"Till the World Ends" é uma canção da artista musical estadunidense Britney Spears, servindo como o segundo single de seu sétimo álbum de estúdio, Femme Fatale (2011). Foi composta por Kesha, Alexander Kronlund, Dr. Luke e Max Martin, e produzida pelos dois últimos juntamente com o Billboard. A primeira explicou que a sua principal inspiração para a escrita da faixa foi imaginar Spears ou qualquer outra cantora em turnê pelo mundo. Em 2 de março de 2011, a capa do single e um trecho da música foram publicados na internet. A versão completa da composição vazou online em 3 de março, e foi lançada oficialmente no dia seguinte.
"Till the World Ends" é uma obra que contém andamento acelerado dos gêneros dance-pop e electropop com batidas electro. A faixa abre com sirenes, e tem elementos do trance e eurodance. O número apresenta letras em que a intérprete canta sobre dançar até fim do mundo. A música teve comparações a sucessos anteriores de artistas como Kesha e Enrique Iglesias. A canção recebeu revisões geralmente positivas da mídia especializada, com os críticos chamando-a de uma faixa dance cativante e elogiando seu hino apocalíptico.
A obra possui diferentes remixes, mais notavelmente The Femme Fatale Remix, que contém as participações de Nicki Minaj e Kesha, e que foi lançado em 25 de abril de 2011. A produção aperfeiçoada adiciona um rap de Minaj no início, novos vocais cantandos por Kesha e uma repartição de dubstep. A edição dançante recebeu revisões positivas da mídia especializada, com a maioria elogiando a diversidade do trio e o verso cantado por Minaj. "Till the World Ends" entrou no repertório dos dez mais vendidos em países como Austrália, França, Irlanda, Nova Zelândia, Suécia e Suíça. O remix que conta com os vocais de Nicki Minaj e Kesha impulsionou o single entre os cinco primeiros na tabela canadense Canadian Hot 100 e na estadunidense Billboard Hot 100. No entanto, a composição teve um desempenho mediano no gráfico britânico UK Singles Chart.
O vídeo acompanhante foi lançado em 6 de abril de 2011 com direção a cargo de Ray Kay e sua coregrafia desenvolvida por Brian Friedman. As cenas retratam Spears em uma festa dançante subterrânea situada em 21 de dezembro de 2012. Os críticos notaram semelhanças com o vídeo "I'm a Slave 4 U" (2001), e, predominantemente, deram opiniões positivas ao roteiro da produção de "Till the World Ends". A versão focada na coreografia foi lançada em 15 de abril. A gravação audiovisual também foi nomeada a duas categorias no MTV Video Music Awards de 2011, tendo ganhado a de Melhor Vídeo Pop. A cantora interpretou a canção nos programas Good Morning America e Jimmy Kimmel Live!, a artista divulgou a obra juntamente com Nicki Minaj nos Billboard Music Awards de 2011. A faixa também faz parte do repertório da Femme Fatale Tour, turnê de divulgação do disco.
Antecedentes e contexto
"Till the World Ends" foi composta por Kesha, Alexander Kronlund, Dr. Luke e Max Martin, e produzida pelos dois últimos juntamente com o Billboard. Em entrevista à Spin, a primeira anunciou que tinha co-escrito uma música com Luke e Martin para o álbum Femme Fatale. A compositora explicou que a faixa foi inspirada por ela "imaginando [Spears] e qualquer outra cantora em turnê pelo mundo. Quando você sai, e está tendo uma noite mágica e incrível, você não quer ir dormir, você quer que ela dure até o mundo acabar." Em 2 de março de 2011, a capa do single, na qual Spears aparece sentada no encosto de um sofá usando um suéter e saltos, foi publicada no Deezer.com. Sendo seguida por um trecho de 30 segundos da canção, que apareceu na Amazon alemã. "Till the World Ends" vazou na internet em 3 de março, o que levou a artista a postar horas mais tarde em seu Twitter: "Parece que o gato saltou da bolsa..." A cantora estreou o single oficialmente no dia seguinte no programa de rádio de Ryan Seacrest, On Air with Ryan Seacrest e o disponibilizou na iTunes Store algumas horas depois. Após o anúncio, Kesha falou à MTV News declarando que: "Eu me considero uma compositora antes e acima de tudo, por isso é uma honra escrever para um dos maiores ícones da música pop." Durante uma entrevista com Seacrest, Spears descreveu "Till the World Ends" como "divertida": "Eu gosto. Tem uma boa energia. [...] Eu sou uma pessoa de vibrações, e eu acho que amo músicas que me deixam de bom humor, e se ela me deixa de bom humor, para mim está aprovada."
