thumb|left|Castelo de Beaufort (2005). thumb|left|Castelo de Beaufort (1982).

O Castelo de Beaufort, também grafado como Castelo de Belfort (em língua árabe "Shaqif Arnun" ou "Qala'at al-Shaqif"; hebraico: מבצר הבופור, Mivtsār hāBōfōr),Nicolle (2004), p. 57 localiza-se cerca de 1 quilómetro su-sudeste da vila de Arnoun, na província de Nabatieh, no sul do Líbano.

Em posição dominante sobre o rio Litani, ergue-se sobre um íngreme afloramento rochoso, a 700 metros de altitude.

O castelo recebeu o nome de "bel fort" ou "beau fort" (do francês, com o sentido de "belo forte") pelos Cruzados que o ocuparam no século XII. O seu nome em árabe - "Qala'at ash-Shqif" significa "Castelo da Rocha Alta" ("shqif" é a palavra em Aramaico para "rocha alta").

História thumb|esquerda|Imagem aérea do castelo em 1936. Pouco se sabe acerca de sua primitiva estrutura. À época das Cruzadas foi conquistado por Fulque de Jerusalém em 1139, que o doou aos senhores de Sidon. O historiador Hugh Kennedy especula que a construção do castelo Cruzado tenha começado logo após esta doação.Kennedy (1994), p. 43

Saladino conquistou Beaufort em 1190, tendo retornado às mãos dos Cruzados em 1250. Finalmente, em 1268 o sultão Baibars conquistou o castelo.

Beaufort constitui-se em um dos poucos exemplos em que um castelo medieval demonstrou valor e utilidade militar na guerra moderna, como a história do final do século XX mostrou.

thumb|Vista do Castelo de Beaufort thumb|left|Ariel Sharon ao lado do castelo em 1982. thumb|Tanque das Forças de Defesa de Israel em Beaufort, em 1995.

O castelo goza de proteção especial ao abrigo da Lei de Antiguidades do Líbano de 1933, e um decreto específico protege os seus arredores, impedindo qualquer construção. Juntamente com outros três castelos libaneses, foi inscrito na Lista Indicativa do Líbano para Património Mundial da UNESCO em 2019.

No final da década de 1970, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) estabeleceu ali uma das suas principais bases. Uma batalha ocorreu no castelo, que foi ocupado pelo exército israelita durante a Guerra do Líbano de 1982. Israel manteve-o como parte da Zona de Segurança, com um posto avançado nas proximidades, até 2000.

thumb|left|Soldados das Forças de Defesa de Israel no Castelo de Beaufort em 2026.

Em 31 de maio de 2026, a 36ª Divisão Blindada, incluindo a Brigada Golani, a 7ª Brigada, a Brigada Givati ​​e a Unidade Refaim, todas unidades das Forças de Defesa de Israel, recapturaram a fortaleza (e hastearam as respectivas bandeiras de Israel e da Brigada Golani) como parte dos combates contra o Hezbollah na Operação Espadas de Ferro.

Características thumb|O castelo no *Survey of Western Palestine* da PEF (1871–77) Diversos dos grandes castelos Cruzados na Terra Santa foram erguidos no alto de escarpas rochosas, tirando partido das defesas naturais e fortificando o único ponto de acesso. A localização de Beaufort tem um papel de destaque na defesa do sítio, que é naturalmente defendido pelo lado norte. Os primitivos construtores islâmicos projetaram o castelo de modo a incluir um rebaixamento natural da rocha imediatamente a leste, eliminando assim uma das possíveis vias de ataque. Distribuído em duas alas, uma ocupando o terreno mais baixo a leste, o castelo apresenta planta aproximadamente triangular, com aproximadamente 150 por 100 metros. Uma torre de menagem foi erguida contra a muralha oeste da ala superior; esta torre apresenta planta quadrada, com lado de aproximadamente 12 metros. Ao passo que era comum nas suas congéneres da Europa o acesso pelo primeiro pavimento, na Síria a prática era o acesso pelo pavimento térreo, como pode ser observado em Beaufort.

Filme O filme israelita "Beaufort", realizado por Joseph Cedar em 2007, reconstitui os últimos dias de ocupação da fortificação pelas forças israelitas, em 2000.

Bibliografia DEMURGER, Alain. Chevaliers du Christ, les ordres religieux-militaires au Moyen-Age. Paris: Seuil, 2002. ISBN 2-02-049888-X

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