miniaturadaimagem|Sede do Newsday em Melville, Nova Iorque miniaturadaimagem|Logotipo do Newsday em 2007 miniaturadaimagem|Logotipo do Newsday em 2009
Newsday é um jornal diário dos Estados Unidos, voltado principalmente para os condados de Nassau e Suffolk, em Long Island, no estado de Nova Iorque, embora também seja vendido em toda a região metropolitana de Nova Iorque. Seu slogan é "Your Eye on LI", e antes usava "The Long Island Newspaper". A sede do jornal fica em Melville, Nova Iorque.
Desde a fundação, em 1940, o Newsday ganhou 19 Prêmios Pulitzer. O jornal também chegou a disputar o mercado da cidade de Nova Iorque. Em 2025, era o sexto jornal dos Estados Unidos com maior circulação, com tiragem impressa de 67.300 exemplares.
História Século XX O Newsday foi fundado por Alicia Patterson e seu marido, Harry Guggenheim. Seu primeiro número, de 3 de setembro de 1940, foi publicado em Hempstead.
Até uma reformulação na década de 1970, o Newsday copiava o formato do Daily News, com textos curtos e muitas fotografias. Patterson foi demitida do cargo de redatora no Daily News de seu pai quando tinha pouco mais de 20 anos, depois de errar dados básicos de um divórcio em uma matéria publicada. Ela depois passou a publicar e editar o Newsday. Após a morte de Patterson, em 1963, Guggenheim tornou-se diretor de publicação e editor.
Em 1967, Guggenheim entregou a direção de publicação a Bill Moyers e permaneceu como presidente e editor-chefe. Guggenheim criticou a guinada liberal do jornal sob Moyers e chamou de "de esquerda" a cobertura dos protestos contra a Guerra do Vietnã.
Na eleição presidencial de 1968, Guggenheim escreveu um editorial em apoio a Richard Nixon, enquanto Moyers apoiava Hubert Humphrey, e a divergência encerrou a parceria dos dois.
Em 1970, Guggenheim vendeu sua participação majoritária para a então conservadora Times Mirror Company, apesar da tentativa dos funcionários do jornal de impedir a venda. Moyers ofereceu US$ 10 milhões a mais que o preço de compra da Times Mirror, mas renunciou alguns dias depois. Guggenheim morreu um ano depois e excluiu Moyers de seu testamento.
Depois que o concorrente Long Island Daily Press, que não deve ser confundido com o semanário alternativo de mesmo nome, encerrou sua publicação em 1977, o Newsday lançou uma edição própria para Queens, seguida por uma edição da cidade de Nova Iorque chamada New York Newsday. Em junho de 2000, a Times Mirror se fundiu à Tribune Company. O negócio colocou o Newsday no mesmo grupo da emissora de televisão nova-iorquina WPIX, também pertencente à Tribune.
Com a fusão da Times Mirror com a Tribune, o jornal fundado por Alicia Patterson passou a pertencer à empresa criada por seu bisavô, Joseph Medill. Medill era proprietário do Chicago Tribune. A empresa também havia sido dona do Daily News, jornal do pai de Patterson, até 1991. A Tribune vendeu o Daily News ao magnata britânico da imprensa Robert Maxwell.
Depois da morte de Maxwell, em 1992, seu grupo editorial entrou em colapso e Mortimer Zuckerman comprou o Daily News.
Século XXI Em abril de 2008, a News Corporation, comandada pelo diretor executivo Rupert Murdoch, tentou comprar o Newsday por US$ 580 milhões. Zuckerman apresentou em seguida uma oferta do mesmo valor. A Cablevision ofereceu US$ 680 milhões.
Em maio de 2008, a News Corporation retirou sua oferta. Em 12 de maio de 2008, o Newsday informou que a Cablevision compraria o jornal por US$ 650 milhões. A venda foi concluída em 29 de julho de 2008.
Em 2016, a Altice, multinacional de telecomunicações dos Países Baixos, comprou a Cablevision, incluindo o Newsday e a News 12. A Altice depois vendeu uma participação majoritária de 75% no Newsday a Charles Dolan, antigo dono da Cablevision, e a seu filho Patrick. Patrick passou a ser o diretor executivo do jornal. No fim de julho de 2018, a Altice vendeu sua participação restante. Com a transferência das ações de Charles Dolan para Patrick, Patrick tornou-se o único proprietário do Newsday.