Composição
"Till the World Ends" é uma canção de andamento acelerado dos gêneros dance-pop e electropop com uma batida electro e elementos de trance e eurodance. A música abre com sirenes e uma linha de baixo "escaldante". Spears fornece vocais confiantes e soprosos, em letras como "Se você quer toda essa coisa boa / Mais louca que os remixes / Querido, deixe-me enlouquecer sua cabeça hoje"No original: "If you want this good shit / Sicker than the remix / Baby let me blow your mind tonight". No refrão, a faixa fica mais lenta, enquanto a artista canta "Eu não aguento mais / Nunca me senti assim antes / Venha, me pegue na pista / DJ, o que você está esperando?"No original: "I can't take it take it take no more / Never felt like felt like this before / Come on get me get me on the floor / DJ what you what you waiting for?". A melodia continua em um segmento de coral, no verso repetitivo "whoa-oh-oh-oh". A linha foi comparada por Scott Shettler do site AOL a "repetições de palavras rápidas" feitas por Kesha.
Gerrick Kennedy do jornal Los Angeles Times afirmou que gosta do single anterior da artista, "Hold It Against Me": "A principal intenção de Spears com sua nova música de trabalho parece ser manter a pista de dança pulsando com corpos suados". Jason Lipshutz da revista Billboard disse que a faixa lembra antigos sucessos de Taio Cruz, Robyn e Enrique Iglesias. Allison Stewart do The Washington Post sentiu a canção era comparável a "Tonight (I'm Lovin' You)" de Iglesias (2010). Sal Cinquemani da Slant Magazine e um revisor do Popjustice comparou a composição a "Blow" de Kesha (2011). De acordo com a partitura publicada no Musicnotes.com, "Till the World Ends" está escrita no tempo de assinatura comum, com uma batida dance moderada infundida no metrônomo de 132 batimentos por minuto. Composta na tonalidade de Dó menor; os vocais de Spears variam da baixa-tonalidade de Si♭3 a elevada nota de Dó5. Liricamente, a canção é sobre dançar até o fim do mundo.
Crítica profissional
Ryan Brockington do New York Post chamou a faixa de "incrível". Jon Dolan da Rolling Stone deu a canção três estrelas e meia de cinco, declarando: "Você quer uma música de festa, chame um festeiro" e descrevendo-a como "um ritmo que soa como porcarias dirigíveis e milhares de marinheiros bêbados descamisados cantando juntos no refrão." Gerrick Kennedy do jornal Los Angeles Times chamou a música de "cativante" e acrescentou que a era Femme Fatale "já mostra uma Spears inegavelmente mais confiante." Mike Collett-White, da Reuters considerou a faixa como um hino de dança. Robert Copsey da Digital Spy deu ao número cinco de cinco estrelas e disse que a música é inquestionavelmente uma produção de Dr. Luke, mas "de alguma forma Britney é que consegue sair por cima." Copsey continuou a chamá-la de seu número mais edificante desde "Stronger" (2000), e acrescentou que "para fãs de longa data de Britney, esse é o retorno que todos nós estavamos esperando."
