thumb|300px|direita|-.Manuscrito armênio medieval. Pecado imperdoável ou Blasfemia contra Espírito Santo é citado por Jesus teologia cristã na Bíblia pecado (Hamartía) em Marcos 3, 29. É um pecado gerado pelo orgulho, falta de humildade e não obediência a Deus.
Passagens bíblicas Diversas passagens na Bíblia são frequentemente interpretadas como fazendo referência ao pecado imperdoável:
As três passagens dos evangelhos sinóticos estão inseridas no contexto da crítica feita ao ministério de Jesus pelos fariseus, que o acusaram de ter seus poderes concedidos por Belzebu (veja Jesus exorcizando o cego e mudo e Parábola do Homem Valente). Além disso, há citações em e uma possível ligação em .
Cristianismo thumb|300px|direita|Santo Tomás de Aquino tratou sobre o tema do pecado eterno e listou seis tipos de blasfêmias para caracterizá-lo.Por Fra Angelico. A teologia geral do pecado é que os pecados cometidos por qualquer pessoa podem ser perdoados por Deus por conta do sacrifício feito por Jesus em sua morte.
Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa A Igreja Católica - assim como a Igreja Ortodoxa e as Igrejas Católicas Orientais - acreditam que a blasfêmia contra o Espírito Santo é de fato um pecado imperdoável ("eterno").
De acordo com o catecismo católico, não há limites para o perdão divino, mas qualquer um que deliberadamente se recuse a aceitar a sua misericórdia pelo arrependimento, rejeita o perdão dos pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. E esta situação poderia levar à impenitência e à danação eternaCf. Catechism of the Catholic Church, para. 1864.
Os católicos geralmente listam seis tipos específicos de blasfêmias contra o Espírito Santo, baseados principalmente em Tomás de AquinoS. th. II/II 14 II: Desespero: que consiste em acreditar que a própria maldade humana é maior do que a bondade divinaPedro Lombardo, Sent. ii. D43/2. Presunção: se alguém deseja obter a glória (da salvação) sem ter os méritos - sem demérito para o arrependimento no leito de morte - ou perdão sem arrependimento. Resistência em conhecer a verdade. Inveja do bem espiritual alcançado pelo próximo, ou seja, do aumento da graça divina no mundo. Impenitência, ou seja, a vontade específica de não se arrepender de um pecado. Obstinação, através da qual alguém, preso ao seu pecado, se torna imune à ideia de que o bem dentro de si existe.
Porém, a Igreja acredita ainda que não há ofensa séria o suficiente que não possa ser removida pelo Batismo ou absolvida pela Confissão e que ninguém, por mau ou culpado que seja, não possa secretamente esperar o perdão. Tomás de Aquino explica que a imperdoabilidade significa que este pecado remove a possibilidade de alguém conseguir alcançar os meios de sua própria salvação, mas que, porém, ela não impede o Todo-Poderoso e misericordioso Deus de remover esse obstáculo através de um milagreS. th. II/II 14 III. Este conceito é novamente afirmado no catecismo, que diz que "as portas do perdão devem permanecer sempre abertas para aqueles que querem se livrar do pecado"Cf. Catechism of the Catholic Church, § 982; cf. .
Protestantismo Os protestantes não tem uma visão unificada para definir o que é de fato um pecado contra o Espírito Santo.
João Calvino escreveu sobre o pecado eterno:
De forma similar, Jacob Arminius definiu-o como "a rejeição e a recusa de Jesus Cristo por meio de malícia e ódio determinados contra Cristo". Porém, Arminius diferia de Calvino por acreditar que o pecado poderia ser cometido por crentes. Armínio chegou nesta conclusão interpretando Combs, William W (2004). The Blasphemy Against the Holy Spirit Detroit Baptist Seminary Journal 9 (Fall 2004).
Algumas interpretações protestantes modernas do pecado incluem o ato deliberado de tachar o bem como mal, como rejeitar a convicção no Espírito Santo, de publicamente atribuir a obra do Espírito Santo a Satanás e atribuir a obra de Jesus a Satanás (sob esta interpretação, o pecado só poderia ser cometido enquanto Jesus estava vivo). Independente da interpretação, os protestantes geralmente concordam que alguém que tenha cometido o "pecado eterno" não é mais capaz de se arrepender e, por isso, de ser perdoado. Assim, alguém que tenha medo de ter cometido este pecado não o cometeu, pois ainda teme.
Islamismo De acordo com o Alcorão, idolatria é um pecado imperdoável, sendo classificado como a confecção de qualquer tipo de imagem relacionada ao divino, bem como arrogância e egoísmoAsma Barlas (2002), pág. 96. Historiadores e sociólogos apontam que para "fugir" da proibição de confecção de obras de arte do divino, os árabes desenvolveram sua escrita, enfeitando-a, tornando ela própria uma "obra de arte relacionada ao divino".Como a Arte Moldou o Mundo (em inglês: How Art Made the World). Apresentado pela TV Escola. 2009. O Alcorão e a tradição profética (Sunnah), definem quatro categorias principais de idolatria no Islã. Rubūbīyah (senhoria): Esta categoria refere-se negação de existe um ser ou seres iguais à Deus ou quase iguais. Al-Asma In-Sifat (os nomes e os atributos de Deus): Esta categoria inclui as práticas de dar atributos ou imagens a Deus e Sua criação, bem como o ato de dar aos seres criados nomes e atributos de Deus. No al-'Ibadah (Culto): Esta categoria refere-se aos atos de culto que são direcionadas para além de Deus. Ash-eximir al-Asghar (Desvio menor): Pessoas que pratiquem caridade ou boa ação com a finalidade de mostrar para as outras pessoas, não sendo uma sincera devoção a Deus, sendo considerado como "um desvio menor".
Ver também Filho da Perdição Vida eterna Harmonia evangélica
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