A história da criptografia começa há milhares de anos. Até décadas recentes, ela havia sido a história do que poderia ser chamado de criptografia clássica — isto é, de métodos de criptografia que usam caneta e papel, ou talvez auxílios mecânicos simples. No começo do século XX, a invenção de complexas máquinas mecânicas e electro-mecânicas, tais como a máquina com rotores Enigma, providenciou meios mais sofisticados e eficientes de encriptação; e a posterior introdução da eletrônica e computação permitiu elaborar esquemas de ainda maior complexidade, muitos completamente inadequáveis ao papel e caneta.

O desenvolvimento da criptografia foi acompanhado pelo desenvolvimento da criptoanálise - a "quebra" de códigos e cifras. A descoberta e aplicação, desde cedo, de análise de frequência para a leitura de comunicações criptografadas, muitas vezes, alterou o curso da história. Portanto, o Telegrama Zimmermann que motivou a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial e o fato de que os Aliados conseguiram decifrar as cifras da Alemanha Nazista, encurtou a Segunda Guerra Mundial, em algumas avaliações, em até dois anos.

Até à década de 1970, a criptografia segura foi amplamente utilizada para a proteção de governos. Dois eventos trouxeram-a diretamente para o domínio público: a criação de um padrão de criptografia de chave simétrica (DES), e a invenção da criptografia de chave pública.

Criptografia Geral Na criptografia, encriptação é o processo de codificação de uma mensagem ou informação, de forma que, somente as pessoas autorizadas conseguem ter acesso. O processo de encriptação não isenta de interferências, mas, evita que o conteúdo possa ser visualizado por qualquer um interceptador. Ela é formada por quatro princípios iniciais, sendo eles: Confidencialidade, autenticação, não repudiabilidade e a integridade da informação, (assim, o remetente não consegue negar o envio da informação).

Dentro da criptografia também ocorre a descriptografia, sendo ela o processo contrário da encriptação, onde somente criadores das plataformas e pessoas com um alto conhecimento na área conseguem efetuar, mesmo assim, é exigido grandes recursos computacionais e conhecimento, além do tempo dedicado a essa atividade ser intenso.

É importante ressaltar que nenhuma forma de criptografia é totalmente segura, Nela podemos citar as:

Assimétricas (Públicas): As chaves são públicas e para cada acesso é gerada uma chave. É mais recomendado utilizar em casos onde irá ser utilizada por diversas pessoas e a localidade de cada usuário é distante.

Simétricas (Privadas): As chaves utilizadas serão idênticas, tanto pelo fornecedor quanto pelor receptor, dessa forma, é melhor ser utilizada para casos em que conseguimos enviar a chave pessoalmente, já que, a partir do momento em que enviamos via web, a mesma pode estar sendo exposta.

Antigamente era muito utilizado por militares e pelo governo como forma de facilitar comunicações secretas, isso tem diminuído com o tempo. Agora, é bem mais comum ser utilizado para a proteção de informações em diversos tipos de sistemas civis.

Hoje em dia, a utilização dessa ferramenta se tornou essencial para quaisquer usuários. Com a evolução das formas de invasões, houve a evolução da criptografia, tendo assim, codificações desde 256 até 1024 bits.

Criptografia nas redes wi-fi As conexões sem fio, deixam uma grande brecha na segurança, pois pessoas com conhecimentos técnicos conseguem efetuar a interceptação de dados de uma rede.

Desse modo, foram feitas evoluções nas técnicas de criptografia, permitindo assim, uma conexão segura para os usuários, domésticos e também na área empresarial, como resultado, as transações financeiras, dados e informações sigilosas estão mais protegidas.

