Atenodoro de Tarso ou Atenodoro Cananita (, ca. – ) foi um filósofo estoico. Nasceu em Canana, perto de Tarso (no que é hoje a Turquia). O seu pai foi Sandon. Foi aluno de Posidónio de Rodes, e professor de Otaviano (futuro Augusto) em Apolónia.

Em , seguiu Otaviano até Roma e continuou a ser seu mentor. Mais tarde regressou a Tarso, onde foi importante na expulsão do governo de Beto e a escrever uma nova constituição para a cidade, resultando numa oligarquia pró-romana.

diz que Atenodoro alugou uma casa assombrada em Atenas, aliciado pelo preço barato oferecido, apesar das dimensões do edifício. Quando se encontrava a escrever, à noite, apareceu-lhe um fantasma. A aparição, acorrentada, pediu a Atenodoro que o seguisse e levou-o até um pátio, onde desapareceu. O filósofo marcou o lugar e no dia seguinte, com a permissão dos magistrados da cidade, escavou a terra no local marcado e encontrou um esqueleto de um velho acorrentado. Uma vez propriamente enterrado, diz-se que o fantasma não voltou a aparecer.

Estrabão, Cícero, e Eusébio de Cesareia apreciavam-no muito. As obras atribuídas a Atenodoro são: Uma obra contra as Categorias de Aristóteles (por vezes creditado a Atenodoro Cordílio). Uma história de Tarso. Uma obra dedicada a Octávia.Plutarco: Vida de Publícola 17. Uma obra intitulada Sobre o zelo e a juventude (περί σπουδη̃ς και παιδείας). Uma obra intitulada Discursos (περίπατοι).

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