais Khorozyan, I. (2008). "Panthera pardus ssp. saxicolor". IUCN Red List of Threatened Species. Version 2011.1. International Union for Conservation of Nature. http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/15961. Valenciennes, M.A. (1856) Sur une nouvelle espèce de panthère tuée Comptes rendus. Académie des Sciences Paris. XLII: 1035–1039 Khorozyan, I. G., Gennady, F., Baryshnikov, G. F. and Abramov, A. V. (2006) Taxonomic status of the leopard, Panthera pardus (Carnivora, Felidae) in the Caucasus and adjacent areas. Russian Journal of Theriology 5(1): 41–52

Ligações externas

IUCN Red List of Threatened Species: Panthera pardus saxicolor Leopards in Palestine Gazelle - The Palestinian Biological Bulletin Leopards .:. wild-cat.org : The story of the last Anatolian Leopard Anatolian Leopard Research Group: photos of footprints and scat

Categoria:Leopardos Categoria:Mamíferos da Turquia Categoria:Mamíferos descritos em 1856