Criptografia clássica

O primeiro uso conhecido da criptografia foi encontrado em hieróglifos irregulares esculpidos em monumentos do Antigo Império do Egito (a cerca de 4500 anos). Porém, não podem ser considerados como tentativas sérias de comunicações secretas, mas sim de ser mensagens misteriosas, intrigas ou mesmo diversão para os alfabetizados. Seguem outros exemplos de usos da criptografia, ou algo parecido. Algumas tabuletas de argila na Mesopotâmia, um pouco mais tarde, foram utilizadas para proteger informações, por exemplo, receitas de valor comercial. Mais tarde ainda, estudiosos hebreus fizeram uso de simples cifras de substituição monoalfabética (como a cifra Atbash), começando talvez em torno de 500 a 600 a.C.

thumb|199px|right|Scytale, um dispositivo primitivo da criptografia Acredita-se que os gregos antigos conheciam cifras (por exemplo, a cifra de transposição scytale utilizada pelos militares de Esparta).A Short History of Cryptography, Fred Cohen 1995, retrieved 4 February 2011 Heródoto fala-nos de mensagens secretas escondidas sob a cera em tabletes de madeira ou como uma tatuagem na cabeça de um escravo oculta pelo cabelo crescido, embora estes não sejam devidamente exemplos de criptografia por si só, já que a mensagem, uma vez conhecida, é de fácil leitura; o que ficou conhecido como esteganografia. Outro método grego foi desenvolvido por Políbio (agora chamado de "Quadrado de Políbio"). Os romanos conheciam um pouco de criptografia também (por exemplo, a cifra de César e suas variações).

Criptografia medieval right|thumb| A primeira página do manuscrito de Alquindi On Deciphering Cryptographic Messages, contendo as primeiras descrições da criptoanálise e análise de freqüência.

Foi provavelmente por motivos religiosos e através da análise textual do Alcorão que levou à invenção da técnica de análise de freqüência para quebrar cifras de substituição monoalfabética por Alquindi, um matemático árabe, por volta de 800 (Ibraim Alquindi -1992). Foi o avanço mais fundamental da criptoanálise até a Segunda Guerra Mundial.

Alquindi escreveu um livro sobre criptografia "Risalah Istikhraj fi al-Mu'amma" ("Manuscrito para decifrar mensagens criptográficas"), no qual ele descreve as primeiras técnicas de criptoanálise, inclusive para cifras polialfabética, classificação de cifra, fonética e sintaxe árabe, e, o mais importante, as primeiras descrições sobre a análise de frequência.Simon Singh, The Code Book, pp. 14–20 Ele também expôs métodos de cifragem, a criptoanálise de certas cifragens, e análise estatística de letras e combinações de letras em árabe.Ibrahim A. Al-Kadi (April 1992), "The origins of cryptology: The Arab contributions”, Cryptologia 16 (2): 97–126

Ahmad al-Qalqashandi (1355–1418) escreveu o Subh al-a 'sha, uma enciclopédia de 14 volumes, que incluía uma seção sobre criptologia. Esta informação foi atribuída a Taj ad-Din Ali ibn ad-Duraihim ben Muhammad ath-Tha 'alibi al-Mausili que viveu de 1312 a 1361, mas cujos trabalhos em criptografia perderam-se. A lista de cifras nesta obra incluía a de substituição e a de transposição, e pela primeira vez, a cifra de múltiplas substituições para cada letra da mensagem de puro-texto. São também atribuídos a Ibn al-Duraihim uma exposição em criptoanálise e um exemplo, incluindo o uso de tabelas de frequência de letras e conjutos de letras que não podem aparecer juntas em uma palavra.

Essencialmente, todas as cifras continuaram vulneráveis ​​a técnica de criptografia de análise de frequência até o desenvolvimento da cifra polialfabética, e muitos permaneceram assim posteriormente. A cifra polialfabética foi melhor explicada por Leon Battista Alberti por volta do ano 1467, por isso ele foi chamado de "pai da criptologia Ocidental". Johannes Trithemius, em sua obra Poligraphia, inventou a tabula recta, uma componente crítica da cifra de Vigenère. O criptógrafo francês Blaise de Vigenère inventou um sistema polialfabético prático que leva seu nome, a cifra de Vigenère.History of Cryptography

