Uma sessão de luta era uma sessão pública de autocrítica e crítica imposta pelos maoistas chineses durante a Era Mao Tse-Tung e até 1978 a alguns dos seus prisioneiros e, durante a Revolução Cultural, a virtualmente quaisquer pessoas cujas ideias e comportamento pudessem ser enquadrados, dentro do ideário maoísta, como reacionários. Efetivamente, apesar de pretensões a racionalidade, tratava-se de uma forma de humilhação pública empregada pelo Partido Comunista da China (PCC) para moldar a opinião pública e para ridicularizar, punir ou eliminar rivais políticos — os chamados inimigos do povo. Em geral, a vítima de uma sessão de luta era forçada a admitir diversos delitos diante de uma multidão de pessoas, que abusavam verbal e fisicamente da vítima, até que ele ou ela confessasse. A severidade desses maus-tratos, assim como o escopo de pessoas que estavam sob risco de serem alvo de uma sessão, o volume de participantes desta, sua frequência e suas consequências variavam imensamente, tendo atingido seus graus mais severos durante o auge da Revolução Cultural.Palden Gyatso, Le Feu sous la neige, Actes Sud, 1997, Pierre-Antoine Donnet, Tibet mort ou vif, Édition Gallimard; 1990: Nouv. éd. augm 1993, Pierre Zhou Bangjiu, L'aube se lève à l'Est: Récit d'un moine bénédictin chinois emprisonné, Récit d'un moine bénédictin chinois emprisonné pendant 26 ans dans les camps de la Chine communiste au nom de la foi p 125 Bulletin critique du livre français: Numéros 604 à 606, Association pour la diffusion de la pensée française, France, Direction générale des relations culturelles, 1999, p 163 .Gavroche: Numéros 109 à 126, 2000, Louis-Jean Duclos, La violence politique des enfants, p 148, Guyonne Leduc, Christine Bard, Travestissement féminin et liberté(s), 2006, p 413 : Wolfgang Asholt, Georges-Arthur Goldschmidt Dans le dehors du monde: Exils d'écrivains et d'artistes au XXe siècle, p 287 : Marie Holzman, Lin Xiling l'indomptable, 1998, p 134 : Najîb Mansûr Zakka, Jean-Marie Delmaire, Olinda Kleiman, Littératures et cultures d'exil: terre perdue, langue sauvée, Presses universitaires de Lille, 1993, p 249 : miniaturadaimagem|Uma sessão de luta de Xi Zhongxun, o pai de Xi Jinping (setembro de 1967). Durante o governo de Mao Tsé-tung, os chineses foram obrigados a participar de diversos tipos de sessões de luta, algumas vezes consistindo de 100 000 pessoas. Familiares e amigos poderiam ser forçados a participar das críticas à vítima. Isto podia chegar ao ponto de tortura e durar semanas e levar ao suicídio ou mesmo à morte durante o evento.Charlie Buffet, Päldèn Gyatso, 66 ans, a survécu à trente-deux ans de goulag chinois. Libre, ce moine tibétain témoigne de l'oppression infligée à son pays. Prométhée enchiné, Libération, 21-11-1997. Gilles Van Grasdorff, La nouvelle histoire du Tibet, Édition Perrin, 2004, .
Durante os anos 1950, quando o PCC começou o movimento de Reforma Agrária, os camponeses mais pobres tomaram as terras de seus proprietários, que receberam o título de "classe exploradora" (剥削 阶级), e cerca de 2 milhões de proprietários foram rapidamente executados após serem submetidos a uma sessão de luta.
Categoria:Campanhas do Partido Comunista da China Categoria:Violações dos direitos humanos Categoria:Massacres Categoria:Revolução Cultural Chinesa Categoria:História da China Categoria:Terminologia maoista Categoria:Vigilantismo