Carlota de Bourbon (em francês: Charlotte; 1546/1547 - Antuérpia, 5 de maio de 1582), foi a quarta filha do duque Luís de Montpensier e de Jaqueline de Longwy, condessa de Bar-sur-Seine. Foi a terceira esposa do príncipe Guilherme I de Orange, principal líder da revolta holandesa contra os espanhóis.
Biografia Os seus avós paternos eram o príncipe Luís de La Roche-sur-Yon e Luísa de Bourbon, Duquesa de Montpensier. Os seus avós maternos eram, João IV de Longwy barão de Pagny, e Joana de Angoulême, meia-irmã ilegítima do rei Francisco I de França.
A sua mãe, Jacqueline, acreditava nas doutrinas da Reforma e ensinou-as em segredo aos seus filhos. O pai de Carlota, quando descobriu o que estava a acontecer, ficou determinado em destruir a influência da esposa, enviando três das suas filhas para conventos. Carlota tinha apenas treze anos de idade na altura e implorou que a deixassem ficar com a mãe que morreu durante o período no qual Carlota estava num convento.Famous Women of the Reformed Church O seu pai, um membro influente na corte de Catarina de' Medici, enviou-a para o convento real de Jouarre, perto de Meaux, para ser criada como freira. Quando se tornou freira aos treze anos de idade, Carlota escreveu um protesto formal.Robin, Larsen and Levin. p. 56. A jovem duquesa chocou tanto a família como a corte real quando fugiu do convento em 1572, anunciando que se ia converter ao calvinismo e, seguindo o conselho de Joana III de Navarra, fugiu para o Eleitorado do Palatinado, onde ficou longe do alcance dos pais.Charmarie Blaisdell, ‘Religion, Gender, and Class: Nuns and Authority in Early Modern France’, in Michael Wolfe (ed.), Changing Identities in Early Modern France (London, 1997), pp.147-168, p155
Carlota casou-se com o príncipe protestante Guilherme I de Orange no dia 24 de junho de 1575. O casal teve seis filhas, incluindo a condessa Luísa Juliana de Nassau, de quem descende a Casa de Hanôver.
Carlota terá morrido de exaustão enquanto cuidava do marido, que tinha sobrevivido a uma tentativa de assassinato, em 1582. Após a sua morte, Guilherme voltou a casar-se pela quarta e última vez com a duquesa Luísa de Coligny, no dia 24 de abril de 1583. Deste casamento nasceu apenas um filho, o príncipe Frederico Henrique de Orange.
Descendência Carlota teve as seguintes filhas:
Luísa Juliana de Nassau (31 de março de 1576 - 15 de março de 1644), casada com Frederico IV, Eleitor Palatino; com descendência. Isabel de Nassau (26 de abril de 1577 - 3 de setembro de 1642), casada com Henrique de La Tour de Auvérnia, Duque de Bulhão; com descendência. Catarina Bélgica de Nassau (31 de julho de 1578 – 12 de abril de 1648), casada com conde Filipe Luís II de Hanau-Münzenberg; com descendência. Carlota Flandrina de Nassau (18 de agosto de 1579 – 16 de abril de 1640), tornou-se uma freira católica. Carlota Brabantina de Nassau (17 de setembro de 1580 – 19 de agosto de 1631), casada com o duque Cláudio de Thouars; com descendência. Emília Antwerpiana de Nassau (9 de dezembro de 1581 - 28 de setembro de 1657), casada com o conde Frederico Casimiro de Zweibrücken-Landsberg; com descendência.
Genealogia +Os antepassados de Carlota de Bourbon em três gerações Carlota de Bourbon Pai: Luís, Duque de Montpensier Avô paterno: Luís de La Roche-sur-Yon Bisavô paterno: João II de Bourbon Bisavó paterna: Isabel de Beauvau Avó paterna: Luísa de Bourbon, duquesa de Montpensier Bisavô paterno: Gilberto, Conde de Montpensier Bisavó paterna:Clara Gonzaga Mãe: Jaqueline de Longwy Avô materno: João IV de Longwy, barão de Pagny Bisavô materno: Filipe de Longwy Bisavó materna: Joana de Bauffremont Avó materna: Joana de Angoulême Bisavô materno: Carlos de Orleães-Angoulême Bisavó materna: Antonieta de Polignac
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