Os imunomoduladores são substâncias biológicas ou sintéticas que regulam, estimulam ou inibem a atividade do sistema imunitário para restaurar o equilíbrio do organismo. Estes agentes dividem-se em imunoestimulantes, que potenciam as defesas contra infeções crónicas e neoplasias, e imunossupressores, fundamentais para travar a autoimunidade e evitar a rejeição de órgãos transplantados. O advento da biotecnologia revolucionou este campo com o desenvolvimento de terapias biológicas direcionadas, incluindo anticorpos monoclonais, citocinas recombinantes e moduladores de pequenas moléculas, que substituem progressivamente os tratamentos químicos tradicionais de largo espetro, como os corticosteroides. Ao atuarem especificamente em recetores celulares e vias de sinalização molecular, estas terapias alteram a produção de citocinas, a proliferação de linfócitos T e B e a migração celular, oferecendo soluções personalizadas para patologias complexas como a esclerose múltipla, a artrite reumatoide, a psoríase e a doença inflamatória intestinal. No entanto, o seu perfil farmacológico exige uma vigilância clínica rigorosa, uma vez que a manipulação da resposta imune pode desencadear toxicidade sistémica, reações de hipersensibilidade e uma vulnerabilidade acrescida a infeções oportunistas graves ou à reativação de patógenos latentes, como o bacilo da tuberculose.https://ubibliorum.ubi.pt/server/api/core/bitstreams/9d3bd7f9-42ec-4001-bf49-17e95116a504/content
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