A Polícia Militar do Paraná está entre os pioneiros da aviação no Brasil. A Corporação adquiriu seu primeiro aeroplano em 1918, cuja iniciativa serviu de base para a fundação da Escola Paranaense de Aviação; o que veio a colaborar para o desenvolvimento da aviação civil e militar no Estado do Paraná.Um capitulo da história de nossa aviação, de Wallace Requião de Mello e Silva. thumb|right|350px|Aeroplano Sargento da Polícia Militar do Paraná - 1918. thumb|right|350px|Logotipo da Escola Paranaense de Aviação - 1918. thumb|right|350px|<center>Aeronaves do BPMOA. Origens thumb|right|270px|Oficiais do Exército Brasileiro, dentre eles o General Setembrino de Carvalho e o Tenente Ricardo Kirk, e oficiais da Polícia Militar do Paraná, Coronel Fabriciano do Rego Barros (Cmd-geral) e Capitão João Alexandre Busse. O emprego de aeronaves na Guerra do Contestado (1912 a 1916) e a convivência com os pioneiros da Aviação Militar do Exército Brasileiro, dentre eles o Tenente Ricardo Kirk, aguçou no efetivo da Polícia Militar do Paraná (PMPR) o desejo de adquirir seus próprios aeroplanos.
Outro grande incentivo foi a vinda ao Paraná do aviador Cícero Marques, um dos fundadores da Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo, atual Polícia Militar do Estado de São Paulo. Cícero Marques adquiriu seu brevê de piloto na França e realizou diversos voos em Curitiba, colocando-se voluntariamente à disposição do Exército para atuar na Guerra do Contestado. Ele apenas pediu uma nova aeronave da Escola Brasileira de Aviação, pois a potência do motor de seu avião era insuficiente para as missões militares; entretanto sua oferta foi recusada. O Avião na Campanha do Contestado - Alcyr Lintz Geraldo.
1916, época em que chegara a Curitiba o primeiro avião, pilotado por Cícero Marques, transformando-se logo em novidade geral. Como não havia campo de aviação , foi utilizada a pista de corrida do Prado Velho para que o avião pudesse aterrissar. Apresentando-se ao público nesse local, Cícero Marques fez uma série de evoluções com o avião e, ao final de uma delas, quando empreendia nova aterrissagem , teve quebrada a hélice do aparelho ao tocar o solo. Na ocasião , não existia outra hélice no Brasil. Para vir da Europa, de navio, a peça levaria cerca de três meses. Foi ai que Jorge Leitner, conhecedor da capacidade artesanal dos Essenfelder, teve a ideia de procurá-los, expondo-lhes o problema. Em companhia do piloto do avião, vieram à Fábrica Essenfelder, mostrando-lhes a hélice quebrada e perguntando-lhes se eram capazes de fazer outra igual. Mesmo não dispondo de tempo suficiente, face ao trabalho na fábrica, Floriano foi quem aceitou o desafio e, depois de examinar detalhadamente a hélice quebrada, reuniu a madeira adequada e começou logo a trabalhar. Entusiasmou-se tanto pelo serviço que passou a executá-lo durante a noite, para ganhar tempo.
O aprendizado recebido do pai, somado ao grande interesse que nutria pela arte de construir pianos, fez de Floriano Helmut Essenfelder um industrial competente. Mas, além de seu talento de construtor e da sua exemplar assiduidade ao trabalho, entrou para as páginas da história com a honra de ser o autor da "primeira hélice de avião produzida no Brasil". Isso somente foi possível graças à arte, à boa vontade e ao espírito empreendedor do jovem industrial.
Esse fato aconteceu em 1916, época em que chegara a Curitiba o primeiro avião, pilotado por Cícero Marques, transformando-se logo em novidade geral. Como não havia campo de aviação , foi utilizada a pista de corrida do Prado Velho para que o avião pudesse aterrissar. Apresentando-se ao público nesse local, Cícero Marques fez uma série de evoluções com o avião e, ao final de uma delas, quando empreendia nova aterrissagem , teve quebrada a hélice do aparelho ao tocar o solo. Na ocasião , não existia outra hélice no Brasil. Para vir da Europa, de navio, a peça levaria cerca de três meses. Foi ai que Jorge Leitner, conhecedor da capacidade artesanal dos Essenfelder, teve a ideia de procurá-los, expondo-lhes o problema. Em companhia do piloto do avião, vieram à Fábrica Essenfelder, mostrando-lhes a hélice quebrada e perguntando-lhes se eram capazes de fazer outra igual. Mesmo não dispondo de tempo suficiente, face ao trabalho na fábrica, Floriano foi quem aceitou o desafio e, depois de examinar detalhadamente a hélice quebrada, reuniu a madeira adequada e começou logo a trabalhar. Entusiasmou-se tanto pelo serviço que passou a executá-lo durante a noite, para ganhar tempo.
