João III de Jerusalém foi o patriarca de Jerusalém entre 516 e 524. Um monofisista, ele retornou à ortodoxia após se tornar patriarca, anatemizando todos os adversários do Concílio de Calcedônia.Teófanes, o Confessor, "Cronografia", ed. de Boors, Lípsia, 1883-1885, I, 156)
Vida e obras
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João era filho de Marciano, o bispo de Sebaste, na Samaria. Antes de assumir o patriarcado, foi bispo dali e era partidário dos ortodoxos orientais. Devido a seus pendores monofisistas, sua elevação se deu por ordem do imperador bizantino após o banimento do calcedoniano Elias, que apoiou o banido e também calcedoniano patriarca antioqueno . Sua nomeação deu-se em 1 de setembro por intermédio do duque da Palestina Olimpo. Logo que assumiu o posto patriarcal, no entanto, foi convencido pelo arquimandrita São Savas a retornar à ortodoxia.
Em 516/517, devido sua recusa a comungar com o patriarca antioqueno , que era aderente do monofisismo, foi preso pelo duque Anastácio. No entanto, aproveitando-se dos aproximados bispos reunidos por São Savas em Jerusalém por este tempo, confirmou sua ortodoxia calcedoniana, obrigando Anastácio a fugir para Cesareia Marítima. Em 8 ou na madrugada de 9 para 10 de julho de 518, o imperador Anastácio I faleceu e foi sucedido por , que logo em 15 ou 16 de julho anunciou suas tendências calcedonianas.
Em 20 de julho de 518, um sínodo foi realizado em Constantinopla e cartas foram emitidas e enviadas pelo patriarca constantinopolitano aos principais líderes religiosos do Império Bizantino. Nesse ano, ao receber uma das epístolas, João III convocou um sínodo em 6 de agosto, em meio as celebrações pela ascensão de Justino I. Ele foi frequentado por São Savas e seguiu os exemplos de Constantinopla: os bispos aceitaram as determinações do sínodo de 20 de julho, bem como a fórmula do papa Hormisda , anatemizando Severo I.
João apelou para São Savas e outros chefes dos mosteiros dos deserto para que levassem as cartas imperiais para Cesareia Marítima e Citópolis e então gravassem os quatro concílios da Igreja nas listas sagradas destas localidades, tal como foi feito em Jerusalém durante o sínodo. De acordo com Cirilo de Citópolis, João morreu em 20 de abril de 524.
Notas
Bibliografia
Categoria:Patriarcas de Jerusalém Categoria:Mortos em 524 Categoria:Controvérsia monofisista Categoria:Patriarcas do Império Bizantino do século VI Categoria:Clérigos do Império Bizantino do século V