O paulicianismo (, também lembrado como Pavlikians ou Paulikianoi ) foi uma seita adocionista, também entendida por fontes medievais como gnóstica e quase maniqueísta. Os paulicianos floresceram entre 650 e 872 na Armênia e partes orientais do Império Bizantino, como Anatólia e os Balcãs. De acordo com fontes medievais bizantinas, o nome do grupo foi obtido a partir do terceiro século do bispo de Antioquia, Paulo de Samósata, na época do cristianismo primitivo.(em armênio) Melik-Bakhshyan, Stepan. «Պավլիկյան շարժում» (The Paulician movement). Armenian Soviet Encyclopedia. vol. ix. Yerevan, Armenian SSR: Armenian Academy of Sciences, 1983, pp. 140-141.
História thumb|250px|esquerda|O massacre dos paulicianos em 843/844, de Escilitzes de Madrid
Os paulicianos eram um grupo de cristãos considerados hereges pelo catolicismo que predominavam na Armênia, antiga Babilônia, Síria, Palestina, monte Ararate, cordilheira do Touro e Antioquia no século VI, no Império Bizantino.
Os paulicianos diziam serem provindos dos apóstolos e terem seu início a partir das pregações dos mesmos no primeiro século depois de Cristo. Porém faltam registros comprobatórios para tal afirmação.
Durante os séculos V e VI, os Hunos formaram parte de uma confederação que avançava para o território armênio, muitos dos militares que protegiam as fronteiras armênias eram paulicianos.
Em 668, iniciou-se uma grande perseguição aos paulicianos que provocou, em 690, a morte de um de seus grandes líderes chamado Constantino, que foi morto apedrejado e seu sucessor queimado vivo. Durante o reinado do imperador foram favorecidos nos Balcãs ocidentais pelo édito do imperador contra as imagens, tendo proteções do próprio filho de Leão III.
A imperatriz Teodósia iniciou uma perseguição que matou deles, pois eram acusados de gnósticos e maniqueístas, dualistas.
Após hostilidades contrárias a sua presença, os paulicianos expandiram-se para os Balcãs ocidentais, dando a possível origem aos bogomilos. Segundo creem alguns historiadores , originaram posteriormente os albigenses nos Alpes do sul da França, ao se unirem com grupos hereges que lá residiam.
Os paulicianos sobrevivem hoje na Bulgária, retendo seu dialeto peculiar e desde o século XIX se uniram ao catolicismo romano sob a influência de missionários franciscanos.
Ver também A Chave da Verdade
Referências
Bibliografia DAWSON, Christopher.Los origenes de Europa,1991. VASCONNE, J. O homem vítima da cultura;conhecimento da cultura exnatural, 1977. ORLANDIS, José. História breve do Cristianismo. Tradução de Osvaldo Aguiar - Lisboa: Rei dos Livros, 1993. ISBN 972-51-0046-8 PIERRARD, Pierre. História da Igreja. (Tradução de Álvaro Cunha; revisão de Luiz João Gaio). São Paulo: Paulus, 1982. (Título original da edição francesa: Histoire de l'Eglise Catholique. Desclée & Cie. Paris, 1978) QUEIROZ, T.A.P. de. As heresias medievais. São Paulo, Atual, 1988. RODRIGUES, Abner. Discipulado Batista Doutrinário de Estudo.
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