thumb|Victorio Macho thumb|220px|Cristo do Otero. Victorio Macho (Palência; 23 de dezembro de 1887—Toledo, 13 de julho de 1966) foi um escultor espanhol.

Biografia Nasceu em Palência em 1887 no seio de uma família humilde. Os seus pais decidem matriculá-lo na escola de Belas Artes e Ofícios de Santander, onde aprendeu a esculpir. Em 1903, com 16 anos mudou-se para Madrid, continuando os seus estudos na Real Academia de Belas-Artes de São Fernando. Conseguiu a fama com um monumento a Galdós, e consagrouse com a sua exposição no Museu de Arte Moderna de Madrid de 1921.

Fugiu da Espanha durante a ditadura de Primo de Rivera e instalou-se em Hendaia; esculpiu a Miguel de Unamuno e a Santiago Ramón y Cajal. Em 1936 foi designado acadêmico de Belas Artes de San Fernando. Com a Guerra Civil, fugiu de Madrid para Valência junto ao Governo da República. O desfecho da guerra civil levou-o para o exílio na França, na Rússia, e finalmente na América. Após residir seis meses na Colômbia, iniciou uma prolongada estadia em Lima, onde se casou com Zoila Barrós Conti. Regressou à Espanha em 1952. Instalou a sua casa e oficina em Toledo. Esse mesmo edifício aloja desde 1967 o Museu Victorio Macho, criado a partir do seu legado ao Estado espanhol.

De primeiras núpcias contraiu matrimônio com María Martínez de Romarate, viúva de um marquês e cunhada de Guiomar, o amor platônico de Antonio Machado. Veraneavam num imóvel em Villaldavín (Palência).

Faleceu em Toledo e os seus restos foram transladados para Palência, para ser enterrado, por vontade própria, sob a ermida escavada aos pés do Cristo do Otero.

Obra thumb|260px|right|Monumento a Benavente (Retiro, Madrid, 1962).

Retratos 1903 - Danielillo 1916 - Marinheiro Basco.Toledo, Museu Victorio Macho. 1920 - Estátua jacente do seu irmão Marcelo. Toledo, Museu Victorio Macho. 1929 - Cabeça de Valle Inclán Toledo, Museu Victorio Macho. 1935 - Busto de Pío Baroja. São Sebastião, Museu San Telmo. 1935 - Estátua da sua mãe Toledo, Museu Victorio Macho.

Obra pública 1918 - Monumento a Benito Pérez Galdós, Glorieta de Galdós, Parque do Retiro, Madrid. 1922 - Esculturas do Monumento a Juan Sebastián Elcano, obra dos arquitetos Agustín Aguirre e José Azpiroz em Getaria, Guipúscoa. 1922 - Monumento a Benito Pérez Galdós, Las Palmas. 1925—1927 - Fonte de Concha Espina, Jardins de Pereda, Santander. 1926 - Monumento a Santiago Ramón y Cajal, Passeio da Venezuela, Parque do Retiro, Madrid. 1930 - Busto de Miguel de Unamuno, Universidade de Salamanca, Salamanca. 1930 - O Romano, edifício de Grande Via 60, Madrid. 1931 - Cristo do Otero, Palência, onde se encontra enterrado o escultor. 1937 - Monumento a Sebastián de Belalcazar, Morro del Tulcán, Popayán. 1940 - Monumento a Rafael Uribe Uribe, situada no Parque Nacional Enrique Olaya Herrera de Bogotá, Colômbia. 1962 - Monumento a Jacinto Benavente, Parque do Retiro, Madrid. 1963 - Monumento a Alonso Berruguete, Praça central de Palência.

Obra religiosa Cristo, Igreja de Corrales de Buelna, Cantábria.

Obra funerária Sepulcro do Dr. Llorente, cemitério de São Justo, Madrid (1917). S. do poeta Tomás Morales Castellano, Las Palmas (no conjunto aparece a figura o Implorante, que expôs na I Exposição de Artistas Ibéricos) Sepulcro de Marcelino Menéndez Pelayo, Catedral de Santander. Sepulcro de Marcelo Macho, irmão do artista, Casa-Museu Victorio Macho, Toledo. Mausoléu da Família de Simão Bolívar, Capela da Trindade, Catedral de Caracas, a Venezuela (1930).

Ligações externas

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