Em julho de 2020, o Newsday recebeu US$ 10 milhões em empréstimos do Governo dos Estados Unidos por meio do Paycheck Protection Program, durante a pandemia de COVID-19 no estado de Nova Iorque, para pagar os salários de 500 funcionários.
Em 2022, Don Hudson foi nomeado editor.
Em março de 2023, o Newsday lançou a NewsdayTV, com a ex-apresentadora da News 12 Networks Elisa DiStefano. A NewsdayTV pode ser assistida pela internet e pelos principais serviços de streaming. Sua cobertura segue um formato semelhante ao de outros veículos de notícias de Long Island, como a News12.
Estilo editorial Embora use formato de tabloide, o Newsday não segue o estilo sensacionalista de outros tabloides diários locais, como o New York Daily News e o New York Post. Por isso, o jornal às vezes recebe o apelido de "the respectable tabloid", "o tabloide respeitável".
Em 2004, o semanário alternativo Long Island Press, sem relação com o diário extinto de mesmo nome, afirmou que o Newsday usava seu poder de mercado para interferir na política local dos condados de Nassau e Suffolk.
Bill Moyers ocupou por pouco tempo o cargo de diretor de publicação. Durante a gestão do diretor de publicação Robert M. Johnson, na década de 1980, o Newsday ampliou sua presença na cidade de Nova Iorque. Entre os colunistas e críticos que trabalharam no jornal estão Cathy Young, Jimmy Breslin, Barbara Garson, Normand Poirier, Murray Kempton, Gail Collins, Pete Hamill, Sydney Schanberg, Robert Reno, que morreu em 2012, Jim Dwyer, o cronista esportivo Mike Lupica, o crítico musical Tim Page e o crítico de televisão Marvin Kitman. Por alguns anos, o jornal publicou simultaneamente as colunas de aconselhamento de Ann Landers e Dear Abby.
Entre 1985 e 2005, Michael Mandelbaum escreveu uma coluna regular de análise de assuntos internacionais para o Newsday. O escritor e biógrafo Robert Caro trabalhou como repórter investigativo. A seção de variedades teve os repórteres de televisão Verne Gay e Diane Werts, o redator de televisão e cinema Frank Lovece e o crítico de cinema Rafer Guzman. O jornal publica a coluna de Froma Harrop, distribuída também a outros veículos. As animações das charges políticas de Walt Handelsman, vencedor do Pulitzer, são distribuídas nacionalmente como conteúdo do Newsday. Em 1987, Robert Eisner era editor sênior responsável pelo design do jornal. No ano anterior, a edição nova-iorquina havia passado por uma reformulação que levou fotografias coloridas à primeira página, à última e à seção de variedades.
O Newsday criou e patrocinou em 1978 o conselho consultivo "Long Island at the Crossroads", destinado a recomendar metas regionais, acompanhar os governos locais e manter contato com autoridades estaduais e federais. O conselho durou cerca de uma década.
Em 21 de março de 2011, o Newsday reformulou sua primeira página, abandonando o cabeçalho e a fonte tipográfica usados desde a década de 1960 em favor de um logotipo em fonte sem serifa.
Circulação Em 2004, um escândalo envolvendo os dados de circulação mostrou que a circulação diária e dominical do jornal havia sido inflada em 16,9% e 14,5%, respectivamente, no período auditado de 30 de setembro de 2002 a 30 de setembro de 2003. O Audit Bureau of Circulation corrigiu a circulação média nos dias úteis de 579.599 para 481.816 exemplares, aos sábados de 416.830 para 392.649 e aos domingos de 671.820 para 574.081. O órgão também passou a realizar auditorias duas vezes por ano.
Em 2008, o Newsday ocupava a décima posição entre os jornais dos Estados Unidos por circulação.
Em 28 de outubro de 2009, o Newsday passou a cobrar pelo acesso ao seu site. O Newsday.com manteria abertos a todos os visitantes a página inicial, os classificados, a programação de filmes e os avisos de fechamento de escolas, mas o restante do conteúdo exigiria uma taxa semanal, de US$ 5 em 2010. A cobrança não se aplicava aos assinantes da edição impressa nem aos clientes do serviço de internet da Cablevision, controladora do jornal. Nos três primeiros meses, apenas 35 usuários que não eram clientes da Optimum nem assinantes do Newsday contrataram o acesso pago.