Bill Lamb do About.com pontuou a canção com quatro estrelas e comentou que ela "seria um som contínuo nas rádios e traria multidões para as pistas de dança". Jed Gottlieb do jornal Boston Herald deu a música um B+, apontando que os fãs de música pop sempre buscavam por ganchos fortes, refrões "pegajosos" e uma ponte que decompõe-e-recompõe, declarando em seguida que a obra possui os três aspectos. Edna Gundersen do USA Today chamou o número de "um pedaço elegante e incrivelmente cativante", e disse que, embora a música seja uma produção inconfundível de Dr. Luke, Spears "mantém confiantemente seus próprios vocais felinos." Allison Stewart do The Washington Post declarou que a canção "é a faixa mais alegremente dançante de Spears em muito tempo." Andy Gill do The Independent selecionou a canção junto com "Criminal", como os picos de download de Femme Fatale. Evan Sawdey do PopMatters, disse que "Till the World Ends" define o ritmo do disco. Keith Caulfield da Billboard declarou que a faixa tem uma "cobertura agitada em seu coral", mas criticou as letras, dizendo que não eram inovadoras. Sal Cinquemani da Slant Magazine comparou "Till the World Ends" a "Blow" de Kesha, dizendo que está indeciso em qual das faixas ele mais gosta. Um revisor da Popjustice também comparou a composição a "Blow", mas disse que "Till the World Ends" não era tão boa.
Remixes Um remix de Bolywood da faixa foi feito pelos produtores musicais indianos Salim e Sulaiman Merchant, e lançado no portal DesiHits.com. A edição também inclui influências de Desi através de batidas de instrumentos comuns na música da Índia como dholki, dhol e tumbi. Baba Kahn do equipe de produção Culture Shock declarou: "Nosso objetivo era levar o single de Britney e dar aos fãs uma adrenalina completamente Desi. O resultado é uma montanha-russa de Desi em que todo o mundo quer participar." Por sua parte, Mark Flaherty, vice-presidente sênior da Jive Label Group disse:
A edição dançante de "Till the World Ends", com a participação de Kesha e da rapper Nicki Minaj, vazou online em 22 de abril de 2011. No mesmo dia, três contagens regressivas com as linhas da canção apareceram nos sites oficiais das três. O intitulado The Femme Fatale Remix foi lançado no iTunes em 25 de abril. No mesmo dia, Spears postou a capa do remix em seu Twitter. A nova versão combina a melodia original de "Till the World Ends" com melodias de baixo mais fortes durante o início, e começa com Minaj interpretando com intensidade seu verso de rap sobre uma inimiga, em linhas como "Disse que eles te reviveram, desculpe, mas alguém mentiu/Eu não estou falando de aves quando digo que essa galinha está frita."No original: "Told you they'd revive your career, but somebody lied/I ain't talkin' poultry when I say this chicken's fried". Em seguida Spears canta o primeiro verso, após isso, Nicki Minaj diz: "É a Britney, vadia. Eu sou Nicki Minaj e essa é Kesha!",No original: "It's Britney, bitch. I'm Nicki Minaj and that's Kesha!". e o refrão seguinte é cantado pela última. Spears prossegue com a música e é acompanhada por Kesha no final do segundo verso e na ponte. O remix também possui uma repartição de dubstep, rememorativo ao interlúdio de "Hold It Against Me".
Tina Hart do MSN britânico declarou que "[Minaj] mantem seu comportamento 'durão'" na música. O website LGBT australiano Samesame.com.au qualificou o verso da rapper como "fantástico", e o de Kesha "um pouco estranho", dizendo que soava como um Lado B do extended play da última, Cannibal. Maura Johnston do jornal The Village Voice destacou a repartição de dubstep e Minaj "na qual parece ser a única energizada na canção, esticando e dobrando sua voz como se fosse um boneco do Homem-Borracha." Kyle Anderson da revista semanal Entertainment Weekly disse que "como a maioria de outros remixes, preferimos a versão original". Anderson também afirmou que a contribuição de Kesha é "geralmente ignorada" e a de Minaj não flui bem com o resto do número.