thumb|right|250px|Ainda que a ideia de "amar os inimigos" seja relacionada frequentemente ao Sermão da Montanha, ela aparece não apenas em outros trechos bíblicos, mas em outras religiões anteriores e posteriores ao Cristianismo. A ideia de amar os inimigos é recorrente em diversas religiões e se tornou, especialmente no Ocidente, conhecida através de passagens bíblicas nas quais relatam-se orientações de Jesus como . A mesma ideia torna a aparecer no Evangelho segundo Lucas, no qual se lê: .
Essa espécie de regra de ouro, entretanto, não aparece pela primeira vez no Novo Testamento. Antes de Jesus Cristo, o rabino Hillel já pregava o amor aos inimigos e muito antes deste, Buda fez o mesmo.SAGAN, Carl. Variedades da experiência científica: uma visão pessoal da busca por Deus. São Paulo: Cia. das Letras, 2008. pp. 226-227. Deve-se notar, todavia, que ambos evangelhos citados trazem também passagens cujas interpretações podem seguir a direção oposta. Enquanto o Evangelho segundo Mateus traz adiante em seu capítulo 10, passagem na qual Jesus estabelece que "não veio trazer a paz, mas a espada", o Evangelho segundo Lucas por sua vez relata no capítulo 22 que Jesus pediu que se "venda sua capa e compre uma espada" ()
Interpretações O teólogo argentino Ariel Álvarez Valdés, que já teve problemas com o Vaticano devido a suas interpretações de textos bíblicos, afirma através de um estudo pretensamente etimológico que quando Jesus mandou amar os inimigos, não utilizou os verbos "erao", "stergo" e "fileo", mas sim o verbo "agapao". Sendo assim, o que se pediria então não é que amemos nossos inimigos do mesmo modo que amamos nossos entes queridos, mas sim apenas termos a capacidade de ajudar aqueles que nos ofenderam.
Comentários bíblicos A Bíblia do PeregrinoNota de rodapé a , e observa que: algumas passagens do Antigo Testamento já traziam ensinamento semelhante, tais como: (rezar pelos inimigosA Tradução Ecumênica da Bíblia (indicações de paralelismo a ) elenca as seguintes passagens no Novo Testamento que corroborariam o mandamento de "rezar pelos inimigos": , , e ), , , , , Passagem também mencionada na Tradução Ecumênica da Bíblia (Indicações de paralelismo a )., e Mensagem que é replicada em: ;
A Bíblia de JerusalémNota de rodapé a observa que o aramaico seria uma língua pobre em matizes, razão pela qual a expressão "odiarás teu inimigo" poderia originalmente ter sido dita como algo mais suave, equivalente a: "Tu não tens a obrigação de amar teu inimigo". Portanto a palavra "odiarás" talvez não seja a mais adequada, razão pela qual também é sugerida a expressão "terás aversão". Como indicação da passagem do Antigo Testamento que mandaria "odiar seus inimigos", a referida Nota de rodapé sugere: .
Ver também Ética da reciprocidade Ofereça a outra face
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