O I Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND) foi um plano econômico implementado no Brasil durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici, no contexto do regime militar. Vigente entre 1972 e 1974, o plano, de caráter Integralista, integrou o ciclo de políticas associadas ao chamado milagre econômico e buscou consolidar a expansão da infraestrutura e da indústria de base no país .

Antecedentes As primeiras iniciativas de planejamento econômico estatal no Brasil remontam ao período do Estado Novo, com o Plano Especial de Obras Públicas e Aparelhamento da Defesa Nacional (1939) e o Plano de Obras e Equipamentos (1943). No pós-guerra, destacaram-se o Plano SALTE (1950) e, posteriormente, o Plano de Metas (1956–1961), seguido pelo Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social (1963–1965) .

Durante o regime militar, foram implementados o Programa de Ação Econômica do Governo (1964–1966) e o Programa Estratégico de Desenvolvimento (1967–1970), que antecederam diretamente o I PND .

Formulação e objetivos O I PND foi instituído pela Lei nº 5.727, de 4 de novembro de 1971 . Sua formulação esteve associada à atuação dos ministros João Paulo dos Reis Velloso e Mário Henrique Simonsen, e articulava-se ao programa Metas e Bases para a Ação de Governo (1970–1974) .

O plano estabelecia como metas principais: crescimento econômico anual entre 8% e 9%; inflação inferior a 20% ao ano; ampliação das reservas cambiais .

Seu objetivo central era ampliar a infraestrutura econômica do país, com ênfase nos setores de transportes, telecomunicações, energia e indústria de base, incluindo os ramos naval, siderúrgico e petroquímica .

O plano também reforçou o papel das empresas estatais e dos bancos públicos na coordenação dos investimentos, caracterizando um período de forte intervenção estatal na economia .

Execução A execução do I PND envolveu grandes projetos de infraestrutura, como a Ponte Rio-Niterói e a rodovia Transamazônica. O período também coincidiu com a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, cuja concepção se insere no contexto das políticas energéticas da época.

Nos primeiros anos, os resultados econômicos foram expressivos, com taxas de crescimento elevadas e inflação relativamente controlada, consolidando o auge do chamado milagre econômico .

Declínio e transição A Crise do petróleo de 1973 impactou negativamente a economia brasileira, elevando custos de importação e pressionando o balanço de pagamentos. Esse cenário levou à reorientação da política econômica no governo do general Ernesto Geisel, sucessor de Médici.

Como resposta, foi elaborado o II Plano Nacional de Desenvolvimento, que buscou adaptar a estratégia de crescimento às novas condições internacionais .

Ver também Milagre econômico brasileiro Regime militar no Brasil (1964–1985) Cronologia dos planos de estabilização econômica do Brasil II Plano Nacional de Desenvolvimento

Planos anteriores Plano Especial de Obras Públicas e Aparelhamento da Defesa Nacional (1939) Plano de Obras e Equipamentos (1943) Plano SALTE (1950) Plano de Metas (1956-1961) Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social (1963-1965) Programa de Ação Econômica do Governo (1964-1966) Programa Estratégico de Desenvolvimento (1967-1970) Plano de Integração Nacional (1970-1972)

Bibliografia

Categoria:1972 na economia Plano Nacional de Desenvolvimento, 1 Categoria:Governo Emílio Médici Categoria:Integralismo no Brasil Categoria:Planejamento econômico no Brasil