A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) é uma entidade brasileira criada em 20 de setembro de 1946 para representar a categoria dos jornalistas no país. A FENAJ conta com mais de 40 mil profissionais associados em seus 27 sindicatos estaduais e 4 municipais.Diretoria da FENAJ. "A FENAJ na luta pela liberdade e pela ética no jornalismo" , setembro de 2004. Acessado em 21 de junho de 2009. Para a gestão 2025-2028, a entidade é presidida por Samira de Castro (CE) e tem como primeiro vice-presidente  Moacy Neves (BA).

História 1969–1999 Em 1969, com a regulamentação profissional dos jornalistas, previsto no AI-5, a ditadura, com a intenção de atrelar a categoria ao regime, acabou acatando uma exigência antiga em vários congressos da FENAJ.

Durante a Assembleia Nacional Constituinte, no processo de redemocratização do país, a FENAJ coordenou a Frente Nacional por Políticas Democráticas de Comunicação formada para garantir dispositivos legais que perpetuassem estímulos à democratização da informação. A Assembleia, entretanto, sofreu constantes pressões do lobby dos oligopólios da comunicação – a chamada "bancada da mídia". Uma das poucas vitórias da FENAJ no enfrentamento dos grandes grupos de mídia na Constituição de 1988 foi o Conselho de Comunicação Social (CCS), órgão auxiliar do Congresso composto por representações dos trabalhadores, empresários de comunicação e da sociedade civil, que levou mais de uma década para ser efetivamente implementado.

A partir da experiência na Assembleia Constituinte, a FENAJ criou em 1991 o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), articulação de mais de 80 entidades da sociedade civil coordenada pela FENAJ com o objetivo de constituir políticas públicas e ações práticas para a área das comunicações, bem como reconstituir nacionalmente uma cultura brasileira alicerçada na diversidade de identidades e produções regionais. No ambiente do FNDC, a FENAJ propôs pela primeira vez, em 1994, o estímulo à criação de um Código de Ética Conjunto das Comunicações, englobando todos os setores empresariais e profissionais da área da comunicação, atribuindo condições de fiscalização e julgamento de questões com a participação da sociedade civil.

A FENAJ tem mantido ao longo desses anos uma permanente tensão para que a sociedade tenha à sua disposição uma Lei de Imprensa democrática que a defenda sem ferir, ao mesmo tempo, os preceitos constitucionais de liberdade de imprensa. Ajudou a elaborar o substitutivo apresentado pelo deputado Vilmar Rocha (PFL-GO).

Em 1994, a FENAJ participou das negociações com a sociedade civil para a elaboração da chamada Lei do Cabo. Deste esforço resultou, entre outras conquistas, a criação de seis canais básicos nas operadoras de televisão por assinatura, que abriram mercado de trabalho para milhares de profissionais. Desde 2003 a FENAJ participa no esforço de descriminalização e regulamentação das rádios comunitárias no Ministério das Comunicações. Apoiou também a proposta de criação de um Conselho Federal dos Jornalistas que, assim como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ou o Conselho Federal de Medicina, regularia a atuação dos profissionais da área.

2000–presente Em 2009 a FENAJ fez campanha pela manutenção da regulamentação profissional dos jornalistas junto ao Ministério do Trabalho. A medida acabou revogada pelo Supremo Tribunal Federal, mas a FENAJ recebeu o apoio, entre outros, do atual Ministro das Comunicações Hélio CostaO Globo. "Hélio Costa defende PL para tornar obrigatório o diploma de jornalista", Valor Online, 18 de junho de 2009. Acessado em 21 de junho de 2009. e do anterior, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ),O Globo. "Miro Teixeira deve propor projeto para regulamentar a profissão de jornalista", Agência Brasil, 18 de junho de 2009. Acessado em 21 de junho de 2009. além do senador João Pedro (PT-AM)Agência Senado. "Para João Pedro, fim da exigência de diploma para jornalista 'é retrocesso'", Redação, 18 de junho de 2009. Acessado em 21 de junho de 2009. e da OABO Globo. "OAB critica decisão do Supremo de acabar com exigência do diploma de jornalista", 18 de junho de 2009. Acessado em 21 de junho de 2009. e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Dentre os opositores da FENAJ nesta campanha estão as Organizações Globo e a Associação Nacional de Jornais (ANJ).Motta, Sérgio Barreto. "Brasil deixou de exigir curso para se exercer jornalismo". Diário de Notícias, 21 de junho de 2009. Acessado em 21 de junho de 2009. Em novembro de 2019, a FENAJ divulgou que o presidente Jair Bolsonaro já acumulava 99 ataques à imprensa do Brasil (ver Controvérsias envolvendo Jair Bolsonaro).

Em março de 2022, a FENAJ divulgou uma nota oficial na qual dizia que a "Wikipédia não tem legitimidade para tachar veículos de mídia", após essa enciclopédia ter categorizado certos conteúdos jornalísticos como fontes não confiáveis.

Violência contra Jornalistas Desde 1998, a FENAJ publicada anualmente o "Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil". A partir de dados coletados pela Federação e seus Sindicatos filiados, compila denúncias encaminhadas às entidades e notícias veiculadas das agressões.

O documento agrupa tipos de violência bem como situações que envolvam gênero, região do país e o tipo de veículo de imprensa impactado. O relatório de 2024 traz 144 registros, menor número em seis anos, o que foi atribuído aos ataques ocorridos durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro. Neste levantamento, não foi mapeada nenhuma morte de jornalista no exercício da profissão.

Sindicatos de Jornalistas Filiados à FENAJ

Sindicato dos Jornalistas do Acre Sindicato dos Jornalistas de Alagoas Sindicato dos Jornalistas do Amapá Sindicato dos Jornalistas do Amazonas Sindicato dos Jornalistas da Bahia Sindicato dos Jornalistas do Ceará Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal Sindicato dos Jornalistas de Dourados Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro Sindicato dos Jornalistas de Goiás Sindicato dos Jornalistas de Juiz de Fora Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná Sindicato dos Jornalistas do Maranhão Sindicato dos Jornalistas de Mato Gross Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso do Sul Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro   Sindicato dos Jornalistas do Pará Sindicato dos Jornalistas da Paraíba Sindicato dos Jornalistas do Paraná Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco Sindicato dos Jornalistas do Piauí Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte Sindicato de Jornalistas do Rio Grande do Sul Sindicato dos Jornalistas de Rondônia Sindicato dos Jornalistas de Roraima Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina Sindicato dos Jornalistas de São Paulo Sindicato dos Jornalistas de Sergipe Sindicato dos Jornalistas de Tocantins

Ligações externas Site oficial da FENAJ

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