Antes que estivesse totalmente pronta, Floriano não deixou que ninguém visse a nova peça, terminando-a em tempo recorde, pouco mais de vinte dias. Para surpresa de todos, aquela hélice aqui construída era mais leve e mais resistente que a original. Aplicada ao avião, a peça foi posta a funcionar, atendendo plenamente às exigências. A tarefa estava cumprida. Mais tarde, o Governo do Estado fazia igual pedido de outra hélice e Floriano fabricou-a, igual à primeira, tendo sido levada ao Uruguai, onde fez parte da mostra industrial do Paraná, na Exposição Sul-Americana. Em consequência dessas exposição, Floriano ganhou um diploma e uma medalha de ouro. O mais importante é que alguns observadores franceses viram o trabalho e, sem muito tardar, chegou uma proposta do Governo Francês, vinda de Paris, pedindo-lhe que construísse um número expressivo de hélices. Ao receber a noticia por telegrama , ponderou e resolveu não atender à solicitação, justificando, segundo palavras de sua esposa, três motivos principais: 1 — Sendo alemão de nascimento, não poderia fabricar hélices para a França, que estava em guerra contra a Alemanha; 2 — 0 Brasil não participava da guerra; 3 — Seu pai não queria que se descuidasse dos afazeres próprios e ele mesmo não admitia se afastar da fábrica de piano, pois nas horas difíceis Floriano era um incansável lutador. A ele se deve grande parcela do sucesso de F. ESSENFELDER CIA. LTDA.
Durante a guerra de 1945, realizou importante trabalho: projetou várias máquinas para produção de pianos, principalmente aquelas destinadas à elaboração de peças dos mecanismos, uma vez que a época não permitia a importação e era de vital importância possuí-las.
O seu grande espírito humanitário fez dele um participante de diversas sociedades filantrópicas, tendo recebido, no dia 6 de maio de 1958, o título de "Cidadão Honorário de Curitiba ". Foi agraciado com a "Medalha de Mérito de Santos-Dumont", concedida pelo Ministério da Aeronáutica em 1961. Como desportista, praticou vários esportes e foi um dos atletas do Coritiba Foot Bali Club, destacando-se também em competições de tiro ao alvo e caça.
Nessa época, a imprensa curitibana enalteceu-lhe a personalidade enfocando o fato que lhe proporcionou tão excelso merecimento: "Um dia, quando se compuser devidamente a história do progresso industrial de nossa terra, o nome Essenfelder refulgirá em lugar de honra ".thumb|left|230px|Alberto Santos Dumont ao lado do Presidente Afonso Camargo, em 8 de maio de 1916, em Curitiba. Em 1916 Santos Dumont veio ao Paraná e visitou Foz do Iguaçu, Guarapuava, Ponta Grossa, Paranaguá, Morretes, Antonina e Curitiba; tendo sido recebido pelo Presidente do Estado, Affonso Alves de Camargo.Memória da Aviação em Curitiba - Boletim da Casa Romário Martins, N° 30, Curitiba, PR.
Surgiu então, na Sociedade Beneficente e Recreativa dos Oficiais Inferiores,Oficiais Inferiores constituíam uma antiga categoria da hierarquia militar, composta pelo Sargento Ajudante e o Primeiro Sargento. atual Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos (SBSS), a ideia de abrir uma subscrição para a coleta de donativos para a compra de um avião.
No início de 1917 a proposta foi endereçada ao Comandante-geral do Regimento de Segurança (PMPR), que deu o "Concordo", e encaminhada ao Presidente do Estado, Affonso Alves de Camargo, que deu o "Autorizo".