Na Europa, criptografia tornou-se (secretamente) mais importante como uma consequência da competição política e da revolução religiosa. Por exemplo, na Europa durante e após o Renascimento, cidadãos de vários estados italianos - Estados Pontifícios e a Igreja Católica Romana, inclusive - foram responsáveis ​​pela rápida proliferação de técnicas de criptografia, algumas das quais refletem o entendimento (ou mesmo conhecimento) do progresso polialfabético de Alberti. 'Cifras avançadas', mesmo depois de Alberti, não eram tão avançadas como seus inventores / desenvolvedores / usuários afirmavam(e até acreditavam). Elas foram regularmente quebradas. Este excesso de otimismo pode ser inerente em criptografia para ele era então, e permanece até hoje, fundamentalmente difícil saber com precisão o grau de vulnerabilidade do seu sistema é realmente. Na ausência de conhecimento, as suposições e esperanças, como seria de esperar, são comuns.

Criptografia, criptoanálise, e traição de agente/mensageiro secreto destacaram-se na Conspiração de Babington, durante o reinado da Rainha da Inglaterra Elizabeth I, o que acabou na execução de Maria Stuart, Rainha da Escócia. Uma mensagem cifrada do tempo do Homem da Máscara de Ferro (decifrada logo antes de 1900 por Étienne Bazeries) lançou alguma luz sobre a identidade do prisioneiro, porém, infelizmente, não definitiva.

Fora da Europa, após o fim da Idade de Ouro muçulmano na mão dos mongóis, a criptografia permaneceu relativamente subdesenvolvida. A criptografia no Japão não parece ter sido utilizada até cerca de 1510, e técnicas avançadas não foram conhecidas até após a abertura do país ao Ocidente, no início da década de 1860. Durante a década de 1920, oficiais da Marinha polonesa ajudaram os militares japoneses no desenvolvimento de códigos e cifras.

Criptografia de 1800 a II Guerra Mundial

Embora a criptografia tenha uma história longa e complexa, até o século XIX não foi desenvolvido nada mais do que abordagens ad hoc para a criptografia ou criptoanálise (a ciência de encontrar fragilidades em sistemas de criptografia). Um exemplo é o trabalho de Charles Babbage, durante a Guerra da Crimeia, em análise matemática de cifras polialfabética, remodelado e publicado pouco depois pelo Prússio Friedrich Kasiski. A criptografia, neste momento, começa a se consolidar com regras consistentes; como, por exemplo, as encontradas nos escritos sobre criptografia de Auguste Kerckhoffs, no final do século XIX e na Constituição Americana passou a ser protegida no século XVIII.The Use of Encrypted, Coded and Secret Communications is an "Ancient Liberty" Protected by the United States Constitution

Edgar Allan Poe usou métodos sistemáticos para resolver enigmas na década de 1840. Em particular, ele colocou um anúncio de suas habilidades no jornal da Filadélfia Alexander's Weekly (Express) Messenger, solicitando submissões das cifras, das quais ele passou a resolver quase tudo. Seu sucesso criou uma agitação pública por alguns meses.Silverman, Kenneth. Edgar A. Poe: Mournful and Never-ending Remembrance. New York: Harper Perennial, 1991. p. 152-3 Mais tarde, ele escreveu um ensaio sobre os métodos de criptografia, que tornou-se útil como uma introdução para os criptoanalistas britânicos na quebra dos códigos e cifras alemãs durante a I Guerra Mundial, e uma história famosa, O Escaravelho de Ouro, onde a criptoanálise era um elemento de destaque.

Criptografia, e seu uso incorreto, estiveram envolvidos na conspiração que levou à execução de Mata Hari e na conivência que levou à farsa da condenação e prisão de Dreyfus, no início do século XX. Felizmente, criptógrafos também estavam envolvidos em expor as maquinações que originaram os problemas de Dreyfus; Mata Hari, em contrapartida, foi baleada.