Prêmios Pulitzer O Newsday ganhou 19 Prêmios Pulitzer e foi finalista em outras 20 ocasiões. Quando nenhum nome individual é indicado, o prêmio ou a indicação corresponde à equipe do Newsday.
1954: Serviço Público (vencedor) 1970: Serviço Público (vencedor) 1970: Cartum Editorial (vencedor), Thomas F. Darcy 1974: Serviço Público (vencedor) 1974: Crítica (vencedor), Emily Genauer, Newsday Syndicate 1980: Reportagem Investigativa Local Especializada (finalista), Carole E. Agus, Andrew V. Fetherston Jr. e Frederick J. Tuccillo 1982: Reportagem Internacional (finalista), Bob Wyrick 1982: Crítica (finalista), Marvin Kitman 1984: Reportagem Local Geral ou de Última Hora (vencedor) 1984: Reportagem Internacional (finalista), Morris Thompson 1984: Crítica (finalista), Dan Cryer 1985: Reportagem Internacional (vencedor), Josh Friedman, Dennis Bell e Ozier Muhammad 1985: Comentário (vencedor), Murray Kempton 1986: Reportagem Especial (finalista), Irene Virag 1989: Reportagem Investigativa (finalista), Penny Loeb 1990: Reportagem Especializada (finalista), Jim Dwyer 1991: Reportagem de Última Hora (finalista) 1991: Fotografia de Última Hora (finalista) 1992: Reportagem de Última Hora (vencedor) 1992: Reportagem Internacional (vencedor), Patrick J. Sloyan 1993: Reportagem Internacional (vencedor), Roy Gutman 1994: Jornalismo Explicativo (finalista) 1995: Reportagem Investigativa (vencedor), Brian Donovan e Stephanie Saul 1995: Comentário (vencedor), Jim Dwyer 1996: Jornalismo Explicativo (vencedor), Laurie Garrett 1996: Reportagem de Cobertura Especializada (vencedor), Bob Keeler 1996: Reportagem Internacional (finalista), Laurie Garrett 1997: Reportagem de Última Hora (vencedor) 1998: Reportagem de Cobertura Especializada (finalista), Laurie Garrett 1999: Crítica (finalista), Justin Davidson 1999: Redação Editorial (finalista), Lawrence C. Levy 2002: Crítica (vencedor), Justin Davidson 2004: Reportagem de Última Hora (finalista) 2005: Reportagem Internacional (vencedor), Dele Olojede 2005: Reportagem Explicativa (finalista) 2007: Cartum Editorial (vencedor), Walt Handelsman 2008: Serviço Público (finalista), Jennifer Barrios, Sophia Chang, Michael R. Ebert, Reid J. Epstein, Jennifer Sinco Kelleher, Eden Laikin, Herbert Lowe, Joseph Mallia, Jennifer Maloney, Luis Perez e Karla Schuster 2013: Redação Editorial (finalista), equipe do conselho editorial 2014: Serviço Público (finalista)
Na cultura popular 1969: o romance Naked Came the Stranger foi escrito como uma farsa literária que satirizava a cultura americana da época. Embora creditado a "Penelope Ashe", foi escrito na verdade por um grupo de 24 jornalistas liderado pelo colunista do Newsday Mike McGrady. Eles queriam produzir deliberadamente um livro péssimo e carregado de sexo para sustentar a ideia de que a cultura literária popular dos Estados Unidos havia se tornado vulgar e irrefletida. O livro tornou-se um best-seller em 1969, como os autores esperavam. O grupo revelou a farsa no mesmo ano, o que aumentou ainda mais sua popularidade. 1985: na comédia de suspense Compromising Positions, a personagem principal, interpretada por Susan Sarandon, é uma ex-jornalista do Newsday que tenta retomar a carreira vendendo uma matéria como freelancer para o jornal. 1986: nos filmes da série Crocodilo Dundee, Sue Charlton, personagem de Linda Kozlowski, trabalha como repórter do Newsday. 1996: o episódio "The Homer They Fall", da oitava temporada de Os Simpsons, cita o Newsday chamando o boxe de "o esporte mais cruel". De 1996 a 2005: na sitcom da CBS Everybody Loves Raymond, o personagem fictício Ray Barone, interpretado por Ray Romano, trabalha no Newsday como cronista esportivo.