Em abril do mesmo ano foi formada uma Comissão de Sargentos, constituída pelo Sargento Ajudante Estácio dos Santos, e os Primeiros Sargentos: João Mateck, Oscar de Barros, João Dohms, Laurindo Olegário Dias, Orestes Fernandes dos Santos e Higino Perotti, para o recolhimento das doações. Todo valor arrecadado passou a ser publicado nas Ordens do Dia da Corporação; e em janeiro de 1918 já se havia obtido a quantia de Dezoito Contos de Réis, o suficiente para a compra de uma aeronave.
Na época os jornais informavam que o aviador Elígio Benini, no Rio de Janeiro, oferecia um aeroplano à venda. Foi então designado o Sargento Perotti (especialista mecânico) para viajar até o Rio, e verificar as condições da compra e do aparelho. A oficialização da aquisição entretanto, foi feita pessoalmente pelo próprio Comandante-geral, Coronel Fabriciano do Rego Barros.
Batismo da aeronave Em 6 de janeiro de 1918 o avião chegou a Curitiba, e em 1 de fevereiro foi testado o funcionamento de seu motor; tendo sido realizado um pequeno voo de cinco minutos para teste, e às escondidas, para não estragar a festa de batismo.
Em 05 de fevereiro, com o intuito de divulgar a festa do batizado, foi realizado um grande sobrevoo sobre a cidade. O voo, do Portão, se iniciou sobre o Batel, seguiu sobre a Praça General Osório e Rua XV de Novembro, até o Palácio do Governo do Estado, então na atual Avenida Barão do Rio Branco, 395. Dali contornou sobre as “florestas” da região do Cajuru e retornou à base, passando pelas proximidades de São José dos Pinhais.
O batizado do aeroplano foi realizado em 17 de fevereiro pela Sra. Etelvina Rebello de Camargo, Primeira Dama do Estado, e a solenidade ocorreu no Jockey Club do Paraná, com a presença de quatro mil pessoas. Até o momento do batismo ninguém sabia qual seria a denominação da aeronave. Foi uma surpresa para os oficiais inferiores, quando a Primeira Dama fixou sobre o leme do aparelho uma faixa verde e branca, cores do Estado do Paraná, com a designação "Sargento", uma justa homenagem à iniciativa dos militares da corporação.Jornal A República, 18 de fevereiro de 1918. Em seguida, sob os acordes da Banda de Música, o piloto Luiz Bergmann decolou e lançou a seguinte mensagens de agradecimento à população:
Escola Paranaense de Aviação thumb|right|240px|Morane-Saulnier no Show Aéreo de Paris. Como a compra do aparelho se deu pelo apoio de toda comunidade, o então Comandante-geral decidiu que os benefícios dessa aquisição deveriam se estender a todos. E ainda em 1918 reuniu-se com o Comando do Exército no Paraná,Desde 1917 a Polícia Militar do Paraná passou a constituir Reserva Militar do Exército Brasileiro (Decreto Estadual n° 711, de 26 de outubro de 1917). para juntos criarem uma escola para promover o ensino da aviação civil e militar no Estado.
Em 24 de março de 1918 foi oficialmente criada a Escola Paranaense de Aviação. O Conselho Administrativo da escola foi composto da seguinte forma: Tenente-coronel Benjamim Augusto Lage da Força Militar do Estado (Presidente); Major Félix Merlo do Exército Brasileiro; Capitão Braúlio Virmond de Lima do Tiro Rio Branco (19º Tiro de Guerra); Doutor Ildefonso de Assumpção (civil); Capitão João Alexandre Busse da FM; E o piloto Luiz Bergmann (Diretor-Instrutor).
Em seu primeiro curso foram inscritos os Capitães Waldemar Kost e João Alexandre Busse; os Sargentos João Dohms, José Scheleder e Tancredo Martins de Oliveira; e o civil Sr. Geraldo Zanicotti.
Instalações da Escola A sede administrativa da escola foi instalada no quartel da Companhia de Bombeiros Pontoneiros. E as instalações foram construídas na propriedade, arrendada, da viúva de Júlio Biscaia, no bairro Portão de Curitiba.
Nesse local um grupo de oficiais da Guarda Nacional assumiu as despesas com a construção do hangar, oficina, almoxarifado e alojamento para o serviço de guarda. E foi nessa localidade que também se instalou a pista de pouso e decolagem. thumb|direita|240px|Hangar da Escola Paranaense de Aviação.