Maomé Alamim VIII (; El Mokhtar Bey, De la dynastie husseinite. Le fondateur Hussein Ben Ali. 1705 - 1735 - 1740, éd. Serviced, Tunis, 1993, p. 70 – ) foi o último bei de Túnis (15 de maio de 1943 a 20 de março de 1956). Ele foi o primeiro chefe de Estado (como rei ou bei) da Tunísia independente a partir de 1956 até ser deposto em 1957. Ele era o filho de , bei de Túnis.
Maomé se tornou bei após as Forças Francesas Livres destituírem seu primo Maomé VII Almuncife sobre a acusação de que era um colaborador da França de Vichy (regime de ocupação nazista na França). Em 20 de março de 1956, ele proclamou a independência e se tornou rei da Tunísia. A monarquia não atendia às expectativas do futuro presidente Habib Bourguiba, que substituiu a Guarda Real do Palácio de Cartago pelos seus próprios soldados leais. Ao seu comando, todas as linhas telefônicas do palácio foram cortadas e o rei posto sob prisão domiciliar em 15 de julho de 1957, e em 25 de julho a Assembleia Constituinte da Tunísia depôs o rei.
Maomé foi transferido para uma residência vigiada pelo governo em Manouba, na província homônima, mas foi permitido retornar a Túnis depois que sua esposa morreu. Nunca abdicou dos seus direitos ao trono. Ele morreu em Túnis e foi sepultado no "Túmulo do Rei Maomé Alamim".Werner Ruf, Introduction à l'Afrique du Nord contemporaine, éd. Centre national de la recherche scientifique, Paris, 1975, p. 432 Foi sucedido como chefe da dinastia husseínida e herdeiro do trono e rei titular por Huceine Bei.
Bibliografia Martin Meredith. The State of Africa. — Free Press (London), 2005. — ISBN 978-0-7432-3222-7 El Mokhtar Bey, Les Beys de Tunis 1705-1957. Túnis, 2002.
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