Francisco de Paula Ferreira da Costa (Lisboa, 2 de Abril de 1788Diccionario bibliographico portuguez, Volume 3, por Innocencio Francisco da Silva, Na Imprensa Nacional, 1859, pág. 22 - Lisboa, 31 de Dezembro de 1859), foi um bibliógrafo,Coleccionador de livros raros e dos amigos, sobretudo do seu intimo amigo José Agostinho de Macedo - Historiografia, Cultura e Política na Época do Visconde de Santarém (1791-1856), por Daniel Estudante Protásio, Centro de História da Universidade de Lisboa,Sersilito – Empresa Gráfica, Lda., 2019, pág. 201 numismataDiccionario bibliographico portuguez: (1-6 do supplemento), Innocencio Francisco da Silva, Na Imprensa Nacional, 1870, pág. 355 e escritor memorialistaHistoriografia, Cultura e Política na Época do Visconde de Santarém (1791-1856), por Daniel Estudante Protásio, Centro de História da Universidade de Lisboa, Sersilito – Empresa Gráfica, Lda., 2019, pág. 201 português que pertenceu à fação miguelista. Biografia Francisco de Paula Ferreira da Costa era filho de Jorge Ferreira da Costa e de Francisca Rosa. Casou-se em 10 de Abril de 1809 com Maria Margarida da Encarnação Ferreira.
O seu gosto literário e patriótico é notado cedo ao ser um dos subscritores do poema épico Brazilíada, editado em 1815, escrito por Tomás António dos Santos e Silva e acompanhado de uma epístola laudatória de José Maria da Costa e Silva.Brazilíada: ou, Portugal immune, e salvo: poema epico em doze cantos, por Thomaz Antonio dos Santos e Silva, Impressão Regia, 1815, pág. 382
Foi escriturário da Inspecção dos Quartéis e Obras Militares e da Junta da Bula da Cruzada.
Como partidário do rei D. Miguel, abandonou a capital em 1833 para se juntar ao seu exército, o qual acompanhou até à Convenção de Évora Monte. Após esse trágico acontecimento, passou a viver semi-escondido, subsistindo graças ao serviços de particulares.Ler história, Edições 1-3, Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa, 198, pág. 119 Morte Morreu na misériaO almocreve de petas: e outras prosas : selacção, por José Daniel Rodrigues da Costa, Estúdios Cor, 1974, pág. 11 devido a uma "congestão cerebral", em 1859. Obra Escreveu:
«Memórias de um Miguelista» (1833-1834), prefácio, transcrição, actualização ortográfica e notas de João Palma-Ferreira. Lisboa: Editorial Presença, 1982Memórias de Um Miguelista de Francisco de Paula Ferreira da Costa ISBN: 9789722302258 (manuscrito adquirido em leilão pela Biblioteca Nacional,O 25 de Julho de 1833 em Torres Vedras, Blogue de História e Estórias, Rui Prudêncio, 18.11.2007 acontecimentos desde 24 de Julho de 1833Santarém (e não só) nas Memórias de um Miguelista, por José do Carmo Francisco, Transporte Sentimental, 17.06.16). Uma Memória acerca dos acontecimentos de Portugal desde 30 de Abril de 1824 até 24 de Julho de 1833Diccionario bibliographico portuguez, Volume 3, por Innocencio Francisco da Silva, Na Imprensa Nacional, 1859, pág. 23 (manuscrito desaparecido,com acontecimentos anteriores). «Tractado genealógico do Reis de Portugal», ornado com seus retractos, reproduzido à forma de árvore genealógica de 6 palmos de altura, existe reduzido pelo autor no Palácio de Queluz.
«Traducção da Ilíada de Homero«, do livro IX em diante, feita sobre uma versão espanhola, em 3 tomos.
Pela imprensa publicou os seguintes opúsculos: «Exposição genuína da Constituição de 1826, na qual do mesmo texto se justificam e se desfazem as apparentes contradições e barbarismos que n´ela se contém». Traduzida do espanhol, Imprensa Regia, 1828. «A Recepção de Hum Maçon, farça», Imp. de Eugénio Augusto, Lisboa, 1827.Catalogo da rica e preciosa livraria que faz parte do espolio da fallecida --- Condessa de Azambuja, por Francisco Arthur da Silva, Imprensa Libanio da Silva, 1909, pág. 53ubsidios para a historia do teatro Português, teatro de Cordel (catálogo da colecção do autor) - 1884-1949, por Albino Forjaz de Sampaio, Imprensa Nacional de Lisboa, 1920, pág. 108 «Carta dirigida ao sábio auctor da Contramina, que pode servir de supplemento do n.º 47 da mesma», Lisboa, Imprensa Régia, 1832. «Descripção da Torre de Beja», Panorama n. 52, 1842.
Eram também seus os extractos que saíram das "Seções da Corte", que se imprimiram no Diário do Governo, desde 1 de Fevereiro até 29 de Agosto de 1821.
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