Avaaz.org (ou simplesmente Avaaz) é uma rede para mobilização social global através da Internet. Sua principal missão é mobilizar pessoas de todos os países para construir uma ponte entre o mundo em que vivemos e o ''mundo que a maioria das pessoas quer''. Fundada em 2007, conjuntamente pela Res Publica, um grupo de advocacia global da sociedade civil, e pelo MoveOn.org, um grupo de ativismo online dos Estados Unidos, que uniram suas experiências no campo jurídico e de ativismo online para formar o Avaaz.org. O site da avaaz.org é operado pela Fundação Avaaz, uma associação sem fins lucrativos. Em 2012 foi criado um novo site de abaixo-assinados da Comunidade da Avaaz, que encoraja as pessoas a criarem suas próprias campanhas usando as ferramentas de abaixo-assinados online da Avaaz—o site permite que pessoas ao redor do mundo iniciem campanhas com âmbito local, nacional e internacional.
Hoje, a Avaaz está presente em 16 línguas, possui mais de 45 milhões de membros espalhados por 194 países e coordena mobilizações em todo o mundo. Os países com maiores números de membros são o Brasil, com mais de 10 milhões de membros e a França, com mais de 4 milhões de membros.
Co-fundadores Grupos Avaaz.org foi co-fundada pela Res Publica, uma "comunidade de profissionais do setor público dedicada a promover a boa governança, virtudes cívicas e a democracia deliberativa", e pela MoveOn.org, um grupo de advocacia progressista sem fins lucrativos dos Estados Unidos. Avaaz também teve o apoio da Service Employees International Union, parceiro na fundação, e da GetUp!, uma organização de campanhas sem fins lucrativos com base na Austrália.
Indivíduos Os indivíduos que co-fundaram a Avaaz incluem Ricken Patel, Tom Pravda, ex-parlamentar do Estado americano da Virginia, Tom Perriello, Eli Pariser, diretor-executivo da MoveOn, David Madden, empreendedor progressista australiano, Jeremy Heimans (co-fundador da Purpose.com), e Andrea Woodhouse O conselho da Avaaz é formado por Ricken Patel (presidente), Tom Pravda (secretário), Eli Pariser (presidente do conselho), e Ben Brandzel (tesoureiro).
Liderança O fundador-presidente da Avaaz, e diretor-executivo, é Ricken Patel, de origem canadense e britânica.. Ele é formado em PPE (Politics, Philosophy, Economics) na Balliol College, Oxford University, e possui um mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Harvard. Ele trabalhou para o International Crisis Group em vários lugares do planeta, incluindo Serra Leoa, Libéria, Sudão e Afeganistão, onde diz ter "aprendido a colocar forças rebeldes em uma roda de negociação, monitorar eleições, restaurar a fé da opinião pública em sistemas políticos corruptos e a identificar quando potências estrangeiras estão sendo manipuladas." Ele voltou para os EUA e se tornou voluntário da MoveOn.org, onde aprendeu a utilizar ferramentas digitais para o ativismo.
Lista de assuntos abordados A Avaaz atua em assuntos como:
Emergências Corrupção Direitos humanos Ambiente Liberdade de imprensa Conflitos Democracia
No âmbito destes temas gerais a Avaaz iniciou abaixo-assinados como: Brasil: uma solução para as drogas, Avaaz foi Atacada - Guerra Cibernética vs Poder Popular, entre outros.
