Imburana (Commiphora leptophloeos) é uma árvore nativa na caatinga, no pantanal e no chaco. Seu nome popular deriva palavras em língua tupi y-mb-ú (árvore de água) e ra-na (falso), formando assim a palavra imburana (falso imbu).

Características Árvore resinosa de 6-9 metros, muito esgalhada, com ramos de crescimento tortuoso, dotada de espinhos agudos e fortes Casca do tronco lisa, que se desprende em lâminas finas, muito irregulares, variando de cor conforme a idade da planta (verde quando jovem e laranja-avermelhado quando idosa) Folhas alternas, compostas por 3 a 9 folíolos (geralmente 7) Flores pequenas, de 3-4 milímetros de comprimento, verde bem claro, isoladas ou reunidas em pequenos grupos Fruto globoso de 1,5 cm de diâmetro, de cor verde, com polpa agridoce e comestível quando bem maduro, contendo um única semente rígida e rugosa com diâmetro maior que 1 cm, negra em seu interior e branca na base, onde é coberta por um arilo vermelho

Ecologia Planta decídua, heliófita, xerófita, apresenta dispersão contínua, porém ampla. Tem suas sementes disseminadas por pássaros. Preferem solos calcários, bem drenados e profundos. Abelhas silvestres sem ferrão (gêneros Melipona e Trigona) fazem seus ninhos em troncos ocos de imburana. As primeiras flores aparecem no fim da estação seca (de novembro a janeiro), em ramos ainda desfolhados, mas acompanha o início da nova folhagem na estação chuvosa. Os frutos amadurecem de 4 a 5 meses depois, com o início da queda das folhas Se propaga por sementes e por estacas

Importância Fruto comestível quando bem maduro Extração de óleo medicinal e chá da casca tônico e cicatrizante Tronco e copa frondosa muito ornamentais No Brasil as sementes de Imburana são utilizadas na preparação de Rapé medicinal.

Bibliografia Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades MAIA, G. N. D&Z Computação Gráfica e Editora, São Paulo, 2004

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