Campanhas realizadas 2007 As primeiras campanhas da Avaaz, no ano de 2007, incluíram esforços para apoiar ativistas pró-democracia em Mianmar, impedir a escalada militar no Iraque, e uma solução para o conflito em Israel-Palestina. Em janeiro, a primeira campanha da Avaaz trouxe 87 mil "manifestantes virtuais" contra a escalada militar no Iraque em um protesto pacífico, em Washington, DC. O protesto foi paralelo ao lançamento de um novo plano para acabar com a guerra e preservar depósitos de petróleo do Iraque para o povo iraquiano. Em março, membros se uniram em prol de uma solução justa e pacífica para o conflito entre Israel e Palestina. Em apoio a essa causa, a Avaaz fez um vídeo, Stop The Clash, que teve mais de 2,5 milhões de acessos, com nove diferentes versões linguísticas e foi eleito o vídeo do YouTube Político do Ano de 2007. Em outubro, mais de 800 mil membros assinaram uma petição em apoio a monges e ativistas pró-democracia na Birmânia. A petição, entregue ao primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu à China, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e a outros parceiros importantes para se oporem à violenta repressão da junta birmanesa
2008 Durante esse ano a comunidade da Avaaz fez campanhas para banir as bombas de fragmentação, trazer a democracia real para o Zimbabwe, fez campanhas inovadoras sobre o Tibete, entre outras. Em março, depois que o presidente Robert Mugabe foi reeleito em eleições fraudulentas, 150.000 membros da Avaaz apelaram ao aliado-chave de Mugabe, o presidente Sul Africano, Thabo Mbeki, para pressionar Mugabe por uma reforma democrática real. Em abril, depois de uma violenta repressão aos protestos e tumultos no Tibete, 1,5 milhão de membros da Avaaz pediram um diálogo significativo entre a China e o Dalai Lama. No mês seguinte, cerca de 2.000 membros usando camisteas com a frase "uma China" formaram uma corrente humana desde o Dalai Lama até a embaixada chinesa em Londres - um gesto concreto de boa vontade culminando em um protesto com um momento de silêncio pelas vítimas do terremoto em Sichuan. Em maio, o sobrevivente de uma bomba de fragmentação, Branislav Kapetanovic, enviou um vídeo de apelo aos membros da Avaaz, que enviou 164.272 e-mails para os líderes do governo pedindo a proibição global dessas armas. Mais de 100 países assinaram um sólido tratado.
2009 Durante 2009, membros da Avaaz divulgaram um enorme alerta sobre as questões climáticas, lutaram para proteger a Amazônia brasileira, ajudaram as vítimas do ciclone que atingiu Mianmar, proporcionaram segurança alimentar para o mundo em desenvolvimento e lançaram uma campanha publicitária em Washigton para fechar o centro de detenção de Guantanamo. Com os preços dos alimentos subindo, o ministro das Relações Exteriores de Serra Leoa, Zainab Bangura, gravou um vídeo pedindo ajuda aos membros da Avaaz. Mais de 360.000 membros responderam e no encontro de emergência alimentar, em Roma, governos doadores prometeram bilhões em ajuda alimentar de emergência. Quando o governo de Mianmar impediu os trabalhadores humanitários de fornecerem suprimentos de necessidade após o ciclone Nargis, 25.000 membros da Avaaz de 125 países doaram US$ 2 milhões para apoiar os esforços dos monges e socorrer as vítimas. Em resposta a um projeto que significaria entregar uma grande parte da Amazônia brasileira ao agronegócio, os membros da Avaaz no Brasil fizeram 14.000 telefonemas e enviaram 30.000 mensagens on-line para o escritório do presidente Lula. O projeto foi derrotado. Com milhares de doações de membros, a Avaaz lançou uma campanha publicitária em Washington para protestar contra a tortura e os maus-tratos contra os presos no centro de detenção de Guantanamo. Em 21 de setembro de 2009, a Avaaz encenou uma "chamada de atenção global" para pressionar os líderes mundiais a tomar medidas sobre o clima. Em 12 de dezembro de 2009, a Avaaz organizou 3.241 vigílias à luz de velas em 139 países, mais uma vez para pressionar os participantes da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009 para chegar a um acordo real, United Nations Climate Change Conference 2009 to reach a "Real Deal", e publicou anúncios no jornal Financial Times para chamar os líderes mundiais para "financiar a luta para salvar o mundo".
2010 Em 2010, a Avaaz fez campanhas para defender os oceanos, proteger a liberdade de expressão na Itália, entregar ajuda para as vítimas do terremoto no Haiti e das enchentes no Paquistão, combater a legislação antigay em Uganda, lutar contra a corrupção no Brasil e parar com o "estupro corretivo" na África do Sul. Em janeiro, um terremoto devastador atingiu o Haiti. Milhares de membros contribuíram com mais de US$ 1,3 milhão para o socorro e a recuperação do local, direcionando os recursos para grupos locais com alimentos e remédios. Meses depois, em agosto, quando as enchentes atingiram o Paquistão, membros arrecadaram quase US$ 1 milhão, que foi dado diretamente aos parceiros locais. Em julho, 340 mil membros italianos ajudaram a parar a Legge Bavaglio, ou "lei da mordaça", destinada a silenciar editores e jornalistas. Também em julho, os membros da Avaaz se uniram por um projeto de lei anticorrupção no Brasil, conhecida como Ficha Limpa. Foi a maior campanha online na história do Brasil até aquele momento, culminando com uma petição de 2 milhões de assinaturas. Em dezembro, mais de um milhão de pessoas de todos os países da UE participaram na Iniciativa dos Cidadãos da Europa - um processo que permite que pessoas apresentem petições oficiais exigindo uma resposta. Membros da Avaaz pediram um congelamento imediato dos alimentos geneticamente modificados que entram na UE. Em abril, 450 mil membros assinaram uma petição para o presidente do Parlamento de Uganda condenando um projeto de lei que poderia ter sentenciado ugandenses gays à morte. À frente das negociações de paz, a Avaaz fez campanha contra a construção de assentamentos israelenses e pediu por uma solução justa de dois Estados.
2011 Em 2011 a comunidade da Avaaz trabalhou para acabar com a corrupção na Índia, incentivar hotéis a proteger as mulheres da escravidão sexual, apoiar a revolução pró-democracia que varre o mundo árabe, desafiar o império da mídia de Rupert Murdoch, e muito mais. Mais de 317.000 membros da Avaaz advertiram o CEO do Hilton que, a menos que ele parasse de fazer vistas grossas para o tráfico sexual em hotéis, a Avaaz publicaria contundentes anúncios em sua cidade natal. O Hilton então concordou em treinar todos os seus 180.000 funcionários internacionais a identificar e prevenir a escravidão sexual. Solidariedade com o povo do Egito: uma petição online lançada em janeiro de 2011 para expressar solidariedade ao povo do Egito durante os protestos em 2011, em que o povo egípcio tentou remover pacificamente o regime ditatorial do presidente Hosni Mubarak, a fim de estabelecer a democracia . Apelamos para os delegados do Conselho de Segurança das Nações Unidas, chanceleres europeus, e o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança a impor ações específicas para impedir e punir a violência contra civis na Guerra Civil da Líbia em 2011 para criar uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. Petição para o primeiro-ministro da Índia, em apoio a Anna Hazare, que começou um jejum para instar o governo a aprovar uma lei rigorosa contra a corrupção. Como parte de sua campanha contra o império de Rupert Murdoch, membros da Avaaz realizaram 1.000.000 ações online, fizeram milhares de telefonemas, enviaram 250.000 mensagens para consultas oficiais, patraocinaram três pesquisas nacionais sobre a necessidade de regras mais fortes de mídia. No Inquérito Leveson, o secretário de Cultura, Jeremy Hunt, confirmou que as intervenções da Avaaz retardaram significativamente a sua decisão sobre a aquisição da BSkyB no verão passado, quando 40 mil cartas de membros da Avaaz inundaram sua consulta em abril.
2012 Em 2012, a Avaaz trabalhou para se proteger contra ataques à liberdade na Internet, proteger o poder de escolha para as mulheres hondurenhas, angariar apoio para o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis antes da Rio+20, e trabalhou para quebrar o blackout da mídia na Síria. Trabalhando com outras organizações, como DemandProgress, 3 milhões de membros em todo o mundo assinaram uma petição se opondo ao SOPA, um projeto de lei que poderia ter dado ao governo dos EUA o direito de tirar sites como o YouTube e o WikiLeaks do ar. Os esforços de colaboração destes grupos eliminaram a proposta. Em fevereiro, quase três milhões de membros em todo o mundo assinaram uma petição para impedir outra ameaça global à liberdade na Internet, conhecida